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A fantasia nos leva longe…

 

Fantasiar, em linhas gerais, é mudar a perspectiva pela qual usualmente “vemos” a realidade.

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É uma forma bem prazerosa  (e que lembra as brincadeiras de “faz-de-conta” da infância) de se soltar para escrever.

Para isso, é preciso deixar que a mente “voe” para lugares estranhos, diferentes, exóticos, onde os animais falam, as pedras têm sólidas opiniões a respeito de tudo, os heróis existem e, sim, sempre vencem no final.

Um jeito gostoso de se preparar para o passeio ao mundo da fantasia é permitir que uma ideia leve a outra, que leva a outra e a mais uma…

Uma associação de ideias pode começar com uma palavra, uma imagem, uma frase, um fato, algo que nos chamou a atenção.

 

Escolho uma palavra: desejo

Deixo minha mente “voar” e sigo, então, para o mundo do desejo, da paixão, dos amores possíveis e impossíveis. Lembro-me de um trecho de música… “O cravo brigou com a rosa…” Seria paixão não correspondida, ciúmes? O cravo teria cortejado uma margarida? Ou seria mesmo um típico caso de amor impossível?

Brinco com essas ideias e decido pelo improvável em vários sentidos. Eis minha história:

Era uma vez, em um reino até então muito sossegado, uma jovem dama da corte, descendente de família nobre (cujo brasão era o Coração), que queria muito se apaixonar. Mas não encontrava, entre os cavalheiros disponíveis, alguém por quem se sentisse atraída. Um dia, cavalgando até uma formosa cachoeira onde gostava de se banhar, perdeu o controle sobre a montaria e acabou perdida em uma floresta escura e assustadora. Com o cavalo já de novo tranquilo, percorreu algumas trilhas na mata, sem conseguir divisar uma saída. De repente, ouviu ruídos.
Era um rapaz, um valete, um criado do Reino de Espadas, como mostrava o desenho bordado em sua roupa, que caminhava furtivamente, parecendo estar atrás de uma caça. Ele a viu. As batidas de seu coração aceleraram-se. As do coração da dama também. Bastou um olhar entre eles para que soubessem. Haviam se apaixonado.
Mas não podiam se unir pelo casamento, pois eram de reinos distintos e de níveis sociais diferentes. Ela, uma dama. Ele, um simples valete. Como as labaredas de seu amor incendiassem a serenidade e a razão, impedindo que pensassem, decidiram fugir. Iriam para um lugar longinquo, onde nunca pudessem encontrá-los, onde pudessem viver intensamente sua paixão. Assim fizeram…

Naquela noite João ficou sem jantar. Por mais que ele dissesse que não havia feito nada, não acreditaram nele. Onde estavam o valete de espadas e a dama de copas daquele baralho de que o avô gostava tanto? Só podia ter sido coisa do João!

 

E você? Use a senha do “Era uma vez…”, escreva a sua história e a compartilhe aqui.

 

 

 

 

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