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Comunicação no século XXI

Pode ser que nós, envolvidos como estamos em um mundo em rápida transformação, não tenhamos nos dado conta, mas de fato estamos todos interligados. Não mais a informação represada em nichos de poder e, por isso, passível de manipulação. Não mais uma mídia – conglomerados jornalísticos, rádio, tevê… – em destaque, sugerindo o ritmo de “como falar” com os públicos de interesse, de forma massiva ou segmentada. Não mais um interlocutor indistinto, perdido na multidão, absorvendo a “orientação” do que se considera melhor para ele.

Nesse início de um novo século, a internet galvanizou os interesses globais e misturou tudo o que estava separado, fazendo migrar para a rede – como garantia de sobrevivência – a informação segmentada. O interlocutor indistinto ganhou corpo e voz e é dele agora que parte a “orientação” do que absorver em termos de informação. E tudo está, sob sua perspectiva, a um toque de dedo, a um deslizar do mouse, ao seu comando.

Transparência, confiabilidade, conteúdo e consistência são algumas palavras de ordem dessa nova era da comunicação, quando todos falam com todos, de forma dinâmica, interativa e em tempo real. Destacam-se aqueles que utilizam esses recursos com bom senso, qualidade e “espírito” de navegador português do século XV. “O que será que nos espera mais adiante?”, ele diria, com receio do desconhecido, mas também com a curiosidade pelo ainda nunca visto.

NavegadorportuguesVasco

“Navegar é preciso…” seria, sem dúvida, sua divisa, que podemos com naturalidade voltar a utilizar, seis séculos depois!

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Ainda bem que existe a pontuação

pontuacao2Quando conversamos, naturalmente fazemos pausas para a respiração, gesticulamos, somos veementes, gritamos, sussurramos, valorizamos determinada palavra ou frase com a ênfase apropriada, pomos vibração, ou não, no que dizemos.Frente a frente com outras pessoas, contamos com muitos recursos para nos expressar.

 

Frente a frente com um papel em branco ou tela de computador, no entanto, imaginando a reação do leitor a cada frase que escrevemos, a tarefa pode se revelar difícil.

Ainda bem que existe a pontuação: para dar clareza e precisão à expressão de nossas ideias por escrito; para pôr vibração, dar ênfase e emoção ao nosso texto; para indicar as pausas da respiração e até mesmo, como mostra a divertida história a seguir – transcrita e adaptada de “Seleções” – para indicar corretamente os destinatários de uma herança:

  

“Foi encontrado o seguinte testamento:

Deixo meus bens à minha irmã não ao meu sobrinho

jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres.

 

 Quem tinha direito aos bens? Eram quatro os concorrentes.

 

O SOBRINHO pontuou o texto da seguinte forma:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho.

Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

 

A IRMÃ pontuou assim:

Deixo meus bens à minha irmã. Não ao meu sobrinho.

Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

 

 O ALFAIATE fez a sua versão:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho?

Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

 

O PROCURADOR DOS POBRES, por sua vez:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho?

Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres!”

  

Deu para sentir o quanto é importante a pontuação?

Só para lembrar:  

Ponto Final ( . ) – utilizado para sinalizar o final de uma frase. Usa-se também nas abreviaturas.

Ponto e Vírgula ( ; ) – dão à frase a pausa e a entoação equivalentes ao ponto, mas sem encerrar o período. São também utilizados para separar itens de uma relação.

Vírgula ( , ) – fundamental para a correta entonação e interpretação da frase escrita. É usada para separar palavras, expressões e orações, dando-lhes destaque.

Dois Pontos ( : ) – são usados, basicamente, para introduzir uma explicação, um esclarecimento, uma citação e a fala de um personagem.

Ponto de Interrogação ( ? ) – marca o fim de uma frase interrogativa direta.

Ponto de Exclamação ( ! ) – marca o fim de frases imperativas, exclamativas e optativas (que exprimem desejo).

Reticências ( ) – são usadas para marcar uma pausa longa, com muitos significados. Entre eles: hesitação, incerteza, ironia, prolongamento da ideia, malícia etc.

Aspas ( ”  “ ) – utilizadas para assinalar citações textuais; para indicar gírias, estrangeirismos ou termos / expressões em sentido figurado.

Asterisco ( * ) – sinaliza a existência de uma nota ou explicação ao pé da página ou no fim de um capítulo, e, nos dicionários e enciclopédias, remete a um verbete específico.

Travessão ( ) – usado, em geral, para esclarecer o significado de um termo; para intercalar reflexões e comentários; para indicar a ocorrência de diálogo.

Parênteses / Colchetes  ( [ ] ) – usados para isolar palavras, locuções ou frases intercaladas no período. Às vezes, substituem a vírgula ou o travessão.

Parágrafo ( § ) – Seção de texto que forma sentido completo, e que, regra geral, começa com a mudança de linha e entrada. O símbolo § é usado para indicar um parágrafo de um texto (em geral, técnico) ou artigo de lei.

 

Há regras, mas a melhor delas é o bom senso!

Veja também: Redação em quatro etapas, uma miniaula para você!

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