Prosa, poesia, conexões quânticas, dicas de redação e de leitura, comentários, reflexões… Palavras em infinito movimento!

Arquivo para a categoria ‘Poemas, haicais e aquarelas’

Graciosa

Delicadeza das rosas

Nas delicadezas,

renda e cristal,

brisa e sol ameno,

tons suaves, aquarelas,

a inspiração para viver

mais um momento,

mesmo sabendo

que tudo passa!

Sintonia em si

Pétalas ao céu web

Flores belas,

de pétalas voltadas

para o céu,

acolhem

em sedoso cálice

gotas translúcidas

de pura esperança.

No viver.

No que vier.

No que tiver de ser.

Firmeza

Não é que tenha sido corajosa

frente às dificuldades,

apenas não desisti.

Construção 4

 

Contra a intimidação…

Poder

Para se contrapor às “carteiradas”, discriminações e outras formas de intimidação tão em moda no momento, e desde sempre, o importante é cultivar, preservar, manter, usar a:

DIGNIDADE

que significa, em linhas gerais:

Consciência do seu próprio valor e do valor de suas ações;

Respeito aos próprios sentimentos;

Amor-próprio.

Flor na calçada 2

Haicai 22

Pandemia – sentir no ar,

em todo lugar, o aroma

pungente do álcool em gel.

Vento e tempestade 2

Retrospectiva

Apesar dos muitos erros,

os acertos prevaleceram.

Flores ao vento 15 - Cópia

Mentoria

Chuva sobre campo de flores 1

É como a chuva

que faz a sua parte

– estimula a semente

a se abrir e a florescer –

e, depois, simplesmente

escorre em direção

à amplitude e à profundidade

das águas.

Rios 2

Haicai 21

 

Hoje, o céu fez uma “viagem”

daquelas, psicodélica,

e pintou-se todo de cores neon.

Cores neon 7

Haicai 20

 

SILÊNCIO À MESA DO JANTAR –

ENQUANTO CONVERSO COMIGO MESMA,

VOCÊ ME FAZ COMPANHIA.

Jantar em silêncio

 

O outro eu

Poema e gravura da designer e artista plástica Denise de Camargo (DD Camargo) que, para meu orgulho e alegria, é também minha filha muito querida.

Onde haverá de estar

Aquele que oculto em trevas

– Ou em luz –

Se atreve a ficar submerso

Escondido

Inalcançável

Em algum lugar do universo

Ao contrário

Inefável

Provavelmente perdido

E indefensável

Ego baldio

Rarefeito

Desencontrado

E vazio

Nessa cama desfeita

– E que não está pronta –

Para recebê-lo

Aonde caminha esse espectro

E por quais ruas etéreas se deixa levar?

Por debaixo da pele?

Na nuca, na retina dos olhos

No pensamento

Encontrará abrigo?

Ou refúgio, quem sabe

Na porta da aurora da morte

Com passagem sem volta

Para o outro eu

Que vencido pelo tempo

Resolva, finalmente, deixar de existir.

O outro eu (DD Camargo)

Nuvem de tags

%d blogueiros gostam disto: