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Posts marcados ‘poema sobre cidades’

Bandeira

 

Nas varandas, a prova de que

o homem conquistou as grandes cidades

e os pequenos apartamentos.

 

Varanda 6A

Aquarela VI

DSCN1183-OK

Pela minha janela

quando a noite acorda

e luzes vívidas espalham-se

em direção à profundidade escura

do horizonte

tenho a cidade a meus pés

tudo muda

quando o dia amanhece e

pela minha janela

fico à mercê da cidade

com sua claridade cambiante

de cores típicas

que nunca são as mesmas

vez ou outra a amplitude do céu

serena imutável

altera-se

por conta de elementos dissonantes

nuvens chuva raios bruma

pássaros em voo tão próximo

aviões de carreira

que sulcam trilhas retilíneas

metálicamente brilhantes

pela minha janela

aprecio os tons esmaecidos

do poente

o nascente vibrante

um quadro mutante

uma obra aberta

uma pintura sempre renovada

uma sinfonia

que enche minha casa

de intangível beleza

DSCN1197.jpg

Haicai 1

Nas cidades modernas,

insanas, o silêncio, enfim,

é a exaustão do barulho.

Cidades 1

Ilhabela

Estou partindo,

impregnada de sol,

de tepidez das águas,

de canção das matas.

Por onde ando

reflito calor extemporâneo,

imponência de montanha,

o balançar de ondas e barcos.

Por onde passo

deixo pistas de areia fina,

respingos de pele molhada.

Em tudo

vejo brilho de prata,

de cidade refletida no oceano.

Por tudo e por nada

lembro de flores esparsas,

pontilhando todos os caminhos.

Ilha cheia de artimanhas,

seduziu meu corpo,

encantou meus sentidos,

usou de magia e sortilégios,

me deixou enfeitiçada.

Ilhabelafina2

Aquarela II

chuvajanela495

O mundo desaba

torrente de lágrimas

nuvens escuras raios amarelos

percussão de trovões

pouca gente na rua

é domingo

recolhimento e medo

orações

a água escorre dentro de casa

janelas fechadas

cortinas molhadas

sirenes

de repente um fog

londrino

o ar se torna espesso fumaça

o vento vem e espalha

umidade densa

entorna

penetra ultrapassa

a terra o asfalto

fica muito nítido

limpo claro

a noite recende a alfazema

e canta sem palavras

tudo passa tudo passa

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