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A apresentação do texto

  Como vimos, na primeira desta série de dicas, a FORMA de um texto também está relacionada à APRESENTAÇÃO (aparência, estética, formato) da sequência lógica e coerente de frases, que desenvolve um raciocínio com sentido completo (texto).

As cores do Ano Novo - 2

  Preocupar-se com a apresentação de um texto significa, basicamente, fazer escolhas, tais como:

* Escrever em prosa (texto corrido) ou em verso (poesia)?

* Diagramar, ou seja, dispor harmoniosamente elementos diversos – texto, figuras, molduras etc. – num determinado espaço, com mais sobriedade, formalismo ou com mais ousadia, criatividade, informalidade?

* Utilizar qual formato, entre tantos à nossa disposição, como: relatório, projeto, carta, comunicado, e-mail, folheto, mala-direta, discurso, livro, texto teatral, roteiro de cinema, anúncio, cartaz…?

* A apresentação de um texto abrange muitas escolhas e a melhor forma de decidir é avaliar, especialmente:

– A mensagem que se quer passar.

– O público ao qual a mensagem se destina.

Exemplo:

1) Quero passar mensagens sequenciais sobre como conquistar desenvoltura, segurança e prazer na expressão por escrito. O público ao qual essa mensagem se destina é formado por jovens e adultos interessados em escrever bem.

2) Pelo tipo de mensagem e abrangência do público escolho o formato “Dicas”, ou seja, textos não muito extensos, objetivos e, escritos em prosa – texto corrido -, já que as dicas são, basicamente, artigos  didáticos.

3) Quanto à diagramação, opto por uma miscelânea (organizada). Centralizo alguns trechos, justifico outros ou os alinho à esquerda e à direita; recorro ao negrito, ao itálico e ao sublinhado, à CAIXA ALTA ou baixa;  uso molduras ou apenas um sombreamento; eventualmente, utilizo marcadores ou numeração; recorro ainda ao espaçamento (entre linhas) e ao parágrafo (mudança de linha e entrada) para conseguir um visual mais leve. Todos esses recursos (que o computador oferece hoje ao escritor) são usados com o objetivo de passar para o leitor uma mensagem clara, precisa, instigante, atraente.

APRESENTAÇÃO de um texto é isso!

  Vale lembrar que os variados formatos de texto já estão genericamente definidos, ou seja, possuem elementos básicos de apresentação que os caracterizam como tais ou quais.

  Um roteiro de cinema, por exemplo, exige, para ser considerado como tal, uma apresentação bastante específica. Entre outras coisas, páginas divididas verticalmente, para que, de um lado, seja descrita a cena, e, do outro, sejam descritos os diálogos.

  Uma carta comercial, por sua vez, pede um texto curto, com ênfase (negrito, sublinhado etc.) em algumas frases ou palavras que não podem passar despercebidas, e diagramação mais sóbria.

MAS TUDO PODE SER REINVENTADO E APRIMORADO!

Ao escolher um formato de texto, adequado à sua mensagem e ao público ao qual sua mensagem se destina, dê uma espiada no que existe (em relação ao formato escolhido) e use a criatividade e o bom senso para adaptá-lo às suas necessidades e às de seus leitores.

Retrospecto por meio da leitura

  Para conquistar maior desenvoltura no “ofício” da escrita, vimos que é preciso ter conteúdo e saber como expressá-lo, desenvolvendo um texto lógico, coerente, fluente, bem escrito, bem pontuado e com uma apresentação adequada.  Vale também, e muito, criar o prazeroso hábito da leitura, mas… Seja crítico:

* Reforce sua confiança,

* Confie em sua opinião.

* Confie em seu sentimento.

* SEMPRE use sua opinião e seu sentimento como referências para concordar ou discordar do que está escrito.

* Lembre-se: não é porque está escrito que é verdade.

Exercite seu raciocínio

* Argumente e contra-argumente com o autor.

* Reflita sobre as razões que o levaram a concordar.

* Reflita sobre as razões que o levaram a discordar.

* Habitue-se a desenvolver argumentos que validem seu ponto de vista.

Solte-se

* Dê asas à sua imaginação.

* Fantasie.

* Brinque com as ideias que a leitura lhe traz.

* Deixe-se levar pelas palavras em viagens prazerosas.

Veja outras dicas desta série:

1) Forma & Conteúdo: a anatomia de um texto

2) A estrutura lógica de um texto

3) Vocabulário na ponta da língua

4) O inestimável apoio da pontuação

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O inestimável apoio da pontuação

No começo, foi a palavra – solitária; depois, a frase – transmitindo uma unidade completa de pensamento; enfim, veio o texto – frases coerentemente encadeadas, desenvolvendo um raciocínio de sentido completo. Para que o texto expressasse adequadamente a ideia, foi preciso reunir vocabulário – variado e rico de sentidos – e também escrever tudo corretamente, construindo frases precisas (de acordo com o pensamento do autor) e bonitas (que envolvessem o leitor). O que falta agora, para que nosso texto tenha uma FORMA impecável? A PONTUAÇÃO.

 A pontuação, em um texto, equivale à gesticulação, à entonação, à emoção, às pausas da respiração, com que acentuamos nossa fala cotidiana.

  Quando conversamos, naturalmente fazemos pausas para respiração, gesticulamos, somos veementes, gritamos, sussurramos, valorizamos determinada palavra ou frase com a ênfase apropriada, pomos vibração, ou não, no que dizemos etc.

Casal se olhando

  Quando estamos ao vivo e em cores com outras pessoas, contamos com muitos recursos para nos expressar. Quando estamos frente a frente com um papel ou uma tela de computador, imaginando a reação do leitor (genérico) a cada frase que escrevemos, a tarefa de se expressar com clareza pode se revelar mais difícil.

AINDA BEM QUE EXISTE A PONTUAÇÃO!

  A pontuação existe para isso mesmo, para dar clareza e precisão à expressão de nossas ideias por escrito; para pôr vibração, dar ênfase e emoção ao nosso texto; para substituir o gesto, a veemência, presentes nas conversas; para indicar as pausas da respiração…

  E até para indicar corretamente os destinatários de uma herança, como nos mostra, com humor, a história a seguir:

A HERANÇA QUE DEPENDIA DA PONTUAÇÃO

(Transcrito e adaptado de “Seleções” / edição fevereiro 99)

Escritor150

“Foi encontrado o seguinte testamento:

Deixo meus bens à minha irmã não ao meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres.

Quem tinha direito aos bens? Eram quatro os concorrentes.

O SOBRINHO pontuou o texto da seguinte forma:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

A IRMÃ pontuou assim:

Deixo meus bens à minha irmã. Não ao meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

O ALFAIATE fez a sua versão:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

O PROCURADOR DOS POBRES, por sua vez:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres!”

  Deu para sentir quão inestimável é o recurso da pontuação?

  Use-a com BOM SENSO (a mais fundamental das regras).

  Pratique também “olhar” para um texto, procurando observar como o autor (e o tradutor, no caso) usou de forma criativa e adequada (visando dar clareza, precisão, ênfase, vibração etc. à sua mensagem) o inestimável recurso da pontuação:

            “Entretanto, em alguns lugares as novas forças eram mais criativas. Acima de tudo, na Península Itálica, algo de notável emergia: o Renascimento já começava a orientar a mente dos homens por novos caminhos. Já se passara quase um século desde que Giotto terminara seus afrescos sobre a vida de São Francisco, em Assis, e a pintura europeia tinha ganho – quase literalmente – uma nova dimensão. Já em Florença, o menino Fra Angélico começava a aprender como segurar um pincel e o jovem Donatello, um cinzel. O novo movimento nas artes plásticas haveria de se espalhar pela literatura, pela política, pela filosofia e iria substituir a alquimia pela ciência, a superstição pela experiência e o preconceito pela lógica. Em 1.394, Petrarca e Bocaccio não mais viviam, mas os ecos literários que haviam partido das cidades italianas começavam a atingir locais distantes como Londres e Kent, onde Geoffrey Chaucer (que desfrutava ocasional proteção do Rei Ricardo II) já se atormentava escrevendo seus ‘Canterbury Tales’.”

(Trecho do Capítulo I – “Portugal no Mundo de 1.394” -, reproduzido do livro “Dom Henrique, o Navegador”, escrito pelo diplomata inglês John Ure e publicado, no Brasil, pela Editora Universidade de Brasília, em 1985, com tradução de Paulo de Góis Filho)

Veja outras dicas desta série:

1) Forma & Conteúdo: a anatomia de um texto

2) A estrutura lógica de um texto

3) Vocabulário na ponta da língua

4) Redação em quatro etapas

5) A arte de virgular

A estrutura lógica de um texto

  Na dica de redação anterior, vimos que a forma de um texto pode ser comparada à embalagem de um bombom. Assim, quanto mais atraente, bem feita, correta etc. for a forma, mais chance o texto terá de ser lido. Partindo-se do pressuposto de que temos o que dizer, vamos analisar agora COMO passar nossa mensagem da melhor maneira possível, lembrando que a forma de um texto remete à lógica, ao vocabulário adequado, à correção gramatical, à pontuação apropriada e à apresentação do texto.

  Comecemos com a LÓGICA ou, melhor dizendo, com a estrutura lógica de um texto.

Fractais 5

  Para entender como um texto se estrutura, vamos fazer juntos um exercício:

Pense numa palavra e escreva-a numa folha em branco.

Eu pensei na palavra:

AMOR

  Claro que, em um texto, tudo começa com uma palavra. Mas uma palavra solta, sem um contexto (um meio, um ambiente) que a ampare, torna-se extremamente ambígua. A palavra AMOR, por exemplo, ou a palavra que você escolheu, solitária num pedaço de papel, dá ensejo a várias interpretações.

  No caso de AMOR, poderíamos “viajar” com a palavra, chegando à família, à relação apaixonada entre um homem e uma mulher, à fraternidade, à caridade, e, por oposição, ao egoísmo, à violência etc.

  Não a entenderíamos como uma mensagem objetiva, um texto de sentido explícito, e sim como um estímulo à nossa imaginação.

Escreva, agora, uma frase utilizando a palavra que você escolheu.

Escrevi a seguinte FRASE:

O amor é a energia que move a vida.

  Então, já temos um texto?

  Ainda não. O que temos é apenas uma unidade de pensamento com sentido completo, uma ideia.

  E quando teremos um texto?

  Quando unirmos, encadearmos várias frases para desenvolver um raciocínio lógico (com começo, meio e fim) e com sentido pleno.

Desenvolvendo o raciocínio que estava embutido

na minha frase sobre o amor, escrevo o seguinte TEXTO:

Estamos vivendo uma fase de exacerbação da individualidade. Ao contrário do que pode parecer, no entanto, não se trata de uma atitude que visa intensificar o egoísmo inerente ao homem.

O voltar-se para si mesmo, numa busca de autoconhecimento e de integridade, tende a nos tornar mais generosos, pois à medida que nos aprofundamos nessa procura, mais nos conscientizamos de que o amor é a energia que move a vida.

AGORA É A SUA VEZ!

  Desenvolva uma linha de raciocínio com base na frase que escreveu anteriormente.

  O que é possível deduzir a partir desse exercício?

  Que um TEXTO, sob o ponto de vista formal, é uma:

SEQUÊNCIA LÓGICA E COERENTE DE FRASES

QUE DESENVOLVE UM RACIOCÍNIO

COM SENTIDO PLENO

  Portanto, para desenvolver um TEXTO, precisamos de:

* Uma ideia (informação, opinião, pensamento, sentimento, percepção, impressão, tema, tese etc.).

* Palavras encadeadas em frases (para expressar a ideia).

* Uma linha de raciocínio (para dar sequência lógica e coerente ao desenvolvimento da ideia).

  Sugestão para aproveitar melhor essa dica: analise o texto que você desenvolveu, a partir da palavra escolhida, e tente identificar a ideia básica (a essência de sua mensagem); as frases que utilizou para expressar essa ideia e a linha de raciocínio adotada. Ao fazer essa identificação, você estará avaliando se seu texto tem lógica, coerência e fluência.

Dica anteriorA anatomia de um texto

Não deixe de ver também: Redação em quatro etapas, uma miniaula para você!

E mais: A arte de virgular, para não errar na hora de colocar vírgula em seus textos.

Forma & Conteúdo: a anatomia de um texto

  Para começar a conquistar desenvoltura na expressão por escrito, convém observar mais de perto este nosso objeto do desejo: o texto. Com esse propósito, nada melhor do que relaxar e brincar um pouco com as ideias. Que tal comparar o texto a um bombom?

Bombom8

  Tal qual um bombom, um texto (qualquer um) tem forma e conteúdo. No bombom, pode-se dizer que a forma corresponde à sua aparência ou, mais precisamente, à embalagem, enquanto o conteúdo fica por conta do recheio, do bombom em si.

  No texto, a “forma” também equivale à aparência. Quanto mais atraente, chamativa, bem feita, correta, apresentável etc. for a forma de um texto, mais chance terá de ser lido. Já o conteúdo –  o bombom em si – é a parte mais substanciosa do texto, pois traz a mensagem do autor, o que ele quer dizer aos seus leitores.

  Assim, se a FORMA de um texto equivale à embalagem de um bombom, ela necessariamente deve ter:

Lógica – o texto deve apresentar um começo, um meio e um fim facilmente identificáveis e compreensíveis.

Vocabulário adequado – o texto deve contar com palavras que expressem nossas ideias com a maior adequação e precisão possível.

Correção gramatical – o texto deve mostrar o cuidado que tomamos para escrever corretamente, tanto no nível da grafia e acentuação das palavras, quanto no da construção de frases.

Pontuação apropriada – o texto precisa indicar, por escrito, a gesticulação, a ênfase e as pausas da respiração que utilizaríamos se estivéssemos conversando.

Apresentação – o texto deve ter uma estética, um “formato” que se revele o mais apropriado para acomodar / embalar / enquadrar determinado conteúdo. (Exemplo? O “formato” didático  que escolhi para apresentar este texto.)

alfabetofenicio300

Se o CONTEÚDO equivale à mensagem do autor, à essência do texto, ele necessariamente deve ter:

Consistência – um texto consistente explora em profundidade o assunto que é a essência da mensagem, apresentando informações completas e confiáveis e argumentos bem desenvolvidos e convincentes.

Coerência – um texto coerente traz as ideias harmoniosamente encadeadas, de maneira a traçar uma linha de raciocínio objetiva e de fácil acompanhamento pelo leitor.

Fluência – um texto consistente e coerente “flui” agradavelmente, envolvendo o leitor e fazendo-o refletir a respeito do que está escrito.

  Diferentemente do bombom (pensando num bombom dentro de uma embalagem), contudo, não podemos separar a forma do conteúdo em um texto. Ambos estão intrinsecamente ligados: a forma serve à mensagem, assim como a mensagem preenche adequadamente a forma.

  Entender a anatomia de um texto é o primeiro passo em direção à conquista de uma maior desenvoltura para escrever.

  Sugestão para aproveitar melhor essa parte da viagem: analise alguns textos (prosa e poesia) sob o ponto de vista da forma e do conteúdo.

 

Não deixe de ver:

Redação em quatro etapas, uma miniaula para você!

A arte de virgular, para não errar na hora de colocar vírgulas em seus textos.

 

Faça revisão do texto

Revisão de texto parece ser uma tarefa reservada a quem não tem segurança para escrever. Muito pelo contrário, quem faz revisão demonstra que conhece (bem) as dificuldades inerentes à escrita e, para ter segurança, sempre utiliza suas vantagens.

 

VANTAGENS?

Quem diria que há vantagens no escrever em relação ao falar?

Pois há e não se trata apenas de revisão de texto. Veja só:

*     Numa conversa, quando não se sabe, é possível improvisar. Daqui a alguns dias, ninguém mais vai se lembrar do que foi dito naquele papo mesmo! Na escrita, quando não se sabe, é possível pesquisar, consultar, estudar e refletir sobre o assunto em questão até se sentir seguro o suficiente para escrever sobre ele. Usando essa vantagem, não corremos o risco de “dizer” bobagens.

*     Por outro lado, em caso de dúvida quanto à forma e ao significado de uma palavra, e quanto à correção gramatical de qualquer frase e bloco de frases (antes, durante e depois do escrever), é possível e altamente recomendável utilizar duas ferramentas que um bom escritor nunca dispensa: dicionário e gramática.

*     Por fim, mas não menos importante, vem a revisão de texto. Nas conversas, em caso de dúvida, explicamos de outro modo aquilo que não foi entendido corretamente. Na escrita, não há essa possibilidade. Mas antes de encarar tal fato como uma desvantagem, o mais estimulante é entendê-lo como uma vantagem. E que vantagem! Pois com a revisão, podemos fazer chegar ao nosso leitor uma mensagem lógica, clara, precisa, coerente, corretamente escrita e apresentada, sem necessidade de retificações, uma mensagem, enfim, que expresse nosso pensamento com fidelidade e que seja adequada ao público ao qual se destina.

DAQUI EM DIANTE,

AO ESCREVER,

APROVEITE ESTAS VANTAGENS

EM SEU BENEFÍCIO:

Antes

PESQUISE, CONSULTE, ESTUDE, OBSERVE, REFLITA ETC.

Antes, durante e depois

ESCLAREÇA SUAS DÚVIDAS COM A AJUDA

DO DICIONÁRIO E DA GRAMÁTICA

Depois

REVISE O TEXTO

Mas deixe as emoções de fora. Isso porque há, pelo menos, dois tipos de revisão: apaixonada e desapaixonada. O bom escritor opta pela desapaixonada, sob pena de (se preferir a outra) nunca conseguir se satisfazer com nada do que escreve.

O que significa fazer uma revisão desapaixonada (fria, objetiva, racional etc.) ?

Significa:

1)  Ler, com atenção crítica, tudo o que se escreveu sobre o assunto, verificando excessos e carências, em relação ao conteúdo do texto; vocabulário adequado e correção gramatical, no que se refere à forma do texto.

2)  Avaliar a lógica, a coerência e a consistência do texto, observando se a mensagem está clara, objetiva e compreensível para o leitor.

Ao revisar, de forma desapaixonada, temos condições de fazer

os ajustes necessários no texto, deixando-o “redondo”.

VAMOS EXPERIMENTAR?


Faça revisão no seu texto:

1) Verifique se o TEXTO que escreveu tem:

Þ  LÓGICA (conseguiu apresentar um começo, um meio e um fim facilmente identificáveis e  compreensíveis?)

Þ  COERÊNCIA (conseguiu passar a mensagem por meio de uma sequência harmoniosa de frases, que se integram no desenvolvimento de um raciocínio com sentido completo?)

Þ  VOCABULÁRIO ADEQUADO (usou palavras adequadas à mensagem e ao público ao qual a mensagem se destina?)

Þ  CORREÇÃO GRAMATICAL (as palavras que usou estão grafadas corretamente?; o sentido das palavras é mesmo aquele que imaginava, do qual se lembrava?; as frases estão corretamente construídas?; há algum problema de concordância – nominal ou verbal?; há muita repetição de palavras?; não é possível substituir, em caso de repetição, por um sinônimo ou palavra de sentido similar?)

Þ  PONTUAÇÃO APROPRIADA (recorrendo à leitura – em voz alta – do seu texto, observe se há algum descompasso entre pausas para respiração, ênfase, entonação e os sinais de pontuação utilizados)

Þ  APRESENTAÇÃO CONVENIENTE (a forma de apresentar a mensagem corresponde às especificações do “formato” definido previamente, seja redação, artigo etc.?)

2) Verifique ainda se o TEXTO está:

Þ  CONCISO (conseguiu expressar, de forma resumida – condensada -, o essencial da mensagem?)

Þ  OBJETIVO (conseguiu ir de um ponto – partida – a outro –  chegada – da mensagem  sem dispersões,  sem rodeios, sem  detalhes irrelevantes?)

Þ  PRECISO (usou palavras adequadas, precisas, capazes de expressar exatamente o que quis dizer?)

Þ  CLARO (utilizou frases de construção simples e direta?)

Þ  CONSISTENTE (conseguiu “esgotar o assunto” de forma que o leitor fique bem informado?)

REVISÃO DESAPAIXONADA É ISTO:

IR DIRETO AO QUE INTERESSA,

FAZER OS AJUSTES NECESSÁRIOS

E PONTO (FINAL).

 

E, nas revisões, não deixe de aplicar A arte de virgular!

Curso de Redação com Ana Setti Rosa

Sem medo de escrever 3

 

Quer conquistar desenvoltura e segurança para escrever?

Despertar sua criatividade adormecida?

Sair-se bem na escrita do dia a dia da empresa? Ser bem sucedido na redação para vestibular ou concurso? Escrever, sem medo, sua tese acadêmica ou aquele artigo para a revista?

Descobrir, enfim, como pode ser prazeroso expressar-se por escrito?

Então, você está no rumo certo. Veja:

Dou aulas particulares que possibilitam um trabalho personalizado, com foco 100% em suas dificuldades. As aulas podem ser presenciais ou online.

São aulas práticas, nas quais você vai exercitar, passo a passo,  o processo da escrita:

1º passo – refletir, explorar e pesquisar o tema.

2º passo – organizar as ideias, estruturar roteiro prévio.

3º passo – escrever, aprendendo a utilizar as técnicas de redação e os recursos da linguagem.

4º passo – revisar, fazer os ajustes necessários para deixar o texto “redondo”.

Ofereço também correção de redações via e-mail, ajudando na preparação de vestibulandos e concurseiros.

Para saber mais: entre em contato pelo fone (43) 9 9996.7791 (também WhatsApp) ou  por e-mail: anasetti@uol.com.br 

Aguardo você!

Ana Setti Rosa

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Conheça um pouco mais sobre mim:

Perfil profissional

Portfolio

Conheça um pouco mais sobre o desafio da escrita:

Medo de escrever… Quem não tem?

Conheça um pouco mais sobre o processo da escrita:

Redação em quatro etapas

Conheça um pouco mais sobre meu jeito de ensinar:

A arte de virgular

 

Medo de escrever… Quem não tem?

Medo de escrever todos temos. E não é que há uma razão (histórica) para isso? Tudo começou há cerca de 2 milhões de anos, no período chamado de Paleolítico ou, mais informalmente, na Idade da Pedra Lascada.

Com o despertar da consciência, alguns de nossos ancestrais primatas deram-se conta de que, além do instinto, também podiam agir por vontade própria. Estimulados por essa descoberta, iniciaram um novo tipo de relacionamento com os demais seres e com o ambiente à sua volta.

homo-sapiens300okComeçaram a utilizar objetos de osso e pedra como ferramentas e armas; aprenderam a acender, a manter e a empregar o fogo e desenvolveram a fala, de forma natural, como um meio mais eficiente de se comunicar e de obter resultados.

O auge dessa fase evolutiva ocorreu cerca de 500 mil anos atrás, com o surgimento do Homo sapiens, que deu origem à linhagem do homem atual. Entre outras conquistas, esse nosso antepassado longínquo foi capaz de se fixar numa terra apropriada e dela tirar, por meio do cultivo de plantas e da domesticação de animais, o seu sustento. Também conseguiu perceber as vantagens de se unir aos seus iguais, com eles formando povoados, cidades e as primeiras sociedades organizadas.

Com o nascimento das civilizações – por volta de 4.000 a 3.000 anos a.C. -, o homem sentiu necessidade de ampliar sua capacidade de comunicação. Até então, a fala e a memória tinham sido capazes de preservar e de difundir o conhecimento acumulado pelas tribos e grupos que viviam em sociedades mais simples.

A história, os mitos, as lendas, as crenças, enfim, a sabedoria e a cultura de cada povo eram transmitidos pelos mais velhos aos mais jovens em conversas ao redor da fogueira ou em outros lugares igualmente aconchegantes ou mágicos.

O surgimento da civilização, no entanto, modificou a maneira tradicional como as pessoas agiam na realidade e interagiam com ela. As sociedades da Antiguidade ampliavam-se continuamente e havia que registrar, contabilizar, definir normas legais e de convivência social, difundi-las, fazê-las cumprir… Como conseguir isso sem um meio pelo qual a palavra falada pudesse ser convertida, de forma a tornar-se fixada e facilmente transmissível?

O desenvolvimento da escrita, em duas vertentes distintas – ideográfica e  fonética -, foi a resposta a essa nova demanda do homem em constante evolução. 

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Na vertente ideográfica, a escrita era composta por signos pictóricos (desenhos, símbolos), que representavam, conceitualmente, objetos ou ideias. Os sumérios foram os primeiros a criar um sistema de escrita pictórico, por volta de 3.400 a.C..

Na vertente fonética, os signos começaram a representar os sons,alfabetofenicio300 com os quais objetos e ideias eram conhecidos no falar típico de cada povo. Deve-se aos fenícios a criação do primeiro alfabeto, com base na representação dos sons, cerca de 1.000 anos antes de Cristo. Era constituído por 22 signos, que permitiam escrever qualquer palavra.

A engenhosa simplicidade do sistema estimulou sua rápida assimilação por outros povos. O alfabeto fenício, aprimorado pelos gregos – que nele incluíram a notação dos sons vocálicos – e difundido pelos romanos, como parte de sua estratégia de dominação, tornou-se o ancestral comum dos demais alfabetos.

E o que isso tem a ver com o medo de escrever?

Conhecendo a história do falar e do escrever, percebemos que o que nos levou a desenvolver a escrita – a necessidade de fixar o que era, até então, só falado – nos levou também a temê-la, pois “o que se escreve, fica”. Essa, por sinal, é a razão de ser da escrita!

O que falamos nas conversas cotidianas, mais dia, menos dia, cai no esquecimento. O que escrevemos, não. Fica registrado e isso, com maior ou menor intensidade para cada um de nós, acaba significando uma ameaça. Sentimo-nos mais expostos e sujeitos a críticas. Isso  pode nos “travar”, mas também pode ser encarado como um desafio, que todos somos capazes de vencer.

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Um curso de redação pode ser de grande ajuda na superação desse desafio. Quem reside em Londrina ou cidades próximas, pode fazer um curso assim – instigante, estimulante e esclarecedor – comigo! Saiba mais clicando aqui.

Veja também: Redação em quatro etapas, uma miniaula para você!

 

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