Prosa, poesia, conexões quânticas, dicas de redação e de leitura, comentários, reflexões… Palavras em infinito movimento!

Posts marcados ‘textos consistentes’

A apresentação do texto

  Como vimos, na primeira desta série de dicas, a FORMA de um texto também está relacionada à APRESENTAÇÃO (aparência, estética, formato) da sequência lógica e coerente de frases, que desenvolve um raciocínio com sentido completo (texto).

As cores do Ano Novo - 2

  Preocupar-se com a apresentação de um texto significa, basicamente, fazer escolhas, tais como:

* Escrever em prosa (texto corrido) ou em verso (poesia)?

* Diagramar, ou seja, dispor harmoniosamente elementos diversos – texto, figuras, molduras etc. – num determinado espaço, com mais sobriedade, formalismo ou com mais ousadia, criatividade, informalidade?

* Utilizar qual formato, entre tantos à nossa disposição, como: relatório, projeto, carta, comunicado, e-mail, folheto, mala-direta, discurso, livro, texto teatral, roteiro de cinema, anúncio, cartaz…?

* A apresentação de um texto abrange muitas escolhas e a melhor forma de decidir é avaliar, especialmente:

– A mensagem que se quer passar.

– O público ao qual a mensagem se destina.

Exemplo:

1) Quero passar mensagens sequenciais sobre como conquistar desenvoltura, segurança e prazer na expressão por escrito. O público ao qual essa mensagem se destina é formado por jovens e adultos interessados em escrever bem.

2) Pelo tipo de mensagem e abrangência do público escolho o formato “Dicas”, ou seja, textos não muito extensos, objetivos e, escritos em prosa – texto corrido -, já que as dicas são, basicamente, artigos  didáticos.

3) Quanto à diagramação, opto por uma miscelânea (organizada). Centralizo alguns trechos, justifico outros ou os alinho à esquerda e à direita; recorro ao negrito, ao itálico e ao sublinhado, à CAIXA ALTA ou baixa;  uso molduras ou apenas um sombreamento; eventualmente, utilizo marcadores ou numeração; recorro ainda ao espaçamento (entre linhas) e ao parágrafo (mudança de linha e entrada) para conseguir um visual mais leve. Todos esses recursos (que o computador oferece hoje ao escritor) são usados com o objetivo de passar para o leitor uma mensagem clara, precisa, instigante, atraente.

APRESENTAÇÃO de um texto é isso!

  Vale lembrar que os variados formatos de texto já estão genericamente definidos, ou seja, possuem elementos básicos de apresentação que os caracterizam como tais ou quais.

  Um roteiro de cinema, por exemplo, exige, para ser considerado como tal, uma apresentação bastante específica. Entre outras coisas, páginas divididas verticalmente, para que, de um lado, seja descrita a cena, e, do outro, sejam descritos os diálogos.

  Uma carta comercial, por sua vez, pede um texto curto, com ênfase (negrito, sublinhado etc.) em algumas frases ou palavras que não podem passar despercebidas, e diagramação mais sóbria.

MAS TUDO PODE SER REINVENTADO E APRIMORADO!

Ao escolher um formato de texto, adequado à sua mensagem e ao público ao qual sua mensagem se destina, dê uma espiada no que existe (em relação ao formato escolhido) e use a criatividade e o bom senso para adaptá-lo às suas necessidades e às de seus leitores.

Retrospecto por meio da leitura

  Para conquistar maior desenvoltura no “ofício” da escrita, vimos que é preciso ter conteúdo e saber como expressá-lo, desenvolvendo um texto lógico, coerente, fluente, bem escrito, bem pontuado e com uma apresentação adequada.  Vale também, e muito, criar o prazeroso hábito da leitura, mas… Seja crítico:

* Reforce sua confiança,

* Confie em sua opinião.

* Confie em seu sentimento.

* SEMPRE use sua opinião e seu sentimento como referências para concordar ou discordar do que está escrito.

* Lembre-se: não é porque está escrito que é verdade.

Exercite seu raciocínio

* Argumente e contra-argumente com o autor.

* Reflita sobre as razões que o levaram a concordar.

* Reflita sobre as razões que o levaram a discordar.

* Habitue-se a desenvolver argumentos que validem seu ponto de vista.

Solte-se

* Dê asas à sua imaginação.

* Fantasie.

* Brinque com as ideias que a leitura lhe traz.

* Deixe-se levar pelas palavras em viagens prazerosas.

Veja outras dicas desta série:

1) Forma & Conteúdo: a anatomia de um texto

2) A estrutura lógica de um texto

3) Vocabulário na ponta da língua

4) O inestimável apoio da pontuação

Anúncios

A estrutura lógica de um texto

  Na dica de redação anterior, vimos que a forma de um texto pode ser comparada à embalagem de um bombom. Assim, quanto mais atraente, bem feita, correta etc. for a forma, mais chance o texto terá de ser lido. Partindo-se do pressuposto de que temos o que dizer, vamos analisar agora COMO passar nossa mensagem da melhor maneira possível, lembrando que a forma de um texto remete à lógica, ao vocabulário adequado, à correção gramatical, à pontuação apropriada e à apresentação do texto.

  Comecemos com a LÓGICA ou, melhor dizendo, com a estrutura lógica de um texto.

Fractais 5

  Para entender como um texto se estrutura, vamos fazer juntos um exercício:

Pense numa palavra e escreva-a numa folha em branco.

Eu pensei na palavra:

AMOR

  Claro que, em um texto, tudo começa com uma palavra. Mas uma palavra solta, sem um contexto (um meio, um ambiente) que a ampare, torna-se extremamente ambígua. A palavra AMOR, por exemplo, ou a palavra que você escolheu, solitária num pedaço de papel, dá ensejo a várias interpretações.

  No caso de AMOR, poderíamos “viajar” com a palavra, chegando à família, à relação apaixonada entre um homem e uma mulher, à fraternidade, à caridade, e, por oposição, ao egoísmo, à violência etc.

  Não a entenderíamos como uma mensagem objetiva, um texto de sentido explícito, e sim como um estímulo à nossa imaginação.

Escreva, agora, uma frase utilizando a palavra que você escolheu.

Escrevi a seguinte FRASE:

O amor é a energia que move a vida.

  Então, já temos um texto?

  Ainda não. O que temos é apenas uma unidade de pensamento com sentido completo, uma ideia.

  E quando teremos um texto?

  Quando unirmos, encadearmos várias frases para desenvolver um raciocínio lógico (com começo, meio e fim) e com sentido pleno.

Desenvolvendo o raciocínio que estava embutido

na minha frase sobre o amor, escrevo o seguinte TEXTO:

Estamos vivendo uma fase de exacerbação da individualidade. Ao contrário do que pode parecer, no entanto, não se trata de uma atitude que visa intensificar o egoísmo inerente ao homem.

O voltar-se para si mesmo, numa busca de autoconhecimento e de integridade, tende a nos tornar mais generosos, pois à medida que nos aprofundamos nessa procura, mais nos conscientizamos de que o amor é a energia que move a vida.

AGORA É A SUA VEZ!

  Desenvolva uma linha de raciocínio com base na frase que escreveu anteriormente.

  O que é possível deduzir a partir desse exercício?

  Que um TEXTO, sob o ponto de vista formal, é uma:

SEQUÊNCIA LÓGICA E COERENTE DE FRASES

QUE DESENVOLVE UM RACIOCÍNIO

COM SENTIDO PLENO

  Portanto, para desenvolver um TEXTO, precisamos de:

* Uma ideia (informação, opinião, pensamento, sentimento, percepção, impressão, tema, tese etc.).

* Palavras encadeadas em frases (para expressar a ideia).

* Uma linha de raciocínio (para dar sequência lógica e coerente ao desenvolvimento da ideia).

  Sugestão para aproveitar melhor essa dica: analise o texto que você desenvolveu, a partir da palavra escolhida, e tente identificar a ideia básica (a essência de sua mensagem); as frases que utilizou para expressar essa ideia e a linha de raciocínio adotada. Ao fazer essa identificação, você estará avaliando se seu texto tem lógica, coerência e fluência.

Dica anteriorA anatomia de um texto

Não deixe de ver também: Redação em quatro etapas, uma miniaula para você!

E mais: A arte de virgular, para não errar na hora de colocar vírgula em seus textos.

Forma & Conteúdo: a anatomia de um texto

  Para começar a conquistar desenvoltura na expressão por escrito, convém observar mais de perto este nosso objeto do desejo: o texto. Com esse propósito, nada melhor do que relaxar e brincar um pouco com as ideias. Que tal comparar o texto a um bombom?

Bombom8

  Tal qual um bombom, um texto (qualquer um) tem forma e conteúdo. No bombom, pode-se dizer que a forma corresponde à sua aparência ou, mais precisamente, à embalagem, enquanto o conteúdo fica por conta do recheio, do bombom em si.

  No texto, a “forma” também equivale à aparência. Quanto mais atraente, chamativa, bem feita, correta, apresentável etc. for a forma de um texto, mais chance terá de ser lido. Já o conteúdo –  o bombom em si – é a parte mais substanciosa do texto, pois traz a mensagem do autor, o que ele quer dizer aos seus leitores.

  Assim, se a FORMA de um texto equivale à embalagem de um bombom, ela necessariamente deve ter:

Lógica – o texto deve apresentar um começo, um meio e um fim facilmente identificáveis e compreensíveis.

Vocabulário adequado – o texto deve contar com palavras que expressem nossas ideias com a maior adequação e precisão possível.

Correção gramatical – o texto deve mostrar o cuidado que tomamos para escrever corretamente, tanto no nível da grafia e acentuação das palavras, quanto no da construção de frases.

Pontuação apropriada – o texto precisa indicar, por escrito, a gesticulação, a ênfase e as pausas da respiração que utilizaríamos se estivéssemos conversando.

Apresentação – o texto deve ter uma estética, um “formato” que se revele o mais apropriado para acomodar / embalar / enquadrar determinado conteúdo. (Exemplo? O “formato” didático  que escolhi para apresentar este texto.)

alfabetofenicio300

Se o CONTEÚDO equivale à mensagem do autor, à essência do texto, ele necessariamente deve ter:

Consistência – um texto consistente explora em profundidade o assunto que é a essência da mensagem, apresentando informações completas e confiáveis e argumentos bem desenvolvidos e convincentes.

Coerência – um texto coerente traz as ideias harmoniosamente encadeadas, de maneira a traçar uma linha de raciocínio objetiva e de fácil acompanhamento pelo leitor.

Fluência – um texto consistente e coerente “flui” agradavelmente, envolvendo o leitor e fazendo-o refletir a respeito do que está escrito.

  Diferentemente do bombom (pensando num bombom dentro de uma embalagem), contudo, não podemos separar a forma do conteúdo em um texto. Ambos estão intrinsecamente ligados: a forma serve à mensagem, assim como a mensagem preenche adequadamente a forma.

  Entender a anatomia de um texto é o primeiro passo em direção à conquista de uma maior desenvoltura para escrever.

  Sugestão para aproveitar melhor essa parte da viagem: analise alguns textos (prosa e poesia) sob o ponto de vista da forma e do conteúdo.

 

Não deixe de ver:

Redação em quatro etapas, uma miniaula para você!

A arte de virgular, para não errar na hora de colocar vírgulas em seus textos.

 

Faça revisão do texto

Revisão de texto parece ser uma tarefa reservada a quem não tem segurança para escrever. Muito pelo contrário, quem faz revisão demonstra que conhece (bem) as dificuldades inerentes à escrita e, para ter segurança, sempre utiliza suas vantagens.

 

VANTAGENS?

Quem diria que há vantagens no escrever em relação ao falar?

Pois há e não se trata apenas de revisão de texto. Veja só:

*     Numa conversa, quando não se sabe, é possível improvisar. Daqui a alguns dias, ninguém mais vai se lembrar do que foi dito naquele papo mesmo! Na escrita, quando não se sabe, é possível pesquisar, consultar, estudar e refletir sobre o assunto em questão até se sentir seguro o suficiente para escrever sobre ele. Usando essa vantagem, não corremos o risco de “dizer” bobagens.

*     Por outro lado, em caso de dúvida quanto à forma e ao significado de uma palavra, e quanto à correção gramatical de qualquer frase e bloco de frases (antes, durante e depois do escrever), é possível e altamente recomendável utilizar duas ferramentas que um bom escritor nunca dispensa: dicionário e gramática.

*     Por fim, mas não menos importante, vem a revisão de texto. Nas conversas, em caso de dúvida, explicamos de outro modo aquilo que não foi entendido corretamente. Na escrita, não há essa possibilidade. Mas antes de encarar tal fato como uma desvantagem, o mais estimulante é entendê-lo como uma vantagem. E que vantagem! Pois com a revisão, podemos fazer chegar ao nosso leitor uma mensagem lógica, clara, precisa, coerente, corretamente escrita e apresentada, sem necessidade de retificações, uma mensagem, enfim, que expresse nosso pensamento com fidelidade e que seja adequada ao público ao qual se destina.

DAQUI EM DIANTE,

AO ESCREVER,

APROVEITE ESTAS VANTAGENS

EM SEU BENEFÍCIO:

Antes

PESQUISE, CONSULTE, ESTUDE, OBSERVE, REFLITA ETC.

Antes, durante e depois

ESCLAREÇA SUAS DÚVIDAS COM A AJUDA

DO DICIONÁRIO E DA GRAMÁTICA

Depois

REVISE O TEXTO

Mas deixe as emoções de fora. Isso porque há, pelo menos, dois tipos de revisão: apaixonada e desapaixonada. O bom escritor opta pela desapaixonada, sob pena de (se preferir a outra) nunca conseguir se satisfazer com nada do que escreve.

O que significa fazer uma revisão desapaixonada (fria, objetiva, racional etc.) ?

Significa:

1)  Ler, com atenção crítica, tudo o que se escreveu sobre o assunto, verificando excessos e carências, em relação ao conteúdo do texto; vocabulário adequado e correção gramatical, no que se refere à forma do texto.

2)  Avaliar a lógica, a coerência e a consistência do texto, observando se a mensagem está clara, objetiva e compreensível para o leitor.

Ao revisar, de forma desapaixonada, temos condições de fazer

os ajustes necessários no texto, deixando-o “redondo”.

VAMOS EXPERIMENTAR?


Faça revisão no seu texto:

1) Verifique se o TEXTO que escreveu tem:

Þ  LÓGICA (conseguiu apresentar um começo, um meio e um fim facilmente identificáveis e  compreensíveis?)

Þ  COERÊNCIA (conseguiu passar a mensagem por meio de uma sequência harmoniosa de frases, que se integram no desenvolvimento de um raciocínio com sentido completo?)

Þ  VOCABULÁRIO ADEQUADO (usou palavras adequadas à mensagem e ao público ao qual a mensagem se destina?)

Þ  CORREÇÃO GRAMATICAL (as palavras que usou estão grafadas corretamente?; o sentido das palavras é mesmo aquele que imaginava, do qual se lembrava?; as frases estão corretamente construídas?; há algum problema de concordância – nominal ou verbal?; há muita repetição de palavras?; não é possível substituir, em caso de repetição, por um sinônimo ou palavra de sentido similar?)

Þ  PONTUAÇÃO APROPRIADA (recorrendo à leitura – em voz alta – do seu texto, observe se há algum descompasso entre pausas para respiração, ênfase, entonação e os sinais de pontuação utilizados)

Þ  APRESENTAÇÃO CONVENIENTE (a forma de apresentar a mensagem corresponde às especificações do “formato” definido previamente, seja redação, artigo etc.?)

2) Verifique ainda se o TEXTO está:

Þ  CONCISO (conseguiu expressar, de forma resumida – condensada -, o essencial da mensagem?)

Þ  OBJETIVO (conseguiu ir de um ponto – partida – a outro –  chegada – da mensagem  sem dispersões,  sem rodeios, sem  detalhes irrelevantes?)

Þ  PRECISO (usou palavras adequadas, precisas, capazes de expressar exatamente o que quis dizer?)

Þ  CLARO (utilizou frases de construção simples e direta?)

Þ  CONSISTENTE (conseguiu “esgotar o assunto” de forma que o leitor fique bem informado?)

REVISÃO DESAPAIXONADA É ISTO:

IR DIRETO AO QUE INTERESSA,

FAZER OS AJUSTES NECESSÁRIOS

E PONTO (FINAL).

 

E, nas revisões, não deixe de aplicar A arte de virgular!

Para reforçar a argumentação

Quantas e quantas citações (frases interessantes) de pessoas famosas ou nem tanto já ouvimos ao longo da vida? Que tal parar um pouco e pensar mais profundamente a respeito delas? A principal vantagem é que, eventualmente, podemos aproveitar algumas dessas citações para reforçar (sustentar, dar mais fundamento) à defesa de nossos pontos de vista.

Vamos, então, dar uma olhada em algumas dessas citações que, ao definir tão completamente uma determinada situação ou um peculiar comportamento, acabaram por formar um vocabulário extra, ao qual podemos recorrer para dar mais ênfase e credibilidade (histórica) à nossa argumentação:

“A sorte está lançada!”

Traduz a expressão latina “Alea jacta est!”, que o imperador Júlio César  (100 a.C. – 44 a.C.) teria dito quando resolveu marchar sobre Roma, atravessando o Rubicão (riacho entre a antiga Gália e a Itália), para derrubar seu rival Pompeu. A frase costuma ser empregada quando se toma uma decisão grave, porém enérgica, depois de muita hesitação.

“Voz do povo, voz de Deus.”

Também de origem latina, a expressão “Vox populi, vox Dei.” pode ser usada quando se credita inspiração divina às manifestações instintivas do sentimento popular.

“O Estado sou eu!”

Ou, como disse o rei Luiz XIV, o “rei sol” (1661-1715), para afirmar-se acima das leis e da conveniência da nação, “L’État c’est moi!”. Costuma ser empregada, ainda nos dias de hoje, para exemplificar casos extremos de autoritarismo e de personalismo.

“Ser ou não ser… eis a questão!”

Escrita pelo dramaturgo inglês William Shakespeare (1564-1616), a famosa frase “To be or not to be… that’s the question!” faz parte do monólogo de Hamlet, na peça de mesmo nome, em que o personagem reflete sobre as mais profundas questões da existência. Usa-se a propósito de situações difíceis, em que a indecisão se torna paralisante.

“Vim, vi, venci.”

Trata-se de outra expressão do criativo imperador romano Júlio César. Com a frase “Veni, vidi, vici.” comunicou ao Senado sua imediata e irresistível vitória sobre Farnaces, rei do Ponto. Emprega-se para indicar uma vitória obtida rapidamente.

“Carpe diem!”

Na tradução literal, “Colha o dia!”, mas o sentido dessa expressão de origem latina está mais próximo de “Aproveite o momento!”. Criada pelo poeta romano Horácio, que viveu no século I a.C., a frase nos lembra que a vida é curta e que devemos usufruí-la integralmente, sem desperdício de tempo.

“Presente de grego”

Não é uma frase, mas um mito da história, que se transformou em uma expressão capaz de dar a ideia de que alguma coisa ou alguém, aparentemente favoráveis aos nossos interesses, acabou se revelando contra nós (“O que recebi dele foi um “presente de grego”!). A origem desse mito remonta à Antiguidade, quando gregos e troianos se digladiavam em guerra interminável e a cidade de Troia, mesmo totalmente sitiada, resistia. Para conquistá-la, os gregos recorreram a um ardil. Construíram um imenso cavalo de madeira, deixaram-no às portas da cidade e fizeram com que os troianos acreditassem que se tratava de um presente. O cavalo, cujo bojo estava repleto de guerreiros gregos, foi transportado para dentro de Troia, causando a derrota da cidade. Pode-se usar, com igual significado, a expressão “Cavalo de Troia”.

“Calcanhar de Aquiles”

Trata-se de outra expressão mitológica usada para assinalar o ponto fraco de alguém. (“Hei de descobrir seu “calcanhar de Aquiles”!) Conta a lenda que, quando pequeno, Aquiles foi mergulhado pela mãe num lago mágico, o Estinge, que tornava as pessoas invulneráveis. Mas, como a mãe o segurou pelo calcanhar, a água não atingiu essa parte do corpo do herói e foi justamente aí que Páris o feriu na guerra de Troia (a mesma do “presente de grego”).

“Negócio da China”

Quem não quer um? Trata-se de uma expressão empregada para indicar uma negócio de pouco risco e muito lucro. Está associada aos primórdios do comércio marítimo e, especialmente, às famosas viagens de Marco Polo ao Oriente, descrito, na época, como um lugar de riquezas incalculáveis.

“Ovo de Colombo”

Frente aos céticos, que colocavam em dúvida o mérito de suas descobertas marítimas, Cristóvão Colombo os desafiou a colocar um ovo em pé. Frustradas todas as tentativas, Colombo quebrou ligeiramente uma das extremidades do ovo e, com isso, conseguiu seu intento. Naquela época, como hoje, o sentido continua o mesmo: tudo parece muito fácil… depois de feito.

 

Não deixe de ver: Redação em quatro etapas, uma miniaula para você!

Curso de Redação com Ana Setti Rosa

Sem medo de escrever 3

 

Quer conquistar desenvoltura e segurança para escrever?

Despertar sua criatividade adormecida?

Sair-se bem na escrita do dia a dia da empresa? Ser bem sucedido na redação para vestibular ou concurso? Escrever, sem medo, sua tese acadêmica ou aquele artigo para a revista?

Descobrir, enfim, como pode ser prazeroso expressar-se por escrito?

Então, você está no rumo certo. Veja:

Dou aulas particulares que possibilitam um trabalho personalizado, com foco 100% em suas dificuldades. As aulas podem ser presenciais ou online.

São aulas práticas, nas quais você vai exercitar, passo a passo,  o processo da escrita:

1º passo – refletir, explorar e pesquisar o tema.

2º passo – organizar as ideias, estruturar roteiro prévio.

3º passo – escrever, aprendendo a utilizar as técnicas de redação e os recursos da linguagem.

4º passo – revisar, fazer os ajustes necessários para deixar o texto “redondo”.

Ofereço também correção de redações via e-mail, ajudando na preparação de vestibulandos e concurseiros.

Para saber mais: entre em contato pelo fone (43) 9 9996.7791 (também WhatsApp) ou  por e-mail: anasetti@uol.com.br 

Aguardo você!

Ana Setti Rosa

____________________________________________________________________________________________

Conheça um pouco mais sobre mim:

Perfil profissional

Portfolio

Conheça um pouco mais sobre o desafio da escrita:

Medo de escrever… Quem não tem?

Conheça um pouco mais sobre o processo da escrita:

Redação em quatro etapas

Conheça um pouco mais sobre meu jeito de ensinar:

A arte de virgular

 

Sexteto Fantástico

Para ser considerado de qualidade, o texto precisa ser consistente. Isso significa, em essência, “esgotar” o assunto abordado, oferecendo ao leitor o máximo possível de informações relacionadas ao tema.

Para uma boa “exploração” do assunto vale recorrer à técnica jornalística e às seis perguntas básicas que todo profissional da área usa como roteiro para orientar suas reportagens.

Veja quais são:

O QUÊ? – O que aconteceu? O que está acontecendo? O que acontecerá?

QUANDO? – Em que período, em que momento, em que data etc. aconteceu, está acontecendo, acontecerá?

ONDE? – Em que lugar, em que contexto etc. aconteceu,  está acontecendo, acontecerá?

QUEM? – Quem participou, está participando, participará; organizou, está organizando, organizará; foi alvo, está sendo alvo, será alvo etc. do acontecimento?

COMO? – Em que circunstâncias, situação etc. se deu, está se dando, se dará o fato?

POR QUÊ? – Por que o fato aconteceu, está acontecendo, acontecerá? Quais consequências o fato acarretou, está acarretando, poderá acarretar?

Ao usar as seis perguntas “clássicas” como base para desenvolver o conteúdo de um texto informativo em qualquer formato (comunicado, carta, e-mail, relatório, projeto etc.), vamos obter um texto, no mínimo, CONSISTENTE.

Veja como o “mecanismo” funciona:

Um Diretor de Planejamento precisa escrever um e-mail, convocando vários funcionários da empresa para uma reunião. Como ele exploraria este assunto antes de escrever, tendo em vista não deixar de fora nenhuma informação importante?

O quê? – O principal fato, objetivo, do e-mail é a reunião.

Quando? – A reunião foi programada para o dia 27 de julho, às 16h00.

Onde? – A reunião será realizada na sala da Diretoria de Planejamento.

Quem? – Quem está convocando a reunião é o Diretor de Planejamento e quem está sendo convocado para a reunião são os Gerentes das áreas Financeira, de Contabilidade, de Recursos Humanos, Industrial e Comercial.

Por quê? – O motivo da reunião é o planejamento financeiro da empresa para o fim de ano, que traz despesas adicionais de vulto relacionadas ao pagamento de décimo-terceiro aos funcionários.

Como? – O Diretor de Planejamento espera definir um plano de ação, com base nas ideias e sugestões dos participantes, e na previsão de recebimentos e custos da empresa até o o período de pagamento do décimo-terceiro aos funcionários.

Deu para perceber como esse questionário básico facilita o desenvolvimento da escrita? Nenhuma informação importante vai ser esquecida.

Reuniao2

Vamos ao texto:

O “formato” e-mail traz algumas facilidades que vamos aproveitar neste caso, como o De, o Para e o Assunto, que já resolvem o “Quem” (quem está convocando a reunião e quem está sendo convocado) e o “O Que” (o fato, ou seja, trata-se de uma reunião sobre pagamento de décimo-terceiro).

De: Diretor de Planejamento

Para: Gerente Financeiro; Gerente Contabilidade; Gerente Recursos Humanos; Gerente Industrial; Gerente Comercial

Assunto: Reunião sobre pagamento de décimo-terceiro

Solicito sua presença em reunião a ser realizada na sala da Diretoria de Planejamento, no dia 27 de julho, às 16h00.

O objetivo é tratar do planejamento financeiro da empresa para o período de novembro e dezembro próximos, quando efetuamos o pagamento do décimo-terceiro aos funcionários.

Para traçarmos o melhor plano de ação, conto com suas ideias e sugestões e também com as estimativas de custos, vendas, produção e faturamento previstas para o período.

Atenciosamente,

Diretor de Planejamento

 

Além de deixar o texto consistente, o sexteto de perguntas ajuda a direcionar o fluxo das ideias por escrito e a dar à comunicação uma forma mais clara e objetiva.

 

Veja também:

Curso de Redação em Londrina

Redação em quatro etapas, uma miniaula para você!

 

 

Nuvem de tags

%d blogueiros gostam disto: