Prosa, poesia, conexões quânticas, dicas de redação e de leitura, comentários, reflexões… Palavras em infinito movimento!

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A criatividade e o ego

Criatividade OK

Conheci a freira budista Jeong Kwang assistindo à série da Netflix, Chef’s Table, que traz as histórias dos mais renomados chefs de cuisine de todo o mundo. Fiquei curiosa: por que uma praticante do budismo, vivendo em um monastério na Coreia do Sul, teria sido incluída em um grupo de realidade tão diferente da sua?

Fiquei sabendo, então, no desenrolar do episódio, que o reconhecimento de sua gastronomia, que ela denomina “comida de templo”, se deve ao chef francês Eric Ripert, dono do famoso restaurante Le Bernadin, de Nova York. Ele a levou aos Estados Unidos, em 2017, para apresentar a um grupo seleto de formadores de opinião seu jeito monástico de preparar os alimentos. Quem teve a oportunidade de viver essa experiência garante que foi tocado de forma indelével pela simplicidade, criatividade e espiritualidade de Kwang.

Mas a história contada no episódio vai além dessa simples curiosidade. Enquanto prepara pratos vegetarianos no mosteiro onde vive, tendo ao redor um cenário exuberante, a chef budista vai narrando para os espectadores a busca de liberdade pessoal que a levou a trilhar um caminho de vida muito particular, no qual a natureza, o alimento, o fazer e o compartilhar a comida acabaram por se tornar sua prática espiritual. “Faço comida como uma meditação”, diz Kwang.

Não perca!

Chef’s Table / Netflix

Temporada 3 / Episódio 1 – Jeong Kwang

 

 

 

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A diferença

Citação - Domenico de Masi

Nascido em 1º de fevereiro de 1938, Domenico de Masi é um sociólogo italiano, que atua como professor e escritor, entre muitas outras atividades.  Ficou mundialmente conhecido pela definição do conceito de “ócio criativo”, no qual trabalho, aprendizado e prazer se combinam para gerar desenvolvimento econômico com bem-estar para todos.

PARA CONHECER MAIS SUAS IDEIAS (LIVROS):

O Ócio Criativo (1997)

A Emoção e a Regra (1999)

O Futuro do Trabalho (2001)

O Futuro Chegou (2013)

2025 – Caminhos da Cultura no Brasil (2015)

Alfabeto da Sociedade Desorientada (2017) 

Pensando sobre a criatividade

Fractais - Detalhe - Verde

1) O QUE É CRIATIVIDADE?

2) TODOS NÓS TEMOS?

3) POR QUE MUITAS PESSOAS ACREDITAM

QUE NÃO SÃO CRIATIVAS?

Vamos tentar descobrir as respostas a essas instigantes questões,

refletindo juntos a respeito de algumas ideiazinhas muito interessantes,

como as que vêm a seguir:

 “Livre pensar é só pensar.”

Millôr

Essa frase vai fundo em um dos mais destacados pressupostos da criatividade: todos podemos pensar livremente. Nenhuma situação – política, social, familiar, empresarial etc. -, por mais restritiva que seja, nos impede de exercer o mais soberano dos direitos, o de pensar. Sejamos diplomáticos, quando a realidade assim o exigir, mas jamais deixemos de respeitar a liberdade de pensar de outra forma, que não a mais conveniente no momento, e de confiar no que pensamos.

Se nos limitarmos ao pensamento comum (aquele que é considerado apropriado, adequado, politicamente correto, socialmente aceito etc.), dificilmente abriremos espaço para o florescimento de nossa criatividade.

“Criatividade é como barba.

Você só a terá se deixá-la crescer.”

Roberto Menna Barreto

O livre pensar abre espaço para que a criatividade floresça, naturalmente.

“Ser criativo é muito gostoso. O pensamento criativo

pode ser encarado como o sexo de nossa vida mental.”

Roger von Oech

Quando a criatividade floresce, o prazer é todo nosso, pois nossos neurônios deleitam-se com uma boa profusão de ideias!

Fractal8

“Nada é mais perigoso do que uma ideia,

quando ela é a única que você tem.”

Emile Chartier

Se a criatividade não floresce, contudo, corremos o sério risco de ficar só com uma ideia, com uma perspectiva, uma única forma de entender a realidade e essa prática limitada, na melhor das hipóteses, nos fará estagnar, caminhar sempre na mesma trilha, obter sempre os mesmos resultados.

Na pior das hipóteses, dará fundamento ao radicalismo, à intransigência, ao fanatismo, que se baseiam em verdades únicas para enquadrar, restringir, limitar, as infinitas verdades do mundo.

“A criatividade não é uma qualidade de que estão

particularmente dotados os artistas e outros indivíduos,

mas sim uma atitude de cada pessoa.”

E. Fromm

A criatividade não está fora de nós, aguardando uma chamada para se apresentar. Está em nós e é nossa responsabilidade abrir espaço para cultivá-la, estimulando-a a crescer.

“Liberdade significa responsabilidade.

É por isso que tanta gente tem medo dela.”

G.B. Shaw

Interligação 4

“Criatividade é o encontro do homem

intensamente consciente com o seu mundo.”

R. May

“Criatividade é o processo

de transformação pessoal do meio.”

S. de la Torre

Ser criativo, portanto, é estar aberto para o viver, sem restrições no pensar e no sentir e com confiança no que se pensa e sente. Abrindo espaço para a criatividade, podemos ser e nos expressar mais plenamente. Atuando de forma criativa, contribuímos, consciente e alegremente, para a transformação do mundo em que vivemos.

A criatividade está em nós,

mas, às vezes, não a encontramos.

Estará perdida?

A criatividade parece perdida quando a imaginamos fora de alcance, à disposição apenas dos gênios. A realidade demonstra que não é assim. Todos somos criativos. Então, se a criatividade está em nós, mas anda perdida, como encontrá-la?

Fractais - Detalhe - Vários

“Assim que você pensar que sabe como são realmente as coisas,

descubra outra maneira de olhar para elas.”

Robin Willians

O livre pensar abre espaço mental para muitas ideias. E uma ideia levará a outra, que levará a outra, que levará a… É o que ocorre quando nos dispomos a refletir sobre um assunto, conhecido ou não, sob diferentes perspectivas.

“Nunca saberás o bastante, enquanto não souberes

o que é mais que bastante.

W. Blake

A criatividade também pressupõe que nunca se sabe o suficiente sobre um assunto, mesmo que sejamos especialistas na área. Aceitar isso como um fato é a melhor forma de se abrir para novas descobertas.

“Tome-se outra vereda, e pronto.”

Cervantes

Muitas vezes, a criatividade se perde porque insistimos em seguir um mesmo e único caminho. Há tantos caminhos, vias, trilhas, atalhos, autoestradas, estradas secundárias… Fica até parecendo teimosia – “É ansim, ansim é!”, dizia e repetia uma velha tia – não permitir às nossas ideias passearem por outras veredas.

“Algo só é impossível até que alguém duvida

acaba provando o contrário.”

Einstein

Muitas vezes, a limitação do que é possível está em nossa cabeça. Basta duvidar, no entanto, da aparente impossibilidade, para que alguma ideia “maluca” apareça e nos dê uma pista para chegar àquela, considerada até então, inviável solução.

“Quem se senta no fundo do poço para contemplar o céu,

há de achá-lo pequeno.”

Han-Yu

 QUAL É A SUA PERSPECTIVA?

Mundo quântico 4

Todos somos criativos. Somos criativos, mesmo sem saber. Quando sabemos, então, fica mais fácil.Aí, depende exclusivamente de nós dar a esse veio de ouro, finalmente encontrado, o tratamento que merece, para dele obter uma riqueza, capaz de nos sustentar por toda a vida!

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Os outros sentidos das palavras

Uma boa escolha de palavras, ou seja, a utilização de um vocabulário adequado (à mensagem e ao público ao qual a mensagem se destina), é de grande valia para o desenvolvimento de um texto claro, preciso, “colorido”, capaz de envolver, esclarecer e persuadir o leitor e de incentivá-lo a refletir.

Já vimos por aqui alguns recursos que nos permitem ampliar nosso vocabulário e usar, com inventividade, as palavras e os sentidos das palavras, visando estimular a imaginação do leitor.

Agora, vamos voltar às palavras, buscando observar outros de seus sentidos, ainda não revelados, que podemos aproveitar em benefício de nossos textos.

SENTIR AS PALAVRAS

A proposta é incentivar você a “sentir” as palavras, além de entendê-las. Isso porque as palavras podem “soar” ou ser percebidas de diferentes formas – alegres, animadas, duras, melancólicas… -, possibilitando sua utilização em outros, até então, insuspeitados sentidos.

Vamos experimentar?

Relacione quantas palavras quiser para cada uma das categorias a seguir, de acordo com o “som” ou a “sensação” que a palavra suscita em você.

QUENTES

MELANCÓLICAS

PERFUMADAS

RITMADAS

DELICADAS

DURAS

COLORIDAS

Exemplo:

Para a categoria Quentes, escolho, de acordo com a sensação que tenho ao ouvi-las ou ao escrevê-las, as seguintes palavras:

Vulcão

Camelo

Sangue

 

Espesso

Corpo

Para a categoria Duras:

Cortante

Grito

Tragédia

Ruptura

Perda

Para a categoria Perfumadas:

Morango

Jasmim

Sândalo

Aroma

Amanhecer

“SINTA” AS PALAVRAS,

PARA PODER TORNÁ-LAS

SUAS CÚMPLICES.

DEFINIÇÕES ENFÁTICAS

Agora que você “sentiu” as palavras de um outro jeito, tente aproveitar mais esse recurso para escrever definições para alguns conceitos (você tanto pode optar por uma definição literal – o que o conceito quer dizer -, como por uma definição pessoal, subjetiva – o que o conceito significa para você).

Em um ou em outro caso, procure usar palavras apropriadas, que “soem” de acordo com o sentido (literal ou subjetivo) do conceito.

Exemplo:

Vou definir o que a palavra Caos significa para mim (preferi o conceito subjetivo ao literal). Como o sentido dessa palavra me remete a algo áspero, duro, melancólico etc., vou procurar, ao escrever sobre o tema, utilizar palavras duras, melancólicas etc. Assim:

CAOS: Ruptura, explosão, tudo ruiu, nada restou. Talvez ainda sobre uma esperança: de que não haja vazio algum, de que a perda seja aparente, de que a luz esteja apenas escondida atrás da densa escuridão.

Observe como a escolha de palavras apropriadas (ruptura; explosão; tudo / nada; ruiu; restou; vazio; perda; aparente; apenas; escondida; densa; escuridão) valorizam, fazem vibrar, dão colorido ao teor (melancólico, áspero, duro) da mensagem.

AGORA É A SUA VEZ!

Defina cada um dos conceitos a seguir, utilizando as palavras apropriadas:

PLENITUDE

 

FRÁGIL

 

CAOS

 

ROTINA

 

SAUDADE

 

OUSADIA

 

FELICIDADE

 

Não deixe de ver também:

A ARTE DE VIRGULAR, um guia prático para o uso da vírgula.

Pratique a poesia

Pode-se dizer que há dois tipos básicos de apresentação dos textos. São eles:

Prosa – texto corrido, a expressão natural da linguagem escrita, que não está sujeita a métricas, versos ou outro tipo de cadência ritmada. É a linguagem objetiva, direta, usual, típica das conversas.

Poesia – texto composto por versos (livres ou com rima), frases justapostas, que obedecem a um ritmo, possuem uma harmonia intrínseca. É a linguagem subjetiva, emocional, que possui ritmo próprio. Verso: cada frase de um poema.

Vamos praticar a escrita de textos poéticos?

Um exemplo:

Tendo como inspiração a imagem de um Girassol, busco, mentalmente / emocionalmente, palavras que combinem com a figura (a partir das minhas referências pessoais). Em geral, vêm à tona substantivos, adjetivos e verbos.

No meu caso, associei a figura a:

sol; girar; rodopio; luz; amarelo; calor; beleza; natureza; infinito; mistério; vida; prazer de viver; instante; momento; felicidade; força; realização.

Contemplo de novo a imagem e deixo que essas palavras, que anotei à parte, me conduzam a uma linha de raciocínio.

Defino, então, que vou escrever sobre a flor na perspectiva do astro que lhe cedeu o nome – o sol -, explorando as semelhanças e as diferenças existentes entre um e outro.

Assim:

Sobre astros e flores

Gira, rodopia, em calor amarelo, caramelo, o sol,

no infinito sem cor definida,

a não ser a do mistério.

Cá embaixo, presa na terra

a flor amarela, de calor tépido, embeleza

o amarronzado, o chão árido, o olhar tristonho.

Gira o sol sempre.

Girassol de vez em quando.

Repare que, para escrever um poema ou uma mensagem poética, o mais importante não é a rima, mas sim o ritmo que permeia todo o texto.

Esse ritmo é resultado da harmoniosa integração entre a sequência de ideias (conteúdo) e a sequência de frases que expressam essas ideias (forma), a partir da utilização de recursos como o som e o sentido das palavras, e a divisão dos versos.

Veja como esses recursos foram aproveitados na mensagem poética do exemplo:

SOM DAS PALAVRAS

“Gira, rodopia, em calor amarelo, caramelo, o sol,”

sons parecidos: gira, rodopia

calor amarelo, caramelo

som dissonante: o sol

“a flor amarela, de calor tépido, embeleza”

sons parecidos: a flor amarela / embeleza

 

 

“o amarronzado, o chão árido, o olhar tristonho.”

sons parecidos: …zado, árido

som dissonante…onho

SENTIDO DAS PALAVRAS

 

“no infinito sem cor definida,

a não ser a do mistério.”

sentidos opostos: infinito (sem definição) / definida (com definição)

sentido complementar: mistério (definido ou não, tudo é mistério)

“o amarronzado, o chão árido, o olhar tristonho.”

sentidos similares das palavras:  o amarronzado (escuro) / o chão árido (desesperançado) / o olhar tristonho (melancólico).

DIVISÃO DOS VERSOS

A divisão dos versos se dá em três sequências :

Ritmo da primeira sequência

primeira frase longa; segunda frase média; terceira frase curta

“Gira, rodopia, em calor amarelo, caramelo, o sol,

no infinito sem cor definida,

a não ser a do mistério.”

Ritmo da segunda sequência

quarta frase curta; quinta frase média; sexta frase longa

“Cá embaixo, presa na terra

a flor amarela, de calor tépido, embeleza

o amarronzado, o chão árido, o olhar tristonho.”

Ritmo da terceira sequência

sétima frase curta; oitava frase longa

“Gira o sol sempre.

Girassol de vez em quando.”

Agora é a sua vez!

Mas não se preocupe em avaliar som, sentido, e divisão de versos ANTES de escrever.

O importante, nesta fase, é se soltar, permitir-se dizer. Para isso, siga os passos sugeridos no exemplo e DEPOIS faça uma análise de seu texto, para ajustar (caso necessário) o ritmo.

Para conferir o resultado, LEIA em voz alta (com pausas para a respiração e com a ênfase apropriada) sua mensagem poética. O que você vai querer saber?

Se o seu texto passou uma mensagem (mesmo que não seja aquela exatamente que você havia se proposto a passar, porque poesia é assim mesmo: estimula variadas interpretações). Se o seu texto soa de forma agradável (tem ritmo, melodia, sonoridade).

Independentemente do resultado que venha a obter, escreva várias mensagens poéticas, utilizando diferentes figuras – fotos, recortes de revista, ilustrações de livros, cartões postais etc. – que sejam do seu agrado e, em especial, revelem-se fontes de inspiração (porque são imagens que “mexem” com você, seja no nível racional, seja no nível emocional).

Isso é prática e só a prática nos leva ao aprimoramento.

 

Não deixe de dar uma olhada nesta dica de redação:

A ARTE DE VIRGULAR

um guia prático de utilização da vírgula.

O enigma dos paradoxos

Para conquistar desenvoltura na redação, nada melhor do que exercitar a mente. Nesse sentido, resolver aparentes  “enigmas” pode se revelar um ótimo começo.

A proposta é trabalhar com paradoxos – afirmações que trazem em si um antagonismo, uma contradição de ideias. Por ser como são, mostram-se extremamente estimulantes para o pensar. Frente a um deles, ficamos intrigados e motivados a tentar desvendar o ponto de vista que tão bem encobrem.

Exercite-se e divirta-se, seguindo os passos adiante:

  • Considere cada um dos paradoxos, relacionados abaixo, um enigma, um mistério, que você vai tentar desvendar por escrito.
  • Leia, reflita e “pince” as ideias contraditórias que cada um deles traz.
  • A partir da descoberta dessas ideias contraditórias, tente encontrar, em suas referências pessoais, comparações que possam sustentar esse antagonismo, ou seja, que o expliquem, que o façam ter sentido para você.
  • Encontrada uma referência, que desvende a aparente contradição, pergunte-se se você concorda, ou não, com a afirmação contida no paradoxo.
  • Escreva as razões que o levaram a chegar a essa conclusão (concordar ou não).

SÓ O EFÊMERO TEM VALOR DURADOURO.

Ionesco / Teatrólogo


A ARTE É UMA MENTIRA

QUE FAZ A GENTE CAPTAR A VERDADE.

Picasso / Pintor


AQUI TODAS AS NORMAS PODEM SER DESOBEDECIDAS,

MENOS ESTA.

(Paradoxos citados em “Um Toc na Cuca” / Livraria Cultura Editora)


Exemplo de uma abordagem

  • Vou tentar desvendar o seguinte paradoxo:

O POUCO QUE SEI, DEVO À MINHA IGNORÂNCIA.

  • Leio, reflito e “pinço” as ideias contraditórias:

1)  Como a ignorância – que é um “não saber” – pode me levar a saber alguma coisa, mesmo que pouco?;

2)  Se sei pouco, como posso me vangloriar da minha ignorância, como se ela tivesse sido um estímulo?

Observe que procuro, ao “pinçar” as ideias contraditórias, explorar a afirmação por diferentes ângulos, para tentar entendê-la; e esses diferentes ângulos se definem a partir das minhas referências pessoais, ou seja, outra pessoa, ao analisar o mesmo paradoxo, poderia seguir por caminhos diversos daqueles que escolhi; e ambos estaríamos certos, cada um com a sua verdade, com o seu nível de entendimento.

  • Dos dois ângulos de abordagem que escolhi para analisar o paradoxo, faz mais sentido para mim o primeiro: como a ignorância – que é um “não saber” – pode me levar a saber alguma coisa, mesmo que pouco?
  • Procuro, então, entender essa contradição a partir de alguma comparação, de uma linha de raciocínio, tal como: se não sei determinado assunto e aceito, com humildade, essa condição, a tomada de consciência sobre minha ignorância torna-se um estímulo para que eu deixe de ser ignorante. Vou atrás da informação, da história, do conhecimento e aí passo a saber.
  • Percebo, contudo, que frente à imensidão do que não sei, o que acumulei de conhecimento hoje ainda pode ser considerado pouco.
  • Assim, faz sentido dizer que “o pouco que sei deve-se à minha ignorância”.
  • Posso expressar esse entendimento por meio de uma reflexão.  É a sina do homem: ele avança, avança, movido por sua curiosidade e “sede” de saber e tem seu orgulho intelectual sempre vencido pela imensidão de tudo o que ainda não sabe.

AGORA É A SUA VEZ!

Para conferir o resultado, leia o paradoxo e a conclusão a que chegou para uma pessoa em cuja opinião você confie. O que você vai querer saber?

Se sua conclusão tem lógica, se explica (com algum sentido) o paradoxo, mesmo que você ou a pessoa que o ouviu não concordem com a afirmação expressa no paradoxo.

Se quiser, compartilhe seus resultados no “Deixar um comentário” deste blog. Aguardo sua participação!

Algo só é impossível até que alguém duvida e…

De acordo com Einstein, “algo só é impossível até que alguém duvida e acaba provando o contrário”. A história de Thomas Edison, um gênio tão criativo, determinado e autoconfiante quanto Einstein, ilustra bem esse pensamento. Veja, a seguir:

 

ThomasEdisonOKThomas Alva Edison, o famoso inventor da lâmpada elétrica, do fonógrafo, do projetor de cinema… não foi um homem que se contentasse com pouca coisa. Em 1876, com 29 anos de idade, criou o laboratório de Menlo Park, em Nova Jérsei, o primeiro nos Estados Unidos destinado à pesquisa industrial. Disse, então, que desejaria inventar uma novidade a cada dez dias. Não ficou muito longe de sua meta. Quando morreu, em 1931, com 84 anos, havia patenteado cerca de 1.300 invenções, avaliadas em 25 bilhões de dólares, recorde do qual nem sequer se aproximou qualquer outro inventor.

Ninguém diria, no entanto, que aquele rapaz pobre, sem estudos ou amigos influentes, nascido em Milan, Ohio, no ano de 1847, alcançaria fama e fortuna baseado apenas em seu próprio esforço, inteligência e engenhosidade.

Chamado de “retardado” por seu professor da escola primária por ter um jeito diferente de se interessar por tudo e de fazer perguntas, acabou estudando com a mãe, em casa. Começou a trabalhar como jornaleiro em um trem, que ligava Port Huron a Detroit, com 12 anos de idade. Aos 15, atuava como telegrafista e, com 21, fazia sua primeira invenção – um dispositivo de registro mecânico dos votos. Logo a seguir, construiu um indicador automático de cotações e o ofereceu ao presidente de uma importante firma de Wall Steet. Queria 5 mil dólares pelo invento, mas não teve coragem de pedir. Deixou por conta do cliente, o que foi muito melhor, pois recebeu 40 mil dólares.

Edison não foi um cientista, no sentido estrito da palavra. Mas soube, com muita criatividade, tirar proveito prático e útil dos avanços científicos, propiciando às pessoas uma vida melhor.

Curiosidade: Conta a lenda que Thomas Edison, ao enfrentar o desafio de obter luz por meio da energia elétrica, fez algo em torno de três mil testes para chegar aos componentes da lâmpada ideal. Os integrantes de sua equipe,  por volta do teste de número 2.500, já estavam desanimados. “Nunca conseguiremos”, reclamavam. Para Edison, no entanto, essa frase desesperançada não fazia o menor sentido. Ele preferia: “Agora sabemos 2.500 formas de não fazer a lâmpada elétrica. Estamos, portanto, muito mais próximos da solução”.

 

“O gênio trabalha com 1% de inspiração

e 99% de transpiração.”

Thomas Edison

 

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