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Tesouro

Eu tinha 12; você, 16.

Éramos crianças,

adolescentes,

ingênuos.

Mãos dadas, nenhum beijo,

só o entusiasmo da primeira paixão.

Separamo-nos não me lembro como,

nem a razão. Sei que segui viagem,

por difíceis atalhos, e que você guardou,

numa pequena arca, em lugar bem oculto

do seu coração, o amor

que não havia germinado.

Depois de muita dor e solidão

pelos caminhos e descaminhos da vida,

voltamos a nos encontrar,

movidos por intangíveis e misteriosas

lembranças. Abrimos juntos seu tesouro,

tão bem cuidado por 33 anos,

e descobrimos, emocionados,

que havia nascido uma flor.

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Serestar

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Sem identidade,

apenas um homem e uma mulher

num mergulho sem volta.

Nem joão, nem maria,

apenas um homem à procura

de seu limite máximo,

apenas uma mulher a se equilibrar

no fio solto

de suas amarras.

Nem ele, nem ela,

apenas um único ser

enquanto dura

o instante supremo do abandono.

Nem eu, nem você,

apenas os sonhos

a recobrir nossas peles,

apenas os corpos unidos

como num prolongamento,

apenas o ser e o estar fundidos

num longo e mágico momento.

 

Sem identidade,

apenas um homem e uma mulher

enrodilhados no sono.

 

 

Gradações do amor

Ondainterna2Do afeto

puro e simples

à compaixão,

esculpida com paciência

em nossos corações,

o amor

flui, transforma,

refaz,

frutifica,

em seu escorrer

pela alma.

Quando estanca,

translúcido,

no poço fundo

do nosso eu,

avança para o alto

até não ser mais contido,

num transbordamento

de luz.

A arte de viver, segundo Anselm Grün

Alguns pensadores do mundo contemporâneo são, para mim, filósofos da Nova Era. Seu pensar pode ter como fundamentação um viver religioso, como é o caso de Anselm Grün, 64 anos, doutor em Teologia e administrador da abadia beneditina de Münsterschwarzach, Alemanha. Ou não.

As origens desses novos pensadores são muito diversas, mas têm, como ponto comum – e aí vinculam-se aos primeiros filósofos de que temos notícia, os gregos da Antiguidade – a perspectiva “panorâmica” na forma de refletir sobre a vida.

Assim como os gregos antigos, os filósofos da Nova Era incluem em suas reflexões o concreto (a matéria, o que se pode medir, pesar etc.) e o abstrato (a energia, o espiritual, o que não se pode ver, mas sim sentir, intuir etc.).

Todos eles, filósofos da Nova Era, buscam mostrar o caminho do autoconhecimento e como, por meio dele, podemos viver melhor, ser mais felizes e, assim, contribuir de forma positiva para o mundo.

Olivrodaartedeviver150O Livro da Arte de Viver, de Anselm Grün, publicado pela Editora Vozes, é uma conversa, essencialmente carinhosa, feita de muitos temas e de pequenos tópicos, quase crônicas. Grün comenta sobre a felicidade e a importância de sermos o que de fato somos; sobre a busca da profundidade em todos os relacionamentos e a confiança no amor; sobre transformação, anseios e o viver – “viva em vez de ser vivido”, alerta. Também recomenda: “Aceite-se. Seja bom para você mesmo.”

Veja um trecho:

“O cerne da felicidade

Na minha juventude procurei imitar pessoas célebres. Queria ser tão erudito e tão perspicaz como o grande teólogo Karl Rahner e meu sonho era cantar tão bem como o brilhante tenor Fritz Wunderlich.

(…)

Hoje agradeço pelo que sou. Ainda me vêm à cabeça pensamentos como: ‘Gostaria de saber formular as questões tão bem quanto o fez Santo Agostinho’. Ou: ‘Oxalá eu conseguisse nas conversas manifestar meu pensamento com a mesma clareza que meu supervisor’. Quando percebo isto, procuro ficar comigo e dizer a mim mesmo: ‘Eu sou eu. E está bom assim como sou. Faço aquilo que estiver ao meu alcance’.

Quando consigo ficar totalmente em sintonia comigo mesmo e aceitar agradecido as capacidades que Deus me concedeu, mas ser grato também pelos limites que experimento, então pressinto de certa forma o que é a verdadeira felicidade. E mais: posso dizer a meu respeito que sou feliz. Está bom assim como está.

Sento-me despreocupadamente, respiro cadenciadamente e tenho prazer em sentir a vida, em perceber minha unicidade. Degusto a vida, saboreio a felicidade. Não preciso mudar nada com violência ou teimosia, não preciso trabalhar sempre duro em mim mesmo. Sou aquele que sou, incondicionalmente confirmado por Deus que me criou, formou e resguardou em seu amor. Então trago a paz em mim. Então tudo está bem.”

Anselm Grün

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Pensar positivo e o lado escuro da força

Pensamos…

E procuramos pensar de forma positiva, porque sabemos a força que o pensamento tem.

Mesmo assim, nada parece mudar ou muda muito pouco, quase como se arrastássemos um móvel de um lado para o outro, uma mudança mais estética do que fundamental.

Ficamos, então, um pouco decepcionados com essa história de pensamento positivo.

Por que não funciona comigo?, perguntamos.

Talvez estejamos nos esquecendo do lado escuro da força, o pensamento negativo, que parece ter vindo acionado desde quando nascemos ou que, por questões culturais e de história familiar, acaba por nos impregnar, de ponta a ponta.

Enfrentar o dark side é preciso

Enfrentar o dark side é preciso

É ele, o pensamento negativo, que, inconscientemente, limita nossa mudança. Queremos subir, mas ele nos puxa para baixo. Pensamos positivamente e com confiança, no nível consciente, mas a força do pensamento negativo, no inconsciente, age como um freio.

Uma forma de lidar com isso é a aceitação. Aceitar que seja assim. Quando aceitamos que o lado escuro da força existe e que age sobre nós, estimulamos os pensamentos negativos a virem à tona, ao nível consciente.

Ah, então eu quero isso, mas, na verdade, não me acho merecedor porque sempre agi “errado” neste aspecto, como poderia ser diferente agora?, refletimos.

Conhecer o pensamento negativo que limita nossos anseios é o primeiro passo para efetivamente “dissolvê-lo”. Aceitar que “erramos” é o segundo. O terceiro, e libertador passo, é perceber que qualquer que tenha sido nosso “erro” (ou, melhor do que erro, algo que fizemos e que não nos trouxe bons resultados), a possibilidade de repeti-lo está praticamente zerada, uma vez que nos tornamos conscientes dele. E consciência é tudo.

Nada melhor, portanto, do que fortalecer nossa consciência, pelo autoconhecimento; pela aceitação do que efetivamente somos; pelo amor a nós mesmos; pela compreensão em relação à forma como aprendemos; pelo respeito ao nosso jeito de ser… E pelo pensamento positivo, que nos ajuda a descobrir, caso haja algum, o pensamento negativo a ele associado. Assim, podemos “dissolvê-lo”, aceitando-o e integrando-o positivamente (como aprendizado) em nós.

Isso traz poder. O poder de estar em paz consigo mesmo, ao instituir um cessar-fogo entre o pensamento positivo e o negativo. E, estando em paz consigo mesmo, o poder de avançar pela vida com menos medo e mais resultados.

Soneto do amor eterno

perfisrosas

Um do outro distantes, somos apenas

lembranças que a memória confunde

Próximos, no entanto, sempre estaremos

enquanto vibrar o amor que nos une


Não importa que o fado, nesta vida,

nos seja desfavorável e, severo,

impeça as trocas de um afeto

que vem de longe e é sem medida


Pois, etéreo, o amor tende ao infinito

livre de amarras, torna-se eterno

forma indefinida, vira desejo e sonho


O amor, incompleto na realidade vivida,

paira acima das atribulações do mundo

como um estender-se sereno e profundo

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