Prosa, poesia, conexões quânticas, dicas de redação e de leitura, comentários, reflexões… Palavras em infinito movimento!

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Como chegamos aqui…

Anos 70. Estávamos nós confortavelmente instalados em nossos escritórios, batucando em nossas possantes máquinas de escrever, quando começamos a perceber um movimento diferente à nossa volta. Era a tecnologia que avançava, a passos de gigante, e se apossava de grandes e climatizados espaços, que começamos a chamar, mantendo respeitosa distância, de centros de computação.

Entre as palavras que ouvíamos, zunindo ao redor de nossa discreta atenção, estavam supercomputadores, arquitetura mainframe, informática, linguagem codificada e dados, muitos dados, que eram processados silenciosa e regularmente mesmo quando tudo mais repousava, indiferente. 

Anos 80. Já nos acostumáramos à ideia dos enormes processadores de informação, que nos livravam de tarefas burocráticas, detalhadas, até então contabilizadas, registradas manualmente. Continuávamos, no entanto, a batucar em nossas máquinas de escrever, agora também em versão eletrônica, suave ao toque, com alguns recursos a mais, mas ainda assim de possibilidades, rítmicas e outras, limitadas.

O zunzum informático era agora sobre a possibilidade de aqueles gigantes mastigadores de dados não mais se contentarem em se manter dentro de suas fronteiras. Com certo receio, mesclado de excitação, aguárdavamos o momento em que, de alguma forma, se introduziriam em nossas vidas.

Anos 90. Continuávamos a batucar em nossas máquinas de escrever, mas já sem muito entusiasmo, pois havia um novo apelo no ar, denominado incialmente de computador doméstico e, depois, de computador pessoal.A adequação do conceito de informatização para todos fora concluída. O grande processador de dados virara, em sua versão micro, uma ferramenta, um utilitário, que se poderia ter em casa.

Para quem trabalhava com texto, aquela ferramenta representava uma prévia do paraíso.  Era possível digitar as ideias e apagar o que não ficasse bom; movimentar uma frase, uma palavra, um parágrafo, do começo para o meio, do fim para o início; corrigir uma palavra, pontuar melhor, sem necessidade de ter de fazer tudo de novo, como antigamente, e ir amontoando, ao lado, folhas e folhas de papel amassado. 

Tudo bem que o monitor era de fósforo verde e que havia muitos fios e conexões e que era preciso uma impressora, fitas para impressão e papel de formulário contínuo… Não mais o batuque ritmado, mas o tec tec do teclado e o barulho em baixo profundo da lenta impressora. O cara a cara com a tecnologia era até mesmo um pouco assustador. “Se eu teclar aqui, apertar ali ou olhar torto, a máquina explode?”, perguntávamos.

Anos 90 (ainda), mas com jeito de século XXI. Enquanto teclávamos, confortavelmente instalados em nossos escritórios, e mirávamos embevecidos aquela maravilha tecnológica à nossa frente, outra onda de novidades começava a crescer, rapidamente se tornando enorme, quase a ponto de nos engolfar.

O como parecia muito confuso, mas, de fato, não havia necessidade de muitas explicações, porque por intermédio do computador podíamos, agora, “acessar” – um novo termo que impregnou nossas vidas a partir dali – informações, jogos, programas… Podíamos bater papo “on-line” – outra expressão que passou a fazer parte de nosso dia a dia (quantos namoros nos “chats”, hein?); mandar e receber “e-mails”… E sequer imaginávamos que isso seria só o começo.

A internet –  que havia começado, como conceito de rede de computadores, nos EUA, com os militares defendendo suas informações de possíveis ataques na época da Guerra Fria – ganhara corpo, teórico e prático, no meio acadêmico e extravasara pelo mundo, em especial pelas mãos e mentes, afinadas com o futuro, de uma geração de jovens e ambiciosos empreendedores.

Abrira espaço com a ideia, desenvolvida por Tim-Berners Lee, inventor do conceito de hiperligação, e sua equipe no CERN – Centro Europeu de Investigação Nuclear, da World Wide Web, rede de alcance mundial, o nosso hoje muito familiar WWW.

De repente, porque foi tudo mesmo muito rápido, não estávamos apenas digitando, mas “navegando” por um mundo novo, denominado virtual. Não por isso – por ser virtual – menos interessante ou consistente. Ao contrário.

Para o homem do século XXI, a internet possibilitou um avanço pela informação até então jamais imaginado. Aproximou pessoas, facilitou a troca de ideias, o trabalho à distância… E está mudando nossa visão de mundo, a maneira como cada um de nós vê e entende a vida.

O processo fora concluído. Aquela maravilhosa ferramenta transformara-se em meio de locomoção. Algo assim como estarmos em animada conversa pelo computador, utilizando um software de comunicação, e ao surgir uma dúvida sobre um assunto ligado à arte, por exemplo, dizermos com absoluta naturalidade: “Vou dar uma passadinha no Museu do Louvre, para esclarecer o assunto, e volto já!”.

 

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Gerações em conflito: o X (ou o Y) da questão

A correria da vida moderna, o avanço tecnológico que vivenciamos atualmente, a luta cada vez mais acirrada pela sobrevivência e a manutenção, a qualquer preço, de um status quo de nível elevado são alguns dos fatores a provocar um choque entre as gerações, talvez mais perceptível no âmbito do trabalho.

De acordo com um estudo realizado por pesquisadores do IESE – Escola de Administração de Empresas da Universidade de Navarra, na Espanha, e publicado na edição de setembro/outubro de 2008 da HSM Management, quatro gerações convivem no mercado de trabalho atual: “Tradicionais” (os nascidos até 1950); “Baby-boomers” (os nascidos entre 1951 e 1964); “Geração X” (os nascidos entre 1965 e 1983) e “Geração Y” (os nascidos a partir de 1984).

Os representantes de cada geração compartilham um conjunto de vivências históricas, que determina os valores comuns e sua visão de mundo, revelada por aspirações e comprometimentos diferentes em relação ao que esperar da vida, hoje e no futuro. O ponto comum é que todas se ressentem do “choque cibernético”. Contudo, são as gerações X e Y as mais afetadas diretamente.

O passado não existe

Enquanto a geração X acompanhou, de forma gradual, e mesmo influenciou ou foi responsável pelo avanço tecnológico que conhecemos hoje, os integrantes da geração Y nasceram em um mundo no qual toda essa tecnologia parece ter sempre existido e, em função disso, o passado, onde tudo precisou ser conquistado passo a passo, não faz muito sentido, de acordo com sua perspectiva.

Para surpresa dos integrantes da geração X, as mudanças e os avanços que vivenciaram, acrescidos de um histórico de rupturas e conflitos sociais, como a queda do Muro de Berlim, o movimento hippie, o aparecimento da AIDS, entre muitos outros, ficaram ultrapassados em menos de 10 anos e não são reconhecidos pela geração Y, que os considera apenas, de forma abrangente, uma “antiguidade” a mais.

A geração Y caracteriza-se, assim, como uma geração do curto prazo, do imediatismo, e também “da internet”, acostumada à diversidade, à variedade e às tecnologias que mudam de forma contínua e vertiginosa. São jovens com acesso à informação como nunca se viu e que tiveram, por conta da visão de mundo e, muitas vezes, do sacrifício pessoal dos pais, uma educação esmerada, que lhes possibilitou ampla gama de opções profissionais.

Proteção e conforto

Trata-se, igualmente, de uma geração “protegida”, uma vez que a questão da segurança, em todos os níveis, tem sido uma das grandes preocupações da geração X. Tendem, por isso, como explicita o estudo, a ser alegres, seguros de si e cheios de energia, e a ficar, por muito mais tempo, em função do bem-estar social e econômico a que foram acostumados, dependentes da família. É uma geração que esbanja certezas. Não reivindica, mas executa a partir de suas decisões, blogs e twitters. Não polemiza ou pede autorização, apenas age.

No mercado de trabalho, como demonstram os pesquisadores do IESE, os interesses de ambas as gerações são muito diferentes. Enquanto para a geração X, além de uma forma de sobreviver economicamente, o trabalho deve ser fonte de satisfação e de desenvolvimento pessoal, para o jovem universitário da geração Y o importante é vincular seu salário à conquista dos objetivos que traçou para si mesmo e que podem não estar circunscritos a um emprego. Seguros de sua capacidade de realização, procuram conciliar, sem perder qualidade de vida, os interesses pessoais com os profissionais.

Os representantes da geração Y revelam iniciativa e capacidade de resolver problemas. Sua pergunta natural diante de um desafio costuma ser: “Por que não?”. Vão bem em ambientes criativos e reivindicam, por serem mais individualistas que os das gerações anteriores, autonomia em suas opiniões e atuações. Preocupam-se, igualmente, com o social, verificando o que aquele trabalho ou aquela empresa oferece de benefício efetivo para a sociedade. É uma geração de resultados, não de processos, como a anterior.

Pontos de interrogação

O estudo do IESE focaliza a preocupação dos empregadores em atrair e manter esses jovens Y, realçando que “não é fácil despertar neles um sentido de fidelidade à empresa ‘para a vida toda’ ”, mas que, em contrapartida, podem oferecer às empresas “alto nível de formação; iniciativa e criatividade, além de resultados”.

Em certa medida, como finaliza o estudo, a geração Y roubou os sonhos da geração X e a destronou antes que houvesse tempo para uma reação, deixando algumas perguntas no rastro do conflito. Que traços marcarão os integrantes da geração seguinte? Como a geração Yvai reagir se a próxima geração, que poderia ser chamada de Z, desbancá-la antes do tempo, como ela fez com a geração X?

Prefiro concluir com uma reflexão mais filosófica, acreditando que, seja no âmbito familiar ou do trabalho, as gerações X e Y vão encontrar um modo de conviver pacificamente. Para isso, é preciso aceitar as diferenças e, talvez, até mesmo, no caso da geração X, repensar seus valores, uma vez que as concepções de vida da geração Y são fruto direto da educação recebida de seus pais. A orientação da geração X, nesse sentido, foi a de oferecer aos filhos um mundo melhor, em que a preocupação social e a realização pessoal, independentemente de um vínculo de emprego, fossem suas principais características. Ao que tudo indica, alcançaram seus objetivos.

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Impressos X internet na comunicação empresarial

impressosxinternet

Houve um tempo em que os impressos dominavam o mundo, e funcionavam muito bem. Só que dependiam de muitas etapas para se concretizarem – redação, diagramação, impressão, distribuição… Ao fim de todas elas, as notícias alcançavam os públicos de interesse, cumprindo eficazmente o objetivo de informar, orientar e esclarecer, o principal propósito das publicações corporativas, mas chegavam “frias”. Não eram mais novidade.

A notícia “quente” já teria sido divulgada, em tempo mais próximo do real, pela imprensa, pelos canais de relações públicas e propaganda, ou mesmo, se fosse o caso, por intermédio de um memorando interno.

No século XXI, a comunicação com os públicos de interesse continua tão imprescindível quanto sempre foi. Contudo, em relação aos recursos, quanta diferença…

Primeira e grande diferença: comunicação em tempo real, seja para públicos de interesse, para a imprensa ou para o público interno. Segunda: custos substancialmente reduzidos, com a utilização de recursos disponíveis na rede. Terceira: redução de quantidade e de complexidade das etapas de produção da comunicação, com a consequente diminuição de erros no processo. Quarta: quantificação de retorno da comunicação, com o apoio de instrumentos disponíveis na internet. Quinta: interatividade, significando comunicar, obter retorno e poder esclarecer, informar mais, orientar e cativar o cliente, efetivo ou potencial.

Para as empresa, os meios atuais de se relacionar com seus públicos de interesse são os próprios sites, blogs corporativos, newsletters eletrônicas, redes sociais… Informação em tempo real, baixo investimento, simplicidade na produção da comunicação, quantificação precisa do retorno obtido e interatividade.

Blogs corporativos

Conhecido como a “newsletter dos tempos modernos”, o blog surgiu por volta de 1997 e sua denominação foi cunhada pelo norte-americano John Berger, originando-se da união dos termos web (rede) e log (diário, arquivo, registro de atividades) – weblog –,  logo reduzida para blog, a partir da criativa brincadeira de um internauta, que desmembrou o termo original, transformando-o em “we blog” (nós blogamos).

O início da “onda” dos blogs ocorreu em 2000. Sete anos depois, somavam 100 milhões e, em 2008, com 1,5 bilhão de internautas contabilizados em todo o mundo, segundo a União Internacional de Telecomunicações (UIT), calcula-se que metade deles acesse regularmente blogs.

Para as empresas, os blogs acabaram por se revelar uma excelente ferramenta de relações públicas, ajudando a fortalecer o relacionamento da organização com seus públicos de interesse estratégico – de funcionários, clientes e parceiros a mídia e consumidores em geral – e cooperando para destacá-la nos rankings de busca da rede (Google, Yahoo! etc.). E, como vimos anteriormente, com muito mais vantagens em relação às publicações impressas – como interatividade, informação em tempo real e baixo custo.

O que poderia ser melhor? Por enquanto é isso, mas, com certeza, outras novidades surgirão. Afinal, “navegar é preciso…” e não  sabemos o que mais vamos encontrar pela frente! 

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