Prosa, poesia, conexões quânticas, dicas de redação e de leitura, comentários, reflexões… Palavras em infinito movimento!

Posts marcados ‘Antiguidade’

Medo de escrever… Quem não tem?

Medo de escrever todos temos. E não é que há uma razão (histórica) para isso? Tudo começou há cerca de 2 milhões de anos, no período chamado de Paleolítico ou, mais informalmente, na Idade da Pedra Lascada.

Com o despertar da consciência, alguns de nossos ancestrais primatas deram-se conta de que, além do instinto, também podiam agir por vontade própria. Estimulados por essa descoberta, iniciaram um novo tipo de relacionamento com os demais seres e com o ambiente à sua volta.

homo-sapiens300okComeçaram a utilizar objetos de osso e pedra como ferramentas e armas; aprenderam a acender, a manter e a empregar o fogo e desenvolveram a fala, de forma natural, como um meio mais eficiente de se comunicar e de obter resultados.

O auge dessa fase evolutiva ocorreu cerca de 500 mil anos atrás, com o surgimento do Homo sapiens, que deu origem à linhagem do homem atual. Entre outras conquistas, esse nosso antepassado longínquo foi capaz de se fixar numa terra apropriada e dela tirar, por meio do cultivo de plantas e da domesticação de animais, o seu sustento. Também conseguiu perceber as vantagens de se unir aos seus iguais, com eles formando povoados, cidades e as primeiras sociedades organizadas.

Com o nascimento das civilizações – por volta de 4.000 a 3.000 anos a.C. -, o homem sentiu necessidade de ampliar sua capacidade de comunicação. Até então, a fala e a memória tinham sido capazes de preservar e de difundir o conhecimento acumulado pelas tribos e grupos que viviam em sociedades mais simples.

A história, os mitos, as lendas, as crenças, enfim, a sabedoria e a cultura de cada povo eram transmitidos pelos mais velhos aos mais jovens em conversas ao redor da fogueira ou em outros lugares igualmente aconchegantes ou mágicos.

O surgimento da civilização, no entanto, modificou a maneira tradicional como as pessoas agiam na realidade e interagiam com ela. As sociedades da Antiguidade ampliavam-se continuamente e havia que registrar, contabilizar, definir normas legais e de convivência social, difundi-las, fazê-las cumprir… Como conseguir isso sem um meio pelo qual a palavra falada pudesse ser convertida, de forma a tornar-se fixada e facilmente transmissível?

O desenvolvimento da escrita, em duas vertentes distintas – ideográfica e  fonética -, foi a resposta a essa nova demanda do homem em constante evolução. 

escrita-pictorica-britishmuseum300

Na vertente ideográfica, a escrita era composta por signos pictóricos (desenhos, símbolos), que representavam, conceitualmente, objetos ou ideias. Os sumérios foram os primeiros a criar um sistema de escrita pictórico, por volta de 3.400 a.C..

Na vertente fonética, os signos começaram a representar os sons,alfabetofenicio300 com os quais objetos e ideias eram conhecidos no falar típico de cada povo. Deve-se aos fenícios a criação do primeiro alfabeto, com base na representação dos sons, cerca de 1.000 anos antes de Cristo. Era constituído por 22 signos, que permitiam escrever qualquer palavra.

A engenhosa simplicidade do sistema estimulou sua rápida assimilação por outros povos. O alfabeto fenício, aprimorado pelos gregos – que nele incluíram a notação dos sons vocálicos – e difundido pelos romanos, como parte de sua estratégia de dominação, tornou-se o ancestral comum dos demais alfabetos.

E o que isso tem a ver com o medo de escrever?

Conhecendo a história do falar e do escrever, percebemos que o que nos levou a desenvolver a escrita – a necessidade de fixar o que era, até então, só falado – nos levou também a temê-la, pois “o que se escreve, fica”. Essa, por sinal, é a razão de ser da escrita!

O que falamos nas conversas cotidianas, mais dia, menos dia, cai no esquecimento. O que escrevemos, não. Fica registrado e isso, com maior ou menor intensidade para cada um de nós, acaba significando uma ameaça. Sentimo-nos mais expostos e sujeitos a críticas. Isso  pode nos “travar”, mas também pode ser encarado como um desafio, que todos somos capazes de vencer.

 Escrever301

Um curso de redação pode ser de grande ajuda na superação desse desafio. Quem reside em Londrina ou cidades próximas, pode fazer um curso assim – instigante, estimulante e esclarecedor – comigo! Saiba mais clicando aqui.

Veja também: Redação em quatro etapas, uma miniaula para você!

 

Anúncios

A arte de viver, segundo Anselm Grün

Alguns pensadores do mundo contemporâneo são, para mim, filósofos da Nova Era. Seu pensar pode ter como fundamentação um viver religioso, como é o caso de Anselm Grün, 64 anos, doutor em Teologia e administrador da abadia beneditina de Münsterschwarzach, Alemanha. Ou não.

As origens desses novos pensadores são muito diversas, mas têm, como ponto comum – e aí vinculam-se aos primeiros filósofos de que temos notícia, os gregos da Antiguidade – a perspectiva “panorâmica” na forma de refletir sobre a vida.

Assim como os gregos antigos, os filósofos da Nova Era incluem em suas reflexões o concreto (a matéria, o que se pode medir, pesar etc.) e o abstrato (a energia, o espiritual, o que não se pode ver, mas sim sentir, intuir etc.).

Todos eles, filósofos da Nova Era, buscam mostrar o caminho do autoconhecimento e como, por meio dele, podemos viver melhor, ser mais felizes e, assim, contribuir de forma positiva para o mundo.

Olivrodaartedeviver150O Livro da Arte de Viver, de Anselm Grün, publicado pela Editora Vozes, é uma conversa, essencialmente carinhosa, feita de muitos temas e de pequenos tópicos, quase crônicas. Grün comenta sobre a felicidade e a importância de sermos o que de fato somos; sobre a busca da profundidade em todos os relacionamentos e a confiança no amor; sobre transformação, anseios e o viver – “viva em vez de ser vivido”, alerta. Também recomenda: “Aceite-se. Seja bom para você mesmo.”

Veja um trecho:

“O cerne da felicidade

Na minha juventude procurei imitar pessoas célebres. Queria ser tão erudito e tão perspicaz como o grande teólogo Karl Rahner e meu sonho era cantar tão bem como o brilhante tenor Fritz Wunderlich.

(…)

Hoje agradeço pelo que sou. Ainda me vêm à cabeça pensamentos como: ‘Gostaria de saber formular as questões tão bem quanto o fez Santo Agostinho’. Ou: ‘Oxalá eu conseguisse nas conversas manifestar meu pensamento com a mesma clareza que meu supervisor’. Quando percebo isto, procuro ficar comigo e dizer a mim mesmo: ‘Eu sou eu. E está bom assim como sou. Faço aquilo que estiver ao meu alcance’.

Quando consigo ficar totalmente em sintonia comigo mesmo e aceitar agradecido as capacidades que Deus me concedeu, mas ser grato também pelos limites que experimento, então pressinto de certa forma o que é a verdadeira felicidade. E mais: posso dizer a meu respeito que sou feliz. Está bom assim como está.

Sento-me despreocupadamente, respiro cadenciadamente e tenho prazer em sentir a vida, em perceber minha unicidade. Degusto a vida, saboreio a felicidade. Não preciso mudar nada com violência ou teimosia, não preciso trabalhar sempre duro em mim mesmo. Sou aquele que sou, incondicionalmente confirmado por Deus que me criou, formou e resguardou em seu amor. Então trago a paz em mim. Então tudo está bem.”

Anselm Grün

Não deixe de ver: Redação em quatro etapas, uma miniaula para você!

____________________________________________________________________________________________

Informática para a terceira idade

O avanço tecnológico vem acontecendo muito rápido. Por isso,  a geração mais velha às vezes se sente um pouco intimidada diante de um computador e das muitas maravilhas possibilitadas pela internet. Agora, no entanto, isso não é mais problema,  basta fazer um curso personalizado de informática (aulas particulares) com a Professora Berenice. Clique aqui para saber mais.

Nuvem de tags

%d blogueiros gostam disto: