Prosa, poesia, conexões quânticas, dicas de redação e de leitura, comentários, reflexões… Palavras em infinito movimento!

Posts marcados ‘poemas sobre a vida’

Veio de onde?

Cascatas,

música clássica,

chuva rápida,

estalo de pipoca,

disso tudo,

um pouco de cada coisa,

veio a sonoridade

cristalina

das risadas.

 cascatas-11

Anúncios

Razões

Quando perguntaram

ao guerreiro

ao inquisidor

ao terrorista

ao ditador

ao homem, enfim,

por que era tão cruel

com o outro homem,

ele respondeu simplesmente,

sem hipocrisias religiosas

ou apelos idealistas:

– Porque eu posso.

 

Na luta da vida,

o poder é uma arma

muito perigosa.

 

poder-1

 

 

Que se vá

Deixe que eu a assopre

deixe que se vá

no mar de emoções

em que mergulho

ela é como

a franja branca

a renda espumante

da onda majestosa

muito, pela beleza da forma

nada, pela essência que nem

rastro deixa

então, que o vento a leve

que a espalhe, que a dissolva

que apareça, mas que também desapareça

como se não fosse

mesmo tendo sido alguma vez

tristeza.

Canções da Alma 6 - flores-pastel-delicadas

 

Diário

 

Guarujaquarela1

Molhada,

descabelada,

zonza,

saí assim

da minha

primeira onda.

Na arrebentação,

apavorada,

fui coberta,

arrastada,

envolvida

por sua trama

grossa

e espumosa.

Depois do medo,

o gozo,

sobrevivi

mesmo encharcada.

Feito zumbi,

aos olhos

de quem olhava,

me descobri

rindo sozinha,

bêbada

de água salgada.

 

Círculo

Cobra 1

Se os animais

falassem

e pensassem

e agissem,

montando estratégias

de sobrevivência –

como nós -,

também seriam

inconformados

com os próprios

limites;

insatisfeitos,

mesmo tendo,

ou não, e

consumidos pela

ambição voraz,

como nós.

Abençoados,

então, porque

não falam,

não pensam,

não agem,

sem consciência

de quão vasta

é a ignorância

e tão grande

o mistério.

Melhor voltar

ao Paraíso,

recuperar

a inocência

animal de

Adão e Eva.

Ironia ter sido

uma serpente

a causadora da

queda.

Cobra 2

 

ALGUÉM, NINGUÉM

 

Cores 2

O que seria de mim

se não existisse

o outro?

Um náufrago solitário,

à procura de um “Sexta-Feira”,

pois é para o outro

que falo,

é no outro

que me reflito,

e me descubro,

é por causa do outro

que me expando

e me limito,

Cores 4

e é com o outro

que aprendo

a amar,

que meus interesses

ganham sentido,

meus projetos,

consistência,

meus pensamentos

e sentimentos,

um rumo

de bumerangue.

Pelo outro

eu avanço,

eu me aprimoro,

eu me desafio.

Cores 5

Sem o outro,

por falta de ressonância,

eu seria alguém

que nunca se realiza.

Aquarela VI

DSCN1183-OK

Pela minha janela

quando a noite acorda

e luzes vívidas espalham-se

em direção à profundidade escura

do horizonte

tenho a cidade a meus pés

tudo muda

quando o dia amanhece e

pela minha janela

fico à mercê da cidade

com sua claridade cambiante

de cores típicas

que nunca são as mesmas

vez ou outra a amplitude do céu

serena imutável

altera-se

por conta de elementos dissonantes

nuvens chuva raios bruma

pássaros em voo tão próximo

aviões de carreira

que sulcam trilhas retilíneas

metálicamente brilhantes

pela minha janela

aprecio os tons esmaecidos

do poente

o nascente vibrante

um quadro mutante

uma obra aberta

uma pintura sempre renovada

uma sinfonia

que enche minha casa

de intangível beleza

DSCN1197.jpg

Nuvem de tags

%d blogueiros gostam disto: