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Dez dicas de redação para concursos

1)      Leia com atenção a proposta de redação do concurso, procurando identificar claramente o tema e analisando, a partir de seus conhecimentos sobre o assunto, qual o melhor ângulo de abordagem.

2)      Defina no rascunho (em 4 a 5 linhas) seu ponto de vista sobre o tema, a partir daquele ângulo de abordagem; defina, a seguir, um título (para seu uso particular, caso não seja exigência da proposta de prova) para sua redação.

3)      Monte um roteiro, relacionando, por meio de ideias gerais, o que vai colocar na apresentação; no desenvolvimento e na conclusão da redação.

4)      Releia o roteiro, procurando identificar as ligações possíveis e mais coerentes entre um segmento e outro do texto (entre a apresentação e o desenvolvimento; entre um argumento e outro, no desenvolvimento; entre o desenvolvimento e a conclusão).

5)      Ao escrever o rascunho, lembre-se que a introdução de um texto dissertativo deve apresentar seu ponto de vista sobre o tema de forma geral (sem detalhes, que vão ser deixados para o desenvolvimento) e contextualizá-lo, identificando, dependendo de cada caso, o tempo, o lugar, enfim, o contexto em que aquele tema faz sentido para você.

6)      Lembre-se também que, no desenvolvimento, cada argumento deve ser explicado com clareza, objetividade e lógica (começo, meio e fim) e deve ser “ligado” ao argumento seguinte de forma fluente (sem rompimento da linha de raciocínio que vem sendo “puxada” desde o início).

7)      Lembre-se ainda que a conclusão deve ser a dedução lógica de todo o raciocínio desenvolvido até então (2+2=4) e deve, igualmente, acrescentar alguma outra ideia, já que se trata do resultado de uma reflexão feita ao longo de todo o texto (2+2=4  +1=5), sendo arrematada, de preferência, por uma “frase de efeito”.

8)      Antes de passar a limpo o texto, faça uma cuidadosa revisão, verificando se há palavras repetidas (substitua ou reconstrua a frase); se o vocabulário está adequado (simples, mas de bom nível) e preciso (aquele termo expressa claramente o sentido pretendido?); se as palavras estão corretamente escritas e acentuadas (em caso de dúvida, substitua); se há erros de concordância (corrija ou reconstrua a frase); se a pontuação, em especial a colocação de vírgulas, está dando a clareza e a fluência necessárias ao texto; e se cada frase e cada parágrafo estão escritos com lógica (têm começo, meio e fim).

9)      Inclua ainda, na revisão final, antes de passar o texto a limpo, uma análise de sua redação sob o ponto de vista da coerência (há uma sequência lógica, em termos de conteúdo?) e sob o ponto de vista da coesão (em termos de forma, os segmentos do texto estão bem conectados?).

10)  Ao passar a limpo, capriche na letra, identificando claramente maiúsculas e minúsculas. Lembre também de dar espaço “folgado” para as entradas de parágrafos e, se precisar fazer algum conserto, procure não comprometer, com rabiscos, o entendimento da frase.

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Faça revisão do texto

Revisão de texto parece ser uma tarefa reservada a quem não tem segurança para escrever. Muito pelo contrário, quem faz revisão demonstra que conhece (bem) as dificuldades inerentes à escrita e, para ter segurança, sempre utiliza suas vantagens.

 

VANTAGENS?

Quem diria que há vantagens no escrever em relação ao falar?

Pois há e não se trata apenas de revisão de texto. Veja só:

*     Numa conversa, quando não se sabe, é possível improvisar. Daqui a alguns dias, ninguém mais vai se lembrar do que foi dito naquele papo mesmo! Na escrita, quando não se sabe, é possível pesquisar, consultar, estudar e refletir sobre o assunto em questão até se sentir seguro o suficiente para escrever sobre ele. Usando essa vantagem, não corremos o risco de “dizer” bobagens.

*     Por outro lado, em caso de dúvida quanto à forma e ao significado de uma palavra, e quanto à correção gramatical de qualquer frase e bloco de frases (antes, durante e depois do escrever), é possível e altamente recomendável utilizar duas ferramentas que um bom escritor nunca dispensa: dicionário e gramática.

*     Por fim, mas não menos importante, vem a revisão de texto. Nas conversas, em caso de dúvida, explicamos de outro modo aquilo que não foi entendido corretamente. Na escrita, não há essa possibilidade. Mas antes de encarar tal fato como uma desvantagem, o mais estimulante é entendê-lo como uma vantagem. E que vantagem! Pois com a revisão, podemos fazer chegar ao nosso leitor uma mensagem lógica, clara, precisa, coerente, corretamente escrita e apresentada, sem necessidade de retificações, uma mensagem, enfim, que expresse nosso pensamento com fidelidade e que seja adequada ao público ao qual se destina.

DAQUI EM DIANTE,

AO ESCREVER,

APROVEITE ESTAS VANTAGENS

EM SEU BENEFÍCIO:

Antes

PESQUISE, CONSULTE, ESTUDE, OBSERVE, REFLITA ETC.

Antes, durante e depois

ESCLAREÇA SUAS DÚVIDAS COM A AJUDA

DO DICIONÁRIO E DA GRAMÁTICA

Depois

REVISE O TEXTO

Mas deixe as emoções de fora. Isso porque há, pelo menos, dois tipos de revisão: apaixonada e desapaixonada. O bom escritor opta pela desapaixonada, sob pena de (se preferir a outra) nunca conseguir se satisfazer com nada do que escreve.

O que significa fazer uma revisão desapaixonada (fria, objetiva, racional etc.) ?

Significa:

1)  Ler, com atenção crítica, tudo o que se escreveu sobre o assunto, verificando excessos e carências, em relação ao conteúdo do texto; vocabulário adequado e correção gramatical, no que se refere à forma do texto.

2)  Avaliar a lógica, a coerência e a consistência do texto, observando se a mensagem está clara, objetiva e compreensível para o leitor.

Ao revisar, de forma desapaixonada, temos condições de fazer

os ajustes necessários no texto, deixando-o “redondo”.

VAMOS EXPERIMENTAR?


Faça revisão no seu texto:

1) Verifique se o TEXTO que escreveu tem:

Þ  LÓGICA (conseguiu apresentar um começo, um meio e um fim facilmente identificáveis e  compreensíveis?)

Þ  COERÊNCIA (conseguiu passar a mensagem por meio de uma sequência harmoniosa de frases, que se integram no desenvolvimento de um raciocínio com sentido completo?)

Þ  VOCABULÁRIO ADEQUADO (usou palavras adequadas à mensagem e ao público ao qual a mensagem se destina?)

Þ  CORREÇÃO GRAMATICAL (as palavras que usou estão grafadas corretamente?; o sentido das palavras é mesmo aquele que imaginava, do qual se lembrava?; as frases estão corretamente construídas?; há algum problema de concordância – nominal ou verbal?; há muita repetição de palavras?; não é possível substituir, em caso de repetição, por um sinônimo ou palavra de sentido similar?)

Þ  PONTUAÇÃO APROPRIADA (recorrendo à leitura – em voz alta – do seu texto, observe se há algum descompasso entre pausas para respiração, ênfase, entonação e os sinais de pontuação utilizados)

Þ  APRESENTAÇÃO CONVENIENTE (a forma de apresentar a mensagem corresponde às especificações do “formato” definido previamente, seja redação, artigo etc.?)

2) Verifique ainda se o TEXTO está:

Þ  CONCISO (conseguiu expressar, de forma resumida – condensada -, o essencial da mensagem?)

Þ  OBJETIVO (conseguiu ir de um ponto – partida – a outro –  chegada – da mensagem  sem dispersões,  sem rodeios, sem  detalhes irrelevantes?)

Þ  PRECISO (usou palavras adequadas, precisas, capazes de expressar exatamente o que quis dizer?)

Þ  CLARO (utilizou frases de construção simples e direta?)

Þ  CONSISTENTE (conseguiu “esgotar o assunto” de forma que o leitor fique bem informado?)

REVISÃO DESAPAIXONADA É ISTO:

IR DIRETO AO QUE INTERESSA,

FAZER OS AJUSTES NECESSÁRIOS

E PONTO (FINAL).

 

E, nas revisões, não deixe de aplicar A arte de virgular!

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