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Tudo o mais é poeira de estrelas

imagensnasapoeira5Aceitar o que é.

Nada mais difícil.

Pois o que é, em geral, não tem nada a ver com o que gostaríamos que fosse.

Voltamos ao passado, em busca da pessoa, pessoas ou situações que nos trouxeram a esta realidade de que não gostamos e que, por isso, não aceitamos.

Se ele/ela tivesse agido de outro modo comigo; se eu tivesse reagido de outra forma àquela situação; se eu tivesse me posicionado de um jeito diferente…

Talvez nos projetemos no futuro, em busca daquela realidade que gostaríamos de vivenciar hoje.

Quando eu tiver isto ou aquilo, poderei me posicionar como quero; quando tiver isto ou aquilo, tudo vai mudar; quando alcançar o que quero, as pessoas vão ver como sou de fato…

Enquanto vivemos no passado ou no futuro, o presente escorre por entre nossos dedos, desaproveitado. E nos sentimos tristes, desanimados, frustrados, infelizes.

Aceitar o que é tem a grande vantagem de nos dar base sólida para qualquer mudança que queiramos fazer em nós e em nossa vida.

Tudo o mais é poeira de estrelas.

O ponto de vista do observador

knutunico1Ser rejeitado, qualquer que seja a circunstância, é um sentimento doído, que abala a confiança em si mesmo e põe por terra toda a autoestima construída com tanto esforço.

Não importa muito de onde vem a rejeição – familiares, amigos, colegas… -, o que importa é a dor sentida e a forma como lidamos com isso.
Toda essa imensa mágoa, no entanto, talvez pudesse  se resumir a uma questão de perspectiva. Quem é o observador?

  

Ao estudar o microcosmo dos elementos atômicos – componentes essenciais do tecido formador da realidade em que vivemos – os cientistas estranharam o comportamento das partículas – os microscópicos “pontos” de matéria que compõem a estrutura do átomo. Ao fazer experiências, observaram que as partículas podem se comportar simultaneamente como ondas.

Buscando detectar quando os elementos atômicos agiam como partículas e quando se comportavam como ondas, os estudiosos foram surpreendidos com a constatação de que só dependia deles obter um ou outro resultado.

Verificaram que a natureza do comportamento dos elementos atômicos se estabelecia pela expectativa expressa do observador. Onde se esperava encontrar partículas, lá estavam elas; onde se esperava encontrar ondas, também lá estavam elas.

Era como se o esperado se refletisse na experiência ou, explicado de outra maneira, não existiriam propriedades objetivas na realidade, independentes da mente do observador. A esse “fenômeno” foi dado o nome de “colapso da função de onda”.

 

Quem é o observador quando nos sentimos rejeitados? Nós ou o outro?

Será que estamos partindo do ponto de vista do que pensamos sobre nós ou do que supomos que o outro pense sobre nós? Há de fato uma rejeição ou simplesmente um “não estou nem aí”. Isso porque o outro – e somos o outro em muitas situações – tem mais com o que se preocupar, como suas próprias inseguranças e medos.

Assim, será vantajoso dar ao outro – um ser humano tão cheio de incertezas quanto nós – esse tremendo poder? De decidir, avaliar, dar peso e forma ao nosso valor?

Cultivar a rejeição só parece ser vantajoso quando se transforma em justificativa para não olharmos para nós mesmos, em busca do nosso próprio valor.

 “Pois o que é tudo senão o que pensamos de tudo?”
em poema de Álvaro de Campos / Fernando Pessoa

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