Prosa, poesia, conexões quânticas, dicas de redação e de leitura, comentários, reflexões… Palavras em infinito movimento!

Arquivo para a categoria ‘Poemas, haicais e aquarelas’

Firmeza

Não é que tenha sido corajosa

frente às dificuldades,

apenas não desisti.

Construção 4

 

Contra a intimidação…

Poder

Para se contrapor às “carteiradas”, discriminações e outras formas de intimidação tão em moda no momento, e desde sempre, o importante é cultivar, preservar, manter, usar a:

DIGNIDADE

que significa, em linhas gerais:

Consciência do seu próprio valor e do valor de suas ações;

Respeito aos próprios sentimentos;

Amor-próprio.

Flor na calçada 2

Haicai 22

Pandemia – sentir no ar,

em todo lugar, o aroma

pungente do álcool em gel.

Vento e tempestade 2

Retrospectiva

Apesar dos muitos erros,

os acertos prevaleceram.

Flores ao vento 15 - Cópia

Mentoria

Chuva sobre campo de flores 1

É como a chuva

que faz a sua parte

– estimula a semente

a se abrir e a florescer –

e, depois, simplesmente

escorre em direção

à amplitude e à profundidade

das águas.

Rios 2

Haicai 21

 

Hoje, o céu fez uma “viagem”

daquelas, psicodélica,

e pintou-se todo de cores neon.

Cores neon 7

Haicai 20

 

SILÊNCIO À MESA DO JANTAR –

ENQUANTO CONVERSO COMIGO MESMA,

VOCÊ ME FAZ COMPANHIA.

Jantar em silêncio

 

O outro eu

Poema e gravura da designer e artista plástica Denise de Camargo (DD Camargo) que, para meu orgulho e alegria, é também minha filha muito querida.

Onde haverá de estar

Aquele que oculto em trevas

– Ou em luz –

Se atreve a ficar submerso

Escondido

Inalcançável

Em algum lugar do universo

Ao contrário

Inefável

Provavelmente perdido

E indefensável

Ego baldio

Rarefeito

Desencontrado

E vazio

Nessa cama desfeita

– E que não está pronta –

Para recebê-lo

Aonde caminha esse espectro

E por quais ruas etéreas se deixa levar?

Por debaixo da pele?

Na nuca, na retina dos olhos

No pensamento

Encontrará abrigo?

Ou refúgio, quem sabe

Na porta da aurora da morte

Com passagem sem volta

Para o outro eu

Que vencido pelo tempo

Resolva, finalmente, deixar de existir.

O outro eu (DD Camargo)

Contínuo espaço-tempo

Estava pensando

no dia de amanhã

como se já fosse hoje,

aí percebi que não é

o dia vigente,

ou qualquer outro dia,

que chega,

mas a mente

que escorrega

para a frente.

Dias da semana OK

Crônica do Tempo

 

Porque roubaram o frescor das árvores e das águas,

o inverno se tornou irreconhecível

Porque deixaram a Terra ser irremediavelmente ferida,

a primavera enlouqueceu

Porque acenderam fornalhas de ganância por todos os cantos,

o verão se agigantou

Porque as cinzas pesaram impunemente sobre a ferrugem das folhas,

o outono morreu

Foi-se o tempo

e nenhum outro

veio para ocupar 

o seu lugar.

Crônica do tempo 2A

 

Nuvem de tags

%d blogueiros gostam disto: