Prosa, poesia, conexões quânticas, dicas de redação e de leitura, comentários, reflexões… Palavras em infinito movimento!

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Os outros sentidos das palavras

Uma boa escolha de palavras, ou seja, a utilização de um vocabulário adequado (à mensagem e ao público ao qual a mensagem se destina), é de grande valia para o desenvolvimento de um texto claro, preciso, “colorido”, capaz de envolver, esclarecer e persuadir o leitor e de incentivá-lo a refletir.

Já vimos por aqui alguns recursos que nos permitem ampliar nosso vocabulário e usar, com inventividade, as palavras e os sentidos das palavras, visando estimular a imaginação do leitor.

Agora, vamos voltar às palavras, buscando observar outros de seus sentidos, ainda não revelados, que podemos aproveitar em benefício de nossos textos.

SENTIR AS PALAVRAS

A proposta é incentivar você a “sentir” as palavras, além de entendê-las. Isso porque as palavras podem “soar” ou ser percebidas de diferentes formas – alegres, animadas, duras, melancólicas… -, possibilitando sua utilização em outros, até então, insuspeitados sentidos.

Vamos experimentar?

Relacione quantas palavras quiser para cada uma das categorias a seguir, de acordo com o “som” ou a “sensação” que a palavra suscita em você.

QUENTES

MELANCÓLICAS

PERFUMADAS

RITMADAS

DELICADAS

DURAS

COLORIDAS

Exemplo:

Para a categoria Quentes, escolho, de acordo com a sensação que tenho ao ouvi-las ou ao escrevê-las, as seguintes palavras:

Vulcão

Camelo

Sangue

 

Espesso

Corpo

Para a categoria Duras:

Cortante

Grito

Tragédia

Ruptura

Perda

Para a categoria Perfumadas:

Morango

Jasmim

Sândalo

Aroma

Amanhecer

“SINTA” AS PALAVRAS,

PARA PODER TORNÁ-LAS

SUAS CÚMPLICES.

DEFINIÇÕES ENFÁTICAS

Agora que você “sentiu” as palavras de um outro jeito, tente aproveitar mais esse recurso para escrever definições para alguns conceitos (você tanto pode optar por uma definição literal – o que o conceito quer dizer -, como por uma definição pessoal, subjetiva – o que o conceito significa para você).

Em um ou em outro caso, procure usar palavras apropriadas, que “soem” de acordo com o sentido (literal ou subjetivo) do conceito.

Exemplo:

Vou definir o que a palavra Caos significa para mim (preferi o conceito subjetivo ao literal). Como o sentido dessa palavra me remete a algo áspero, duro, melancólico etc., vou procurar, ao escrever sobre o tema, utilizar palavras duras, melancólicas etc. Assim:

CAOS: Ruptura, explosão, tudo ruiu, nada restou. Talvez ainda sobre uma esperança: de que não haja vazio algum, de que a perda seja aparente, de que a luz esteja apenas escondida atrás da densa escuridão.

Observe como a escolha de palavras apropriadas (ruptura; explosão; tudo / nada; ruiu; restou; vazio; perda; aparente; apenas; escondida; densa; escuridão) valorizam, fazem vibrar, dão colorido ao teor (melancólico, áspero, duro) da mensagem.

AGORA É A SUA VEZ!

Defina cada um dos conceitos a seguir, utilizando as palavras apropriadas:

PLENITUDE

 

FRÁGIL

 

CAOS

 

ROTINA

 

SAUDADE

 

OUSADIA

 

FELICIDADE

 

Não deixe de ver também:

A ARTE DE VIRGULAR, um guia prático para o uso da vírgula.

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Pratique a poesia

Pode-se dizer que há dois tipos básicos de apresentação dos textos. São eles:

Prosa – texto corrido, a expressão natural da linguagem escrita, que não está sujeita a métricas, versos ou outro tipo de cadência ritmada. É a linguagem objetiva, direta, usual, típica das conversas.

Poesia – texto composto por versos (livres ou com rima), frases justapostas, que obedecem a um ritmo, possuem uma harmonia intrínseca. É a linguagem subjetiva, emocional, que possui ritmo próprio. Verso: cada frase de um poema.

Vamos praticar a escrita de textos poéticos?

Um exemplo:

Tendo como inspiração a imagem de um Girassol, busco, mentalmente / emocionalmente, palavras que combinem com a figura (a partir das minhas referências pessoais). Em geral, vêm à tona substantivos, adjetivos e verbos.

No meu caso, associei a figura a:

sol; girar; rodopio; luz; amarelo; calor; beleza; natureza; infinito; mistério; vida; prazer de viver; instante; momento; felicidade; força; realização.

Contemplo de novo a imagem e deixo que essas palavras, que anotei à parte, me conduzam a uma linha de raciocínio.

Defino, então, que vou escrever sobre a flor na perspectiva do astro que lhe cedeu o nome – o sol -, explorando as semelhanças e as diferenças existentes entre um e outro.

Assim:

Sobre astros e flores

Gira, rodopia, em calor amarelo, caramelo, o sol,

no infinito sem cor definida,

a não ser a do mistério.

Cá embaixo, presa na terra

a flor amarela, de calor tépido, embeleza

o amarronzado, o chão árido, o olhar tristonho.

Gira o sol sempre.

Girassol de vez em quando.

Repare que, para escrever um poema ou uma mensagem poética, o mais importante não é a rima, mas sim o ritmo que permeia todo o texto.

Esse ritmo é resultado da harmoniosa integração entre a sequência de ideias (conteúdo) e a sequência de frases que expressam essas ideias (forma), a partir da utilização de recursos como o som e o sentido das palavras, e a divisão dos versos.

Veja como esses recursos foram aproveitados na mensagem poética do exemplo:

SOM DAS PALAVRAS

“Gira, rodopia, em calor amarelo, caramelo, o sol,”

sons parecidos: gira, rodopia

calor amarelo, caramelo

som dissonante: o sol

“a flor amarela, de calor tépido, embeleza”

sons parecidos: a flor amarela / embeleza

 

 

“o amarronzado, o chão árido, o olhar tristonho.”

sons parecidos: …zado, árido

som dissonante…onho

SENTIDO DAS PALAVRAS

 

“no infinito sem cor definida,

a não ser a do mistério.”

sentidos opostos: infinito (sem definição) / definida (com definição)

sentido complementar: mistério (definido ou não, tudo é mistério)

“o amarronzado, o chão árido, o olhar tristonho.”

sentidos similares das palavras:  o amarronzado (escuro) / o chão árido (desesperançado) / o olhar tristonho (melancólico).

DIVISÃO DOS VERSOS

A divisão dos versos se dá em três sequências :

Ritmo da primeira sequência

primeira frase longa; segunda frase média; terceira frase curta

“Gira, rodopia, em calor amarelo, caramelo, o sol,

no infinito sem cor definida,

a não ser a do mistério.”

Ritmo da segunda sequência

quarta frase curta; quinta frase média; sexta frase longa

“Cá embaixo, presa na terra

a flor amarela, de calor tépido, embeleza

o amarronzado, o chão árido, o olhar tristonho.”

Ritmo da terceira sequência

sétima frase curta; oitava frase longa

“Gira o sol sempre.

Girassol de vez em quando.”

Agora é a sua vez!

Mas não se preocupe em avaliar som, sentido, e divisão de versos ANTES de escrever.

O importante, nesta fase, é se soltar, permitir-se dizer. Para isso, siga os passos sugeridos no exemplo e DEPOIS faça uma análise de seu texto, para ajustar (caso necessário) o ritmo.

Para conferir o resultado, LEIA em voz alta (com pausas para a respiração e com a ênfase apropriada) sua mensagem poética. O que você vai querer saber?

Se o seu texto passou uma mensagem (mesmo que não seja aquela exatamente que você havia se proposto a passar, porque poesia é assim mesmo: estimula variadas interpretações). Se o seu texto soa de forma agradável (tem ritmo, melodia, sonoridade).

Independentemente do resultado que venha a obter, escreva várias mensagens poéticas, utilizando diferentes figuras – fotos, recortes de revista, ilustrações de livros, cartões postais etc. – que sejam do seu agrado e, em especial, revelem-se fontes de inspiração (porque são imagens que “mexem” com você, seja no nível racional, seja no nível emocional).

Isso é prática e só a prática nos leva ao aprimoramento.

 

Não deixe de dar uma olhada nesta dica de redação:

A ARTE DE VIRGULAR

um guia prático de utilização da vírgula.

O enigma dos paradoxos

Para conquistar desenvoltura na redação, nada melhor do que exercitar a mente. Nesse sentido, resolver aparentes  “enigmas” pode se revelar um ótimo começo.

A proposta é trabalhar com paradoxos – afirmações que trazem em si um antagonismo, uma contradição de ideias. Por ser como são, mostram-se extremamente estimulantes para o pensar. Frente a um deles, ficamos intrigados e motivados a tentar desvendar o ponto de vista que tão bem encobrem.

Exercite-se e divirta-se, seguindo os passos adiante:

  • Considere cada um dos paradoxos, relacionados abaixo, um enigma, um mistério, que você vai tentar desvendar por escrito.
  • Leia, reflita e “pince” as ideias contraditórias que cada um deles traz.
  • A partir da descoberta dessas ideias contraditórias, tente encontrar, em suas referências pessoais, comparações que possam sustentar esse antagonismo, ou seja, que o expliquem, que o façam ter sentido para você.
  • Encontrada uma referência, que desvende a aparente contradição, pergunte-se se você concorda, ou não, com a afirmação contida no paradoxo.
  • Escreva as razões que o levaram a chegar a essa conclusão (concordar ou não).

SÓ O EFÊMERO TEM VALOR DURADOURO.

Ionesco / Teatrólogo


A ARTE É UMA MENTIRA

QUE FAZ A GENTE CAPTAR A VERDADE.

Picasso / Pintor


AQUI TODAS AS NORMAS PODEM SER DESOBEDECIDAS,

MENOS ESTA.

(Paradoxos citados em “Um Toc na Cuca” / Livraria Cultura Editora)


Exemplo de uma abordagem

  • Vou tentar desvendar o seguinte paradoxo:

O POUCO QUE SEI, DEVO À MINHA IGNORÂNCIA.

  • Leio, reflito e “pinço” as ideias contraditórias:

1)  Como a ignorância – que é um “não saber” – pode me levar a saber alguma coisa, mesmo que pouco?;

2)  Se sei pouco, como posso me vangloriar da minha ignorância, como se ela tivesse sido um estímulo?

Observe que procuro, ao “pinçar” as ideias contraditórias, explorar a afirmação por diferentes ângulos, para tentar entendê-la; e esses diferentes ângulos se definem a partir das minhas referências pessoais, ou seja, outra pessoa, ao analisar o mesmo paradoxo, poderia seguir por caminhos diversos daqueles que escolhi; e ambos estaríamos certos, cada um com a sua verdade, com o seu nível de entendimento.

  • Dos dois ângulos de abordagem que escolhi para analisar o paradoxo, faz mais sentido para mim o primeiro: como a ignorância – que é um “não saber” – pode me levar a saber alguma coisa, mesmo que pouco?
  • Procuro, então, entender essa contradição a partir de alguma comparação, de uma linha de raciocínio, tal como: se não sei determinado assunto e aceito, com humildade, essa condição, a tomada de consciência sobre minha ignorância torna-se um estímulo para que eu deixe de ser ignorante. Vou atrás da informação, da história, do conhecimento e aí passo a saber.
  • Percebo, contudo, que frente à imensidão do que não sei, o que acumulei de conhecimento hoje ainda pode ser considerado pouco.
  • Assim, faz sentido dizer que “o pouco que sei deve-se à minha ignorância”.
  • Posso expressar esse entendimento por meio de uma reflexão.  É a sina do homem: ele avança, avança, movido por sua curiosidade e “sede” de saber e tem seu orgulho intelectual sempre vencido pela imensidão de tudo o que ainda não sabe.

AGORA É A SUA VEZ!

Para conferir o resultado, leia o paradoxo e a conclusão a que chegou para uma pessoa em cuja opinião você confie. O que você vai querer saber?

Se sua conclusão tem lógica, se explica (com algum sentido) o paradoxo, mesmo que você ou a pessoa que o ouviu não concordem com a afirmação expressa no paradoxo.

Se quiser, compartilhe seus resultados no “Deixar um comentário” deste blog. Aguardo sua participação!

Faça revisão do texto

Revisão de texto parece ser uma tarefa reservada a quem não tem segurança para escrever. Muito pelo contrário, quem faz revisão demonstra que conhece (bem) as dificuldades inerentes à escrita e, para ter segurança, sempre utiliza suas vantagens.

 

VANTAGENS?

Quem diria que há vantagens no escrever em relação ao falar?

Pois há e não se trata apenas de revisão de texto. Veja só:

*     Numa conversa, quando não se sabe, é possível improvisar. Daqui a alguns dias, ninguém mais vai se lembrar do que foi dito naquele papo mesmo! Na escrita, quando não se sabe, é possível pesquisar, consultar, estudar e refletir sobre o assunto em questão até se sentir seguro o suficiente para escrever sobre ele. Usando essa vantagem, não corremos o risco de “dizer” bobagens.

*     Por outro lado, em caso de dúvida quanto à forma e ao significado de uma palavra, e quanto à correção gramatical de qualquer frase e bloco de frases (antes, durante e depois do escrever), é possível e altamente recomendável utilizar duas ferramentas que um bom escritor nunca dispensa: dicionário e gramática.

*     Por fim, mas não menos importante, vem a revisão de texto. Nas conversas, em caso de dúvida, explicamos de outro modo aquilo que não foi entendido corretamente. Na escrita, não há essa possibilidade. Mas antes de encarar tal fato como uma desvantagem, o mais estimulante é entendê-lo como uma vantagem. E que vantagem! Pois com a revisão, podemos fazer chegar ao nosso leitor uma mensagem lógica, clara, precisa, coerente, corretamente escrita e apresentada, sem necessidade de retificações, uma mensagem, enfim, que expresse nosso pensamento com fidelidade e que seja adequada ao público ao qual se destina.

DAQUI EM DIANTE,

AO ESCREVER,

APROVEITE ESTAS VANTAGENS

EM SEU BENEFÍCIO:

Antes

PESQUISE, CONSULTE, ESTUDE, OBSERVE, REFLITA ETC.

Antes, durante e depois

ESCLAREÇA SUAS DÚVIDAS COM A AJUDA

DO DICIONÁRIO E DA GRAMÁTICA

Depois

REVISE O TEXTO

Mas deixe as emoções de fora. Isso porque há, pelo menos, dois tipos de revisão: apaixonada e desapaixonada. O bom escritor opta pela desapaixonada, sob pena de (se preferir a outra) nunca conseguir se satisfazer com nada do que escreve.

O que significa fazer uma revisão desapaixonada (fria, objetiva, racional etc.) ?

Significa:

1)  Ler, com atenção crítica, tudo o que se escreveu sobre o assunto, verificando excessos e carências, em relação ao conteúdo do texto; vocabulário adequado e correção gramatical, no que se refere à forma do texto.

2)  Avaliar a lógica, a coerência e a consistência do texto, observando se a mensagem está clara, objetiva e compreensível para o leitor.

Ao revisar, de forma desapaixonada, temos condições de fazer

os ajustes necessários no texto, deixando-o “redondo”.

VAMOS EXPERIMENTAR?


Faça revisão no seu texto:

1) Verifique se o TEXTO que escreveu tem:

Þ  LÓGICA (conseguiu apresentar um começo, um meio e um fim facilmente identificáveis e  compreensíveis?)

Þ  COERÊNCIA (conseguiu passar a mensagem por meio de uma sequência harmoniosa de frases, que se integram no desenvolvimento de um raciocínio com sentido completo?)

Þ  VOCABULÁRIO ADEQUADO (usou palavras adequadas à mensagem e ao público ao qual a mensagem se destina?)

Þ  CORREÇÃO GRAMATICAL (as palavras que usou estão grafadas corretamente?; o sentido das palavras é mesmo aquele que imaginava, do qual se lembrava?; as frases estão corretamente construídas?; há algum problema de concordância – nominal ou verbal?; há muita repetição de palavras?; não é possível substituir, em caso de repetição, por um sinônimo ou palavra de sentido similar?)

Þ  PONTUAÇÃO APROPRIADA (recorrendo à leitura – em voz alta – do seu texto, observe se há algum descompasso entre pausas para respiração, ênfase, entonação e os sinais de pontuação utilizados)

Þ  APRESENTAÇÃO CONVENIENTE (a forma de apresentar a mensagem corresponde às especificações do “formato” definido previamente, seja redação, artigo etc.?)

2) Verifique ainda se o TEXTO está:

Þ  CONCISO (conseguiu expressar, de forma resumida – condensada -, o essencial da mensagem?)

Þ  OBJETIVO (conseguiu ir de um ponto – partida – a outro –  chegada – da mensagem  sem dispersões,  sem rodeios, sem  detalhes irrelevantes?)

Þ  PRECISO (usou palavras adequadas, precisas, capazes de expressar exatamente o que quis dizer?)

Þ  CLARO (utilizou frases de construção simples e direta?)

Þ  CONSISTENTE (conseguiu “esgotar o assunto” de forma que o leitor fique bem informado?)

REVISÃO DESAPAIXONADA É ISTO:

IR DIRETO AO QUE INTERESSA,

FAZER OS AJUSTES NECESSÁRIOS

E PONTO (FINAL).

 

E, nas revisões, não deixe de aplicar A arte de virgular!

Para reforçar a argumentação

Quantas e quantas citações (frases interessantes) de pessoas famosas ou nem tanto já ouvimos ao longo da vida? Que tal parar um pouco e pensar mais profundamente a respeito delas? A principal vantagem é que, eventualmente, podemos aproveitar algumas dessas citações para reforçar (sustentar, dar mais fundamento) à defesa de nossos pontos de vista.

Vamos, então, dar uma olhada em algumas dessas citações que, ao definir tão completamente uma determinada situação ou um peculiar comportamento, acabaram por formar um vocabulário extra, ao qual podemos recorrer para dar mais ênfase e credibilidade (histórica) à nossa argumentação:

“A sorte está lançada!”

Traduz a expressão latina “Alea jacta est!”, que o imperador Júlio César  (100 a.C. – 44 a.C.) teria dito quando resolveu marchar sobre Roma, atravessando o Rubicão (riacho entre a antiga Gália e a Itália), para derrubar seu rival Pompeu. A frase costuma ser empregada quando se toma uma decisão grave, porém enérgica, depois de muita hesitação.

“Voz do povo, voz de Deus.”

Também de origem latina, a expressão “Vox populi, vox Dei.” pode ser usada quando se credita inspiração divina às manifestações instintivas do sentimento popular.

“O Estado sou eu!”

Ou, como disse o rei Luiz XIV, o “rei sol” (1661-1715), para afirmar-se acima das leis e da conveniência da nação, “L’État c’est moi!”. Costuma ser empregada, ainda nos dias de hoje, para exemplificar casos extremos de autoritarismo e de personalismo.

“Ser ou não ser… eis a questão!”

Escrita pelo dramaturgo inglês William Shakespeare (1564-1616), a famosa frase “To be or not to be… that’s the question!” faz parte do monólogo de Hamlet, na peça de mesmo nome, em que o personagem reflete sobre as mais profundas questões da existência. Usa-se a propósito de situações difíceis, em que a indecisão se torna paralisante.

“Vim, vi, venci.”

Trata-se de outra expressão do criativo imperador romano Júlio César. Com a frase “Veni, vidi, vici.” comunicou ao Senado sua imediata e irresistível vitória sobre Farnaces, rei do Ponto. Emprega-se para indicar uma vitória obtida rapidamente.

“Carpe diem!”

Na tradução literal, “Colha o dia!”, mas o sentido dessa expressão de origem latina está mais próximo de “Aproveite o momento!”. Criada pelo poeta romano Horácio, que viveu no século I a.C., a frase nos lembra que a vida é curta e que devemos usufruí-la integralmente, sem desperdício de tempo.

“Presente de grego”

Não é uma frase, mas um mito da história, que se transformou em uma expressão capaz de dar a ideia de que alguma coisa ou alguém, aparentemente favoráveis aos nossos interesses, acabou se revelando contra nós (“O que recebi dele foi um “presente de grego”!). A origem desse mito remonta à Antiguidade, quando gregos e troianos se digladiavam em guerra interminável e a cidade de Troia, mesmo totalmente sitiada, resistia. Para conquistá-la, os gregos recorreram a um ardil. Construíram um imenso cavalo de madeira, deixaram-no às portas da cidade e fizeram com que os troianos acreditassem que se tratava de um presente. O cavalo, cujo bojo estava repleto de guerreiros gregos, foi transportado para dentro de Troia, causando a derrota da cidade. Pode-se usar, com igual significado, a expressão “Cavalo de Troia”.

“Calcanhar de Aquiles”

Trata-se de outra expressão mitológica usada para assinalar o ponto fraco de alguém. (“Hei de descobrir seu “calcanhar de Aquiles”!) Conta a lenda que, quando pequeno, Aquiles foi mergulhado pela mãe num lago mágico, o Estinge, que tornava as pessoas invulneráveis. Mas, como a mãe o segurou pelo calcanhar, a água não atingiu essa parte do corpo do herói e foi justamente aí que Páris o feriu na guerra de Troia (a mesma do “presente de grego”).

“Negócio da China”

Quem não quer um? Trata-se de uma expressão empregada para indicar uma negócio de pouco risco e muito lucro. Está associada aos primórdios do comércio marítimo e, especialmente, às famosas viagens de Marco Polo ao Oriente, descrito, na época, como um lugar de riquezas incalculáveis.

“Ovo de Colombo”

Frente aos céticos, que colocavam em dúvida o mérito de suas descobertas marítimas, Cristóvão Colombo os desafiou a colocar um ovo em pé. Frustradas todas as tentativas, Colombo quebrou ligeiramente uma das extremidades do ovo e, com isso, conseguiu seu intento. Naquela época, como hoje, o sentido continua o mesmo: tudo parece muito fácil… depois de feito.

 

Não deixe de ver: Redação em quatro etapas, uma miniaula para você!

Curso de Redação com Ana Setti Rosa

Sem medo de escrever 3

 

Quer conquistar desenvoltura e segurança para escrever?

Despertar sua criatividade adormecida?

Sair-se bem na escrita do dia a dia da empresa? Ser bem sucedido na redação para vestibular ou concurso? Escrever, sem medo, sua tese acadêmica ou aquele artigo para a revista?

Descobrir, enfim, como pode ser prazeroso expressar-se por escrito?

Então, você está no rumo certo. Veja:

Dou aulas particulares que possibilitam um trabalho personalizado, com foco 100% em suas dificuldades. As aulas podem ser presenciais ou online.

São aulas práticas, nas quais você vai exercitar, passo a passo,  o processo da escrita:

1º passo – refletir, explorar e pesquisar o tema.

2º passo – organizar as ideias, estruturar roteiro prévio.

3º passo – escrever, aprendendo a utilizar as técnicas de redação e os recursos da linguagem.

4º passo – revisar, fazer os ajustes necessários para deixar o texto “redondo”.

Ofereço também correção de redações via e-mail, ajudando na preparação de vestibulandos e concurseiros.

Para saber mais: entre em contato pelo fone (43) 9 9996.7791 (também WhatsApp) ou  por e-mail: anasetti@uol.com.br 

Aguardo você!

Ana Setti Rosa

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Conheça um pouco mais sobre mim:

Perfil profissional

Portfolio

Conheça um pouco mais sobre o desafio da escrita:

Medo de escrever… Quem não tem?

Conheça um pouco mais sobre o processo da escrita:

Redação em quatro etapas

Conheça um pouco mais sobre meu jeito de ensinar:

A arte de virgular

 

Por que alguns sites não se destacam?

Tudo está correto e em seu devido lugar. É um site adequado ao propósito de marcar presença na internet. Contudo, transformou-se numa ilha. Com tanta variedade em constante movimento no mundo virtual, quem pararia para conhecer uma ilha? Ou, sem novidades por longo tempo, quem voltaria a visitá-la?

Conta com muitos recursos – fórum, chat, vídeo, notícias… – pois quer estar presente em muitos lugares, relacionar-se com muitos públicos. É um site com potencial para alcançar esses objetivos, mas sua última atualização data de um ano atrás. Quem confiaria em um site que não atualiza suas informações?

Tem propostas interessantes e sabe se relacionar bem com os vários públicos de interesse. Os textos, no entanto, estão muito mal escritos; as informações, confusas; as propostas comerciais e as chamadas de propaganda revelam-se soltas, desconectadas e, por isso mesmo, ineficazes. Quem optaria por fazer compras aí, enquanto há outro site, com ofertas similares, em que tudo está muito bem explicado, a navegação é fácil e a satisfação, para o cliente, de atingir seu objetivo de compra ou de pesquisa foi plenamente atendida?

Esses são apenas alguns casos de pouco ou mau aproveitamento dos recursos propiciados pela internet. A tecnologia multifacetada disponível na rede assusta e intimida. São muitos os caminhos e, consequentemente, as possibilidades de “dar com os costados” em lugar nenhum.

Orientarverde200

Fundamental, portanto, que se tenha uma boa bússola, a do bom senso, e que se conte com um bom “navegador”, um profissional  que pode identificar necessidades de comunicação, públicos importantes para o relacionamento da empresa, e que saiba orientar sobre recursos e conteúdos mais adequados à área de atuação da organização.

Sou especialista nesta área. Conheça meus serviços e como me contatar, clicando em Perfil profissional.

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