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Você confia em sua percepção?

Algumas pessoas acreditam que não têm o que dizer. Por isso, sentem-se intimidadas quando precisam se expressar, em especial por escrito.oqueescrever

Fica fácil observar que é impossível não ter o que dizer.

Ideias, opiniões, avaliações, análises, reflexões estão sempre se formando dentro de nós, a partir de nossa percepção racional e emocional sobre nós mesmos, sobre o ambiente à nossa volta e sobre as pessoas com as quais nos relacionamos e com as quais convivemos…

Ter o que dizer também é resultado do conhecimento que vamos adquirindo ao longo do tempo por intermédio da educação familiar, da formação escolar, da experiência profissional, da vivência, da curiosidade…

Todo esse conteúdo é ainda aprimorado e refinado por meio da consulta, da pesquisa, do estudo, da observação. Esse adicional de informações passa pelo crivo da reflexão pessoal, resultando em ter o que dizer sobre um assunto de nosso interesse em determinado momento.

nanquimSe todos temos o que dizer, por que, então, para alguns colocar suas ideias no papel, na tela do computador, vira uma barreira quase intransponível?

Arriscando um palpite, diria que algumas pessoas não se permitem dizer.

Permitir-se dizer equivale a se soltar e esse movimento de liberdade começa no fortalecimento da confiança em nossas ideias, opiniões, sentimentos e percepções.

Mas como confiar? Será que nossas percepções indicam a verdade?

Sim e não, pois a verdade é muito relativa.

O que é verdade para alguns, nem sempre é para outros. E  todos têm razão.

É aquela história: se todos gostassem do azul, o que seria do amarelo ou do verde ou ainda do vermelho?

Todos temos argumentos muito convincentes para defender o apreço por esta ou aquela cor. Mas não podemos dizer que o outro está errado (ou certo) por preferir uma cor diferente. É uma questão de percepção.

 

A verdade é o que faz sentido para nós naquele momento.

 

Confiar nisso é confiar na própria percepção – no que pensamos e no que sentimos.

E é com base nessa confiança que conseguimos nos expressar melhor e mais plenamente.

Exercite sua percepção. Escreva sua opinião sobre o pensamento a seguir e a compartilhe aqui, mandando seu comentário.

 

fundoceupequeno“Quem se senta no fundo do poço

para contemplar o céu,

há de achá-lo pequeno.”

Han-Yu

 

 

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Ei, oi, nós não temos mais acento não!

Pois é, os ditongos abertos ei, oi em palavras paroxítonas (quando a sílaba tônica – a sílaba que se destaca por ser proferida com mais intensidade que as outras – é a penúltima) não devem ser mais acentuados. Duro vai ser segurar a mão em frases assim:

plateia1952Que grande plateia compareceu à estreia da peça que, na verdade, se parece a uma epopeia, de um autor heroico, sem dúvida, e também rico de ideias, mas, talvez, por isso mesmo, um pouquinho paranoico.

Ao colher azaleias na mata de Cananeia não percebeu a colmeia, com a qual colidiu, levando ferroadas de “mil” abelhas, sendo que, na fuga, em desabalada correria, ainda conseguiu tropeçar em uma jiboia. Não houve panaceia que amenizasse as dores e evitasse, como resultado do muito pavor vivido, a consequente diarreia.

Teria um asteroide caído em plena Pauliceia? Quem dera, foi só um androide que atravessou a claraboia (de um prédio na região central), à procura de explicações sobre a perestroica. Ou seria sobre o fluir dos espermatozoides? Quem sabe sobre o ardil do cavalo usado na guerra de Troia? Dizem que foi mesmo, e tão somente, para saber como chegar a Águas de Lindoia…

Cuidado com as “pegadinhas”:

1) O acento continua a ser usado nesses mesmos ditongos abertos ei, oi  em palavras oxítonas (quando a sílaba tônica é a última), como herói / anéis / papéis / anzóis / dói.

2) Não foi alterada a acentuação no ditongo aberto eu, como em chapéu / véu / céu / ilhéu / mausoléu / troféu.

Outras mudanças: Sobre beleza e feiura costasauipe2001

Ele esteve na Costa do Sauipe, foi a Bocaiuva e depois para Ipuiuna, onde estudou o maoismo. Mas como estava cheiinho, acabou por fazer regime e filosofar sobre o taoismo, o que lhe revelou a beleza e, por contraposição, a feiura do mundo.

Agora é assim que se escreve. O i e u tônicos, quando vierem depois de ditongo, não devem ser mais acentuados. Outros exemplos:  baiuca / feiume / aiuba / saiinha / Guaiuba / Guaraiuva etc.

Cuidado com a “pegadinha”: Continuam a ser acentuadas as vogais tônicas i e u que vêm depois de ditongo em palavras oxítonas, como em tuiuiú, Piauí etc.

E ainda:

Não se coloca mais o acento agudo sobre o u nas formas rizotônicas (quando o acento agudo cai em sílaba do radical) dos verbos arguir (e redarguir), como em arguis, argui, arguem…

Se o a e o i das formas verbais aguar, apaniguar, apaziguar, averiguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir e similares (terminações guar, quar e quir) forem pronunciados como tônicos, eles devem ser acentuados, como em averíguo, enxáguo, delínquem, oblíquem…

 

 

 

 

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