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Mentoria de Redação com Ana Setti Rosa

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pelo WhatsApp (43) 9 9996.7791

 

Saiba mais sobre a arte da escrita com meu livro SEM MEDO DE ESCREVER

Livro imagem pequena

A proposta do e-book Sem Medo de Escrever é ajudar o leitor a vencer com desenvoltura, segurança e criatividade os desafios profissionais, acadêmicos e pessoais da escrita. Trata-se de uma orientação, passo a passo, sobre a arte e o ofício de escrever, baseada em minha experiência de mais de trinta anos com textos, seja trabalhando como jornalista, em comunicação empresarial, jornal impresso e portal de internet; seja como professora de redação, ajudando jovens e adultos a avançar no aprimoramento da escrita.

Disponível para venda na Amazon:  http://bit.ly/anasetti

 

Depoimentos

Sobre o livro

Ana Setti Rosa mudou minha forma de escrever

“Excelente opção para quem deseja se iniciar no mundo da escrita. Os conteúdos são concisos, de qualidade e simples de aplicar. Recomendo!”

Amad Bucar, mentor de executivos e empresas, mentor de mentores em cursos de formação ministrados em todo o Brasil.

 

Sobre a mentoria

Alto grau de excelência

“Conheço Ana Setti Rosa há mais de 20 anos. Tive o prazer e a satisfação de trabalhar com ela na Folha de Londrina por aproximadamente 10 anos. Posteriormente, fui sua aluna em um Curso de Redação que muito contribuiu e agregou para a elaboração da minha dissertação de Mestrado no ano de 2019, e hoje tenho orgulho e tranquilidade em dizer que ela é a minha Mentora de Redação. Agradeço sua parceria no apoio e na elaboração dos meus posts nas redes sociais. Além de enorme carinho, tenho muita admiração, respeito e reconhecimento pelo trabalho sério, ético e competente que realiza. Ana é uma pessoa de luz, possui alto grau de excelência no que faz, sensibilidade e alma de artista. E, por essa razão, a recomendo para o mercado de trabalho. Sentimento de gratidão por ela!”

Filomena Regina Storti Mineto (Filó), Psicóloga Organizacional, Consultora de Políticas de R. H., Facilitadora de cursos, Mentora de Carreiras e Desenvolvimento de Líderes, e Docente cursos de Pós-Graduação, em 2021.

 

Muito além do propósito inicial

“Anos atrás, fiz aulas de produção de texto com a Jornalista Ana Setti Rosa. Naquele momento, me surpreendi com seu método lúdico e simples e seu estilo tão acolhedor. Nossos encontros se estenderam por um período maior porque descobri a paixão pela escrita. A forma como minha mentora conduziu as aulas, levou-me para algo muito além do meu propósito inicial. Acredito que a escrita seja um talento a ser desenvolvido. Por essa razão, super indico essa profissional de primeira grandeza!”

Cristina Consalter, Psicóloga organizacional, Mentora de carreira e de liderança, em 2020.

 

 

Criatividade, sempre ao nosso alcance

Em linhas gerais, criatividade é a forma que cada um encontra para solucionar os problemas do dia a dia. Os problemas podem ser mais ou menos complexos, e os recursos, disponíveis para solucioná-los, os mais adequados ou não. A criatividade está, justamente, em utilizar com inventividade esses recursos, de forma a encontrar a melhor solução, naquele momento, para o problema. Estilo MacGyver*, quem se lembra dele?

Assim, criatividade significa, basicamente, nossa capacidade de improvisar, de inventar e de organizar os recursos disponíveis de uma maneira diferente, original, que tenha a nossa marca. Até para fazer um almoço!

Ser criativo não depende de nada externo a nós, mas simplesmente da capacidade de sentir e de pensar, inerente ao ser humano. Portanto, a famosa e desestimulante frase: “Eu não sou criativo”, é apenas um mito.

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Como comentou o publicitário Roberto Menna Barreto: “Criatividade é como barba. Você só a terá se deixá-la crescer.” Além de tudo, ser criativo é prazeroso, como confirma Roger von Oech, um especialista no assunto: “Ser criativo é muito gostoso. O pensamento criativo pode ser encarado como o sexo de nossa vida mental.”

Estimulante, não? E estímulo é a palavra certa quando se trata de “despertar” nossa criatividade adormecida ou confinada, por nós mesmos, à solidão.

Quando não estimulamos nossa criatividade, ficamos pobres de ideias e, como bem identificou o filósofo Emile Chartier: “Nada é mais perigoso do que uma ideia, quando ela é a única que você tem.”

           

“Livre pensar é só pensar.”

Millôr Fernandes

 

Nossa criatividade precisa ser estimulada constantemente, para estar bem “desperta” quando precisarmos dela. Há várias formas de fazer isso. A principal é desafiar-se cotidianamente.

 

Desafiar-se a quê?

A olhar as mesmas coisas sob perspectivas diferentes;

A improvisar, sempre que possível;

A formular perguntas sobre o que é considerado líquido e certo;

A formular respostas diferentes para perguntas corriqueiras;

A quebrar rotinas;

A fantasiar sobre a realidade;

A expressar ideias de forma cada vez mais plena;

A inventar novos desafios.

 

Na expressão de ideias por escrito, criatividade é fundamental. Isso porque escrever é sempre um desafio instigante e os recursos, disponíveis para resolvê-lo, infinitos.

 

* Conhecida no Brasil como Profissão: Perigo,  a série de televisão, cujo título original é MacGyver, nome do protagonista, interpretado por  por Richard Dean Anderson, foi exibida entre os anos 1980 e 90. MacGyver era um agente secreto diferente, que não usava armas e resolvia os seus problemas graças a muita criatividade e engenhosidade, e, claro, ao seu inseparável canivete(as informações são da Wikipédia).

A fantasia nos leva longe…

 

Fantasiar, em linhas gerais, é mudar a perspectiva pela qual usualmente “vemos” a realidade.

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É uma forma bem prazerosa  (e que lembra as brincadeiras de “faz-de-conta” da infância) de se soltar para escrever.

Para isso, é preciso deixar que a mente “voe” para lugares estranhos, diferentes, exóticos, onde os animais falam, as pedras têm sólidas opiniões a respeito de tudo, os heróis existem e, sim, sempre vencem no final.

Um jeito gostoso de se preparar para o passeio ao mundo da fantasia é permitir que uma ideia leve a outra, que leva a outra e a mais uma…

Uma associação de ideias pode começar com uma palavra, uma imagem, uma frase, um fato, algo que nos chamou a atenção.

 

Escolho uma palavra: desejo

Deixo minha mente “voar” e sigo, então, para o mundo do desejo, da paixão, dos amores possíveis e impossíveis. Lembro-me de um trecho de música… “O cravo brigou com a rosa…” Seria paixão não correspondida, ciúmes? O cravo teria cortejado uma margarida? Ou seria mesmo um típico caso de amor impossível?

Brinco com essas ideias e decido pelo improvável em vários sentidos. Eis minha história:

Era uma vez, em um reino até então muito sossegado, uma jovem dama da corte, descendente de família nobre (cujo brasão era o Coração), que queria muito se apaixonar. Mas não encontrava, entre os cavalheiros disponíveis, alguém por quem se sentisse atraída. Um dia, cavalgando até uma formosa cachoeira onde gostava de se banhar, perdeu o controle sobre a montaria e acabou perdida em uma floresta escura e assustadora. Com o cavalo já de novo tranquilo, percorreu algumas trilhas na mata, sem conseguir divisar uma saída. De repente, ouviu ruídos.
Era um rapaz, um valete, um criado do Reino de Espadas, como mostrava o desenho bordado em sua roupa, que caminhava furtivamente, parecendo estar atrás de uma caça. Ele a viu. As batidas de seu coração aceleraram-se. As do coração da dama também. Bastou um olhar entre eles para que soubessem. Haviam se apaixonado.
Mas não podiam se unir pelo casamento, pois eram de reinos distintos e de níveis sociais diferentes. Ela, uma dama. Ele, um simples valete. Como as labaredas de seu amor incendiassem a serenidade e a razão, impedindo que pensassem, decidiram fugir. Iriam para um lugar longinquo, onde nunca pudessem encontrá-los, onde pudessem viver intensamente sua paixão. Assim fizeram…

Naquela noite João ficou sem jantar. Por mais que ele dissesse que não havia feito nada, não acreditaram nele. Onde estavam o valete de espadas e a dama de copas daquele baralho de que o avô gostava tanto? Só podia ter sido coisa do João!

 

E você? Use a senha do “Era uma vez…”, escreva a sua história e a compartilhe aqui.

 

 

O poder das palavras soltas

Palavras soltas, sem um contexto que as ampare, são extremamente ambíguas, possibilitando inúmeras interpretações.

Exercitar-se com palavras soltas estimula a imaginação, permite que se vá longe em termos de associação de ideias, de emoções e de reflexões, o que resulta em inspiração para escrever, conversar e formar opinião, respeitando e fortalecendo a percepção pessoal sobre as coisas.

Vamos “viajar” com palavras soltas?

 

Vou “embarcar” em FRESCOR:

Frescor me lembra o orvalho da manhã; um cheiro bom de terra molhada; a chuva mansa que me surpreende ao voltar para casa em um dia quente; o gosto do sorvete; o cubo de gelo derretendo em cima da pia; a paisagem branca de neve vista na fotografia…

Essa associação de ideias leva-me a refletir que, tal como o frescor, os fatos aparentemente insignificantes do cotidiano (um sorriso, uma flor intensamente colorida em meio ao cinza da cidade, a pipoca no cinema…) podem me propiciar uma sensação agradável, um prazer intensamente vivido, um momento feliz.

Essa “viagem” me enche de inspiração e, assim, escrevo:

 

frescormenoraindaO gelo sobre a pia

derrete enfim

pois nada dura eternamente.

Posso vê-lo se diluindo

tomando outros rumos

mudando e se mantendo

seguindo outro destino

o da água que escorre

e vai para o rio

e se integra às nuvens

e cai como chuva

e vira água encanada

e, quem sabe, de novo gelo.

O permanente

diz a filosofia oriental

é a impermanência.

 

Sugestões para a sua “viagem”:

ESPAÇO

SUTIL

VERTIGEM

SUAVE

FULGOR

SONHO

MERGULHO

AFAGO

CANTIGA

SUSPIRO

INFINITO

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