Prosa, poesia, conexões quânticas, dicas de redação e de leitura, comentários, reflexões… Palavras em infinito movimento!

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Dicas para o aprimoramento contínuo da escrita

Quem já conquistou certa desenvoltura na escrita, não pode deixar de praticar, não só escrevendo, mas também se lembrando de que escrever é um processo que inclui o pensar, o organizar as ideias e o revisar. Por isso:

 CULTIVE O PENSAMENTO LÓGICO

Raciocine com começo, meio e fim

Pontuarcoracao

DÊ COLORIDO ÀS SUAS IDEIAS

 Crie imagens na tela mental

 Faça comparações, analogias

Fantasie sobre a realidade

Reflita sobre a realidade mostrada pela fantasia

 CONFIE EM SUA OPINIÃO

Use-a como base e referência para qualquer reflexão

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 DESENVOLVA A ARGUMENTAÇÃO COM LEITURA

Converse com o autor

Argumente e contra-argumente

Não concorde só porque está escrito

 HABITUE-SE A FAZER LEITURA CRÍTICA

Desconfie sempre

Discorde

Não se contente com pouco

 ESTEJA ATENTO À CORREÇÃO GRAMATICAL

Leia muito, com constância e de forma prazerosa

Habitue-se a observar a construção e o enquadramento dos bons textos

Habitue-se a consultar o dicionário, a gramática e similares

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 ESTEJA ATENTO ÀS PALAVRAS

 Leia muito, para ampliar o vocabulário e descobrir novos sentidos para palavras conhecidas

Procure referências e imagens que combinem com a sua mensagem e com o público para o qual sua mensagem se destina

 E, QUANDO ESCREVER, UTILIZE ESTAS VANTAGENS

Habitue-se a pesquisar e a refletir sobre o tema de sua mensagem antes de escrever a respeito

Sempre defina um título para o seu texto, visando se orientar sobre a essência da mensagem e sobre o melhor ângulo de abordagem

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E, DEPOIS, REVISE DE FORMA DESAPAIXONADA

Habitue-se a fazer uma revisão crítica, desapaixonada de seus textos. Corte, se for preciso (enxugue). Amplie ou explore mais, se julgar necessário. Faça correção gramatical. Substitua palavras muito repetidas. Substitua palavras ambíguas por termos mais precisos. Enfeite e dê mais colorido ao seu texto, quando isso se revelar importante para o entendimento e a apreciação de sua mensagem. Verifique a coerência – em cada bloco de frases (parágrafo) e entre os blocos de frases. Verifique a clareza, se o vocabulário e as referências estão adequadas para o leitor imaginado. Verifique a consistência, se os argumentos, as informações estão corretos, bem fundamentados e bem apresentados.

Geração Z - 3

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A apresentação do texto

  Como vimos, na primeira desta série de dicas, a FORMA de um texto também está relacionada à APRESENTAÇÃO (aparência, estética, formato) da sequência lógica e coerente de frases, que desenvolve um raciocínio com sentido completo (texto).

As cores do Ano Novo - 2

  Preocupar-se com a apresentação de um texto significa, basicamente, fazer escolhas, tais como:

* Escrever em prosa (texto corrido) ou em verso (poesia)?

* Diagramar, ou seja, dispor harmoniosamente elementos diversos – texto, figuras, molduras etc. – num determinado espaço, com mais sobriedade, formalismo ou com mais ousadia, criatividade, informalidade?

* Utilizar qual formato, entre tantos à nossa disposição, como: relatório, projeto, carta, comunicado, e-mail, folheto, mala-direta, discurso, livro, texto teatral, roteiro de cinema, anúncio, cartaz…?

* A apresentação de um texto abrange muitas escolhas e a melhor forma de decidir é avaliar, especialmente:

– A mensagem que se quer passar.

– O público ao qual a mensagem se destina.

Exemplo:

1) Quero passar mensagens sequenciais sobre como conquistar desenvoltura, segurança e prazer na expressão por escrito. O público ao qual essa mensagem se destina é formado por jovens e adultos interessados em escrever bem.

2) Pelo tipo de mensagem e abrangência do público escolho o formato “Dicas”, ou seja, textos não muito extensos, objetivos e, escritos em prosa – texto corrido -, já que as dicas são, basicamente, artigos  didáticos.

3) Quanto à diagramação, opto por uma miscelânea (organizada). Centralizo alguns trechos, justifico outros ou os alinho à esquerda e à direita; recorro ao negrito, ao itálico e ao sublinhado, à CAIXA ALTA ou baixa;  uso molduras ou apenas um sombreamento; eventualmente, utilizo marcadores ou numeração; recorro ainda ao espaçamento (entre linhas) e ao parágrafo (mudança de linha e entrada) para conseguir um visual mais leve. Todos esses recursos (que o computador oferece hoje ao escritor) são usados com o objetivo de passar para o leitor uma mensagem clara, precisa, instigante, atraente.

APRESENTAÇÃO de um texto é isso!

  Vale lembrar que os variados formatos de texto já estão genericamente definidos, ou seja, possuem elementos básicos de apresentação que os caracterizam como tais ou quais.

  Um roteiro de cinema, por exemplo, exige, para ser considerado como tal, uma apresentação bastante específica. Entre outras coisas, páginas divididas verticalmente, para que, de um lado, seja descrita a cena, e, do outro, sejam descritos os diálogos.

  Uma carta comercial, por sua vez, pede um texto curto, com ênfase (negrito, sublinhado etc.) em algumas frases ou palavras que não podem passar despercebidas, e diagramação mais sóbria.

MAS TUDO PODE SER REINVENTADO E APRIMORADO!

Ao escolher um formato de texto, adequado à sua mensagem e ao público ao qual sua mensagem se destina, dê uma espiada no que existe (em relação ao formato escolhido) e use a criatividade e o bom senso para adaptá-lo às suas necessidades e às de seus leitores.

Retrospecto por meio da leitura

  Para conquistar maior desenvoltura no “ofício” da escrita, vimos que é preciso ter conteúdo e saber como expressá-lo, desenvolvendo um texto lógico, coerente, fluente, bem escrito, bem pontuado e com uma apresentação adequada.  Vale também, e muito, criar o prazeroso hábito da leitura, mas… Seja crítico:

* Reforce sua confiança,

* Confie em sua opinião.

* Confie em seu sentimento.

* SEMPRE use sua opinião e seu sentimento como referências para concordar ou discordar do que está escrito.

* Lembre-se: não é porque está escrito que é verdade.

Exercite seu raciocínio

* Argumente e contra-argumente com o autor.

* Reflita sobre as razões que o levaram a concordar.

* Reflita sobre as razões que o levaram a discordar.

* Habitue-se a desenvolver argumentos que validem seu ponto de vista.

Solte-se

* Dê asas à sua imaginação.

* Fantasie.

* Brinque com as ideias que a leitura lhe traz.

* Deixe-se levar pelas palavras em viagens prazerosas.

Veja outras dicas desta série:

1) Forma & Conteúdo: a anatomia de um texto

2) A estrutura lógica de um texto

3) Vocabulário na ponta da língua

4) O inestimável apoio da pontuação

O inestimável apoio da pontuação

No começo, foi a palavra – solitária; depois, a frase – transmitindo uma unidade completa de pensamento; enfim, veio o texto – frases coerentemente encadeadas, desenvolvendo um raciocínio de sentido completo. Para que o texto expressasse adequadamente a ideia, foi preciso reunir vocabulário – variado e rico de sentidos – e também escrever tudo corretamente, construindo frases precisas (de acordo com o pensamento do autor) e bonitas (que envolvessem o leitor). O que falta agora, para que nosso texto tenha uma FORMA impecável? A PONTUAÇÃO.

 A pontuação, em um texto, equivale à gesticulação, à entonação, à emoção, às pausas da respiração, com que acentuamos nossa fala cotidiana.

  Quando conversamos, naturalmente fazemos pausas para respiração, gesticulamos, somos veementes, gritamos, sussurramos, valorizamos determinada palavra ou frase com a ênfase apropriada, pomos vibração, ou não, no que dizemos etc.

Casal se olhando

  Quando estamos ao vivo e em cores com outras pessoas, contamos com muitos recursos para nos expressar. Quando estamos frente a frente com um papel ou uma tela de computador, imaginando a reação do leitor (genérico) a cada frase que escrevemos, a tarefa de se expressar com clareza pode se revelar mais difícil.

AINDA BEM QUE EXISTE A PONTUAÇÃO!

  A pontuação existe para isso mesmo, para dar clareza e precisão à expressão de nossas ideias por escrito; para pôr vibração, dar ênfase e emoção ao nosso texto; para substituir o gesto, a veemência, presentes nas conversas; para indicar as pausas da respiração…

  E até para indicar corretamente os destinatários de uma herança, como nos mostra, com humor, a história a seguir:

A HERANÇA QUE DEPENDIA DA PONTUAÇÃO

(Transcrito e adaptado de “Seleções” / edição fevereiro 99)

Escritor150

“Foi encontrado o seguinte testamento:

Deixo meus bens à minha irmã não ao meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres.

Quem tinha direito aos bens? Eram quatro os concorrentes.

O SOBRINHO pontuou o texto da seguinte forma:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

A IRMÃ pontuou assim:

Deixo meus bens à minha irmã. Não ao meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

O ALFAIATE fez a sua versão:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

O PROCURADOR DOS POBRES, por sua vez:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres!”

  Deu para sentir quão inestimável é o recurso da pontuação?

  Use-a com BOM SENSO (a mais fundamental das regras).

  Pratique também “olhar” para um texto, procurando observar como o autor (e o tradutor, no caso) usou de forma criativa e adequada (visando dar clareza, precisão, ênfase, vibração etc. à sua mensagem) o inestimável recurso da pontuação:

            “Entretanto, em alguns lugares as novas forças eram mais criativas. Acima de tudo, na Península Itálica, algo de notável emergia: o Renascimento já começava a orientar a mente dos homens por novos caminhos. Já se passara quase um século desde que Giotto terminara seus afrescos sobre a vida de São Francisco, em Assis, e a pintura europeia tinha ganho – quase literalmente – uma nova dimensão. Já em Florença, o menino Fra Angélico começava a aprender como segurar um pincel e o jovem Donatello, um cinzel. O novo movimento nas artes plásticas haveria de se espalhar pela literatura, pela política, pela filosofia e iria substituir a alquimia pela ciência, a superstição pela experiência e o preconceito pela lógica. Em 1.394, Petrarca e Bocaccio não mais viviam, mas os ecos literários que haviam partido das cidades italianas começavam a atingir locais distantes como Londres e Kent, onde Geoffrey Chaucer (que desfrutava ocasional proteção do Rei Ricardo II) já se atormentava escrevendo seus ‘Canterbury Tales’.”

(Trecho do Capítulo I – “Portugal no Mundo de 1.394” -, reproduzido do livro “Dom Henrique, o Navegador”, escrito pelo diplomata inglês John Ure e publicado, no Brasil, pela Editora Universidade de Brasília, em 1985, com tradução de Paulo de Góis Filho)

Veja outras dicas desta série:

1) Forma & Conteúdo: a anatomia de um texto

2) A estrutura lógica de um texto

3) Vocabulário na ponta da língua

4) Redação em quatro etapas

5) A arte de virgular

Forma & Conteúdo: a anatomia de um texto

  Para começar a conquistar desenvoltura na expressão por escrito, convém observar mais de perto este nosso objeto do desejo: o texto. Com esse propósito, nada melhor do que relaxar e brincar um pouco com as ideias. Que tal comparar o texto a um bombom?

Bombom8

  Tal qual um bombom, um texto (qualquer um) tem forma e conteúdo. No bombom, pode-se dizer que a forma corresponde à sua aparência ou, mais precisamente, à embalagem, enquanto o conteúdo fica por conta do recheio, do bombom em si.

  No texto, a “forma” também equivale à aparência. Quanto mais atraente, chamativa, bem feita, correta, apresentável etc. for a forma de um texto, mais chance terá de ser lido. Já o conteúdo –  o bombom em si – é a parte mais substanciosa do texto, pois traz a mensagem do autor, o que ele quer dizer aos seus leitores.

  Assim, se a FORMA de um texto equivale à embalagem de um bombom, ela necessariamente deve ter:

Lógica – o texto deve apresentar um começo, um meio e um fim facilmente identificáveis e compreensíveis.

Vocabulário adequado – o texto deve contar com palavras que expressem nossas ideias com a maior adequação e precisão possível.

Correção gramatical – o texto deve mostrar o cuidado que tomamos para escrever corretamente, tanto no nível da grafia e acentuação das palavras, quanto no da construção de frases.

Pontuação apropriada – o texto precisa indicar, por escrito, a gesticulação, a ênfase e as pausas da respiração que utilizaríamos se estivéssemos conversando.

Apresentação – o texto deve ter uma estética, um “formato” que se revele o mais apropriado para acomodar / embalar / enquadrar determinado conteúdo. (Exemplo? O “formato” didático  que escolhi para apresentar este texto.)

alfabetofenicio300

Se o CONTEÚDO equivale à mensagem do autor, à essência do texto, ele necessariamente deve ter:

Consistência – um texto consistente explora em profundidade o assunto que é a essência da mensagem, apresentando informações completas e confiáveis e argumentos bem desenvolvidos e convincentes.

Coerência – um texto coerente traz as ideias harmoniosamente encadeadas, de maneira a traçar uma linha de raciocínio objetiva e de fácil acompanhamento pelo leitor.

Fluência – um texto consistente e coerente “flui” agradavelmente, envolvendo o leitor e fazendo-o refletir a respeito do que está escrito.

  Diferentemente do bombom (pensando num bombom dentro de uma embalagem), contudo, não podemos separar a forma do conteúdo em um texto. Ambos estão intrinsecamente ligados: a forma serve à mensagem, assim como a mensagem preenche adequadamente a forma.

  Entender a anatomia de um texto é o primeiro passo em direção à conquista de uma maior desenvoltura para escrever.

  Sugestão para aproveitar melhor essa parte da viagem: analise alguns textos (prosa e poesia) sob o ponto de vista da forma e do conteúdo.

 

Não deixe de ver:

Redação em quatro etapas, uma miniaula para você!

A arte de virgular, para não errar na hora de colocar vírgulas em seus textos.

 

Para reforçar a argumentação

Quantas e quantas citações (frases interessantes) de pessoas famosas ou nem tanto já ouvimos ao longo da vida? Que tal parar um pouco e pensar mais profundamente a respeito delas? A principal vantagem é que, eventualmente, podemos aproveitar algumas dessas citações para reforçar (sustentar, dar mais fundamento) à defesa de nossos pontos de vista.

Vamos, então, dar uma olhada em algumas dessas citações que, ao definir tão completamente uma determinada situação ou um peculiar comportamento, acabaram por formar um vocabulário extra, ao qual podemos recorrer para dar mais ênfase e credibilidade (histórica) à nossa argumentação:

“A sorte está lançada!”

Traduz a expressão latina “Alea jacta est!”, que o imperador Júlio César  (100 a.C. – 44 a.C.) teria dito quando resolveu marchar sobre Roma, atravessando o Rubicão (riacho entre a antiga Gália e a Itália), para derrubar seu rival Pompeu. A frase costuma ser empregada quando se toma uma decisão grave, porém enérgica, depois de muita hesitação.

“Voz do povo, voz de Deus.”

Também de origem latina, a expressão “Vox populi, vox Dei.” pode ser usada quando se credita inspiração divina às manifestações instintivas do sentimento popular.

“O Estado sou eu!”

Ou, como disse o rei Luiz XIV, o “rei sol” (1661-1715), para afirmar-se acima das leis e da conveniência da nação, “L’État c’est moi!”. Costuma ser empregada, ainda nos dias de hoje, para exemplificar casos extremos de autoritarismo e de personalismo.

“Ser ou não ser… eis a questão!”

Escrita pelo dramaturgo inglês William Shakespeare (1564-1616), a famosa frase “To be or not to be… that’s the question!” faz parte do monólogo de Hamlet, na peça de mesmo nome, em que o personagem reflete sobre as mais profundas questões da existência. Usa-se a propósito de situações difíceis, em que a indecisão se torna paralisante.

“Vim, vi, venci.”

Trata-se de outra expressão do criativo imperador romano Júlio César. Com a frase “Veni, vidi, vici.” comunicou ao Senado sua imediata e irresistível vitória sobre Farnaces, rei do Ponto. Emprega-se para indicar uma vitória obtida rapidamente.

“Carpe diem!”

Na tradução literal, “Colha o dia!”, mas o sentido dessa expressão de origem latina está mais próximo de “Aproveite o momento!”. Criada pelo poeta romano Horácio, que viveu no século I a.C., a frase nos lembra que a vida é curta e que devemos usufruí-la integralmente, sem desperdício de tempo.

“Presente de grego”

Não é uma frase, mas um mito da história, que se transformou em uma expressão capaz de dar a ideia de que alguma coisa ou alguém, aparentemente favoráveis aos nossos interesses, acabou se revelando contra nós (“O que recebi dele foi um “presente de grego”!). A origem desse mito remonta à Antiguidade, quando gregos e troianos se digladiavam em guerra interminável e a cidade de Troia, mesmo totalmente sitiada, resistia. Para conquistá-la, os gregos recorreram a um ardil. Construíram um imenso cavalo de madeira, deixaram-no às portas da cidade e fizeram com que os troianos acreditassem que se tratava de um presente. O cavalo, cujo bojo estava repleto de guerreiros gregos, foi transportado para dentro de Troia, causando a derrota da cidade. Pode-se usar, com igual significado, a expressão “Cavalo de Troia”.

“Calcanhar de Aquiles”

Trata-se de outra expressão mitológica usada para assinalar o ponto fraco de alguém. (“Hei de descobrir seu “calcanhar de Aquiles”!) Conta a lenda que, quando pequeno, Aquiles foi mergulhado pela mãe num lago mágico, o Estinge, que tornava as pessoas invulneráveis. Mas, como a mãe o segurou pelo calcanhar, a água não atingiu essa parte do corpo do herói e foi justamente aí que Páris o feriu na guerra de Troia (a mesma do “presente de grego”).

“Negócio da China”

Quem não quer um? Trata-se de uma expressão empregada para indicar uma negócio de pouco risco e muito lucro. Está associada aos primórdios do comércio marítimo e, especialmente, às famosas viagens de Marco Polo ao Oriente, descrito, na época, como um lugar de riquezas incalculáveis.

“Ovo de Colombo”

Frente aos céticos, que colocavam em dúvida o mérito de suas descobertas marítimas, Cristóvão Colombo os desafiou a colocar um ovo em pé. Frustradas todas as tentativas, Colombo quebrou ligeiramente uma das extremidades do ovo e, com isso, conseguiu seu intento. Naquela época, como hoje, o sentido continua o mesmo: tudo parece muito fácil… depois de feito.

 

Não deixe de ver: Redação em quatro etapas, uma miniaula para você!

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Sem medo de escrever 3

 

Quer conquistar desenvoltura e segurança para escrever?

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1º passo – refletir, explorar e pesquisar o tema.

2º passo – organizar as ideias, estruturar roteiro prévio.

3º passo – escrever, aprendendo a utilizar as técnicas de redação e os recursos da linguagem.

4º passo – revisar, fazer os ajustes necessários para deixar o texto “redondo”.

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Para saber mais: entre em contato pelo fone (43) 9 9996.7791 (também WhatsApp) ou  por e-mail: anasetti@uol.com.br 

Aguardo você!

Ana Setti Rosa

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Conheça um pouco mais sobre mim:

Perfil profissional

Portfolio

Conheça um pouco mais sobre o desafio da escrita:

Medo de escrever… Quem não tem?

Conheça um pouco mais sobre o processo da escrita:

Redação em quatro etapas

Conheça um pouco mais sobre meu jeito de ensinar:

A arte de virgular

 

Ainda bem que existe a pontuação

pontuacao2Quando conversamos, naturalmente fazemos pausas para a respiração, gesticulamos, somos veementes, gritamos, sussurramos, valorizamos determinada palavra ou frase com a ênfase apropriada, pomos vibração, ou não, no que dizemos.Frente a frente com outras pessoas, contamos com muitos recursos para nos expressar.

 

Frente a frente com um papel em branco ou tela de computador, no entanto, imaginando a reação do leitor a cada frase que escrevemos, a tarefa pode se revelar difícil.

Ainda bem que existe a pontuação: para dar clareza e precisão à expressão de nossas ideias por escrito; para pôr vibração, dar ênfase e emoção ao nosso texto; para indicar as pausas da respiração e até mesmo, como mostra a divertida história a seguir – transcrita e adaptada de “Seleções” – para indicar corretamente os destinatários de uma herança:

  

“Foi encontrado o seguinte testamento:

Deixo meus bens à minha irmã não ao meu sobrinho

jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres.

 

 Quem tinha direito aos bens? Eram quatro os concorrentes.

 

O SOBRINHO pontuou o texto da seguinte forma:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho.

Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

 

A IRMÃ pontuou assim:

Deixo meus bens à minha irmã. Não ao meu sobrinho.

Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

 

 O ALFAIATE fez a sua versão:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho?

Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

 

O PROCURADOR DOS POBRES, por sua vez:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho?

Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres!”

  

Deu para sentir o quanto é importante a pontuação?

Só para lembrar:  

Ponto Final ( . ) – utilizado para sinalizar o final de uma frase. Usa-se também nas abreviaturas.

Ponto e Vírgula ( ; ) – dão à frase a pausa e a entoação equivalentes ao ponto, mas sem encerrar o período. São também utilizados para separar itens de uma relação.

Vírgula ( , ) – fundamental para a correta entonação e interpretação da frase escrita. É usada para separar palavras, expressões e orações, dando-lhes destaque.

Dois Pontos ( : ) – são usados, basicamente, para introduzir uma explicação, um esclarecimento, uma citação e a fala de um personagem.

Ponto de Interrogação ( ? ) – marca o fim de uma frase interrogativa direta.

Ponto de Exclamação ( ! ) – marca o fim de frases imperativas, exclamativas e optativas (que exprimem desejo).

Reticências ( ) – são usadas para marcar uma pausa longa, com muitos significados. Entre eles: hesitação, incerteza, ironia, prolongamento da ideia, malícia etc.

Aspas ( ”  “ ) – utilizadas para assinalar citações textuais; para indicar gírias, estrangeirismos ou termos / expressões em sentido figurado.

Asterisco ( * ) – sinaliza a existência de uma nota ou explicação ao pé da página ou no fim de um capítulo, e, nos dicionários e enciclopédias, remete a um verbete específico.

Travessão ( ) – usado, em geral, para esclarecer o significado de um termo; para intercalar reflexões e comentários; para indicar a ocorrência de diálogo.

Parênteses / Colchetes  ( [ ] ) – usados para isolar palavras, locuções ou frases intercaladas no período. Às vezes, substituem a vírgula ou o travessão.

Parágrafo ( § ) – Seção de texto que forma sentido completo, e que, regra geral, começa com a mudança de linha e entrada. O símbolo § é usado para indicar um parágrafo de um texto (em geral, técnico) ou artigo de lei.

 

Há regras, mas a melhor delas é o bom senso!

Veja também: Redação em quatro etapas, uma miniaula para você!

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