Prosa, poesia, conexões quânticas, dicas de redação e de leitura, comentários, reflexões… Palavras em infinito movimento!

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Curso de Redação em Londrina

 

Sem medo de escrever 3

Quer conquistar desenvoltura e segurança para escrever?

Despertar sua criatividade adormecida?

Sair-se bem na escrita do dia a dia da empresa? Ser bem sucedido na redação para vestibular ou concurso? Escrever, sem medo, sua tese acadêmica ou aquele artigo para a revista?

Descobrir, enfim, como pode ser prazeroso expressar-se por escrito?

Então, você está no rumo certo. Veja:

Dou aulas particulares que possibilitam um trabalho personalizado, com foco 100% em suas dificuldades. As aulas podem ser presenciais ou online.

São aulas práticas, nas quais você vai exercitar, passo a passo,  o processo da escrita:

1º passo – refletir, explorar e pesquisar o tema.

2º passo – organizar as ideias, estruturar roteiro prévio.

3º passo – escrever, aprendendo a utilizar as técnicas de redação e os recursos da linguagem.

4º passo – revisar, fazer os ajustes necessários para deixar o texto “redondo”.

Ofereço também correção de redações via e-mail, ajudando na preparação de vestibulandos e concurseiros.

Para saber mais: entre em contato pelo fone (43) 9 9996.7791 (também WhatsApp) ou  por e-mail: anasetti@uol.com.br 

Aguardo você!

Ana Setti Rosa

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Conheça um pouco mais sobre mim:

Perfil profissional

Portfolio

Conheça um pouco mais sobre o desafio da escrita:

Medo de escrever… Quem não tem?

Conheça um pouco mais sobre o processo da escrita:

Redação em quatro etapas

Conheça um pouco mais sobre meu jeito de ensinar:

A arte de virgular

 

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Defina o título antes de escrever o texto

Consciência

Em minhas aulas de redação, muitas vezes os alunos se surpreendem quando, a partir de uma boa reflexão sobre o tema proposto, peço para que definam o título do texto a ser escrito. Isso porque é muito mais comum a prática de “escolher” um título depois de escrever o texto.

Vejo essa prática como desperdício de um recurso fundamental para o desenvolvimento da escrita, que é o de “escolher” sim, mas um recorte, um caminho, uma perspectiva pela qual vamos trabalhar aquele texto. Essa escolha fica mais fácil de ser visualizada, quando definimos o título antes de começar a escrever.

Por mais objetivo que seja um tema, sempre há várias possibilidades de abordagem. Isso é percebido ao longo da exploração do assunto, da reflexão: o que esse assunto significa; em que contexto ele faz sentido; o que eu sei sobre esse assunto; qual é a minha opinião sobre esse tema; quais argumentos justificam a minha opinião…

Uma vez explorado o máximo possível o tema em questão, cabe analisar por qual ângulo, dentre todos aqueles vistos, é mais fácil, mais confortável – por termos mais informações –, e até mesmo mais instigante escrever a respeito. Aí entra a definição do título, fazendo um resumo da abordagem escolhida, para nos direcionar, ao longo de todo o texto, como uma bússola. Dificilmente, contando com esse apoio, nos perderemos em sinuosidades desnecessárias ou em fuga do tema. Ao contrário, será muito provável conseguirmos escrever um texto muito mais coerente e objetivo.

Vejamos alguns exemplos de títulos (de quatro de meus posts), com base nessa técnica. Para efeito de demonstração, só coloco aqui o tema genérico e a abordagem escolhida, depois de feita a reflexão a respeito do assunto:

(1)

Tema: Desenvolvimento da escrita

Abordagem escolhida: O que levou o homem ao desenvolvimento da escrita? A necessidade de fixar o que era, até então, só falado. Isso acabou por nos levar também a temê-la, pois “o que se escreve, fica”. Essa afirmação, por sinal, traduz a razão de ser da escrita!

Resumo da abordagem em um título: Medo de escrever… Quem não tem?

(2)

Tema: Incentivar o gosto pela leitura

Abordagem escolhida: Para quem quer escrever bem e ampliar sua visão de mundo, tornando-se mais crítico e menos sujeito à manipulação, tão comum nos tempos atuais, fazer da leitura um hábito prazeroso é fundamental.

Resumo da abordagem em um título: Ler e gostar, é só começar!

(3)

Tema: Exercícios criativos de redação

Abordagem escolhida: Exercitar-se com palavras “soltas” (sem um contexto que as “ampare” ou explique) estimula a imaginação, permite que se vá longe em termos de associação de ideias, de emoções e de reflexões, o que resulta em inspiração para escrever, conversar e formar opinião, respeitando e fortalecendo a percepção pessoal sobre as coisas

Resumo da abordagem em um título: O poder das palavras soltas

(4)

Tema: Aceitação

Abordagem escolhida: Aceitar as coisas como são é um dos maiores desafios do ser humano. Nada mais parece ter tanta importância

Resumo da abordagem em um título: Tudo o mais é poeira de estrelas

Pode acontecer, depois de escrito o texto, que se resolva dar uma aprimorada no título definido inicialmente, tornando-o ainda mais adequado, ou instigante, ou envolvente, ou ainda divertido, irônico etc. É certo, no entanto, que aquele primeiro título, que foi pensado antes da escrita e resumiu com clareza a perspectiva escolhida para tratar o assunto, cumpriu sua importante função, ou seja, a de levar o autor a escrever, com segurança, facilidade e sem perda de foco, um texto objetivo e coerente.

Pensando sobre a criatividade

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1) O QUE É CRIATIVIDADE?

2) TODOS NÓS TEMOS?

3) POR QUE MUITAS PESSOAS ACREDITAM

QUE NÃO SÃO CRIATIVAS?

Vamos tentar descobrir as respostas a essas instigantes questões,

refletindo juntos a respeito de algumas ideiazinhas muito interessantes,

como as que vêm a seguir:

 “Livre pensar é só pensar.”

Millôr

Essa frase vai fundo em um dos mais destacados pressupostos da criatividade: todos podemos pensar livremente. Nenhuma situação – política, social, familiar, empresarial etc. -, por mais restritiva que seja, nos impede de exercer o mais soberano dos direitos, o de pensar. Sejamos diplomáticos, quando a realidade assim o exigir, mas jamais deixemos de respeitar a liberdade de pensar de outra forma, que não a mais conveniente no momento, e de confiar no que pensamos.

Se nos limitarmos ao pensamento comum (aquele que é considerado apropriado, adequado, politicamente correto, socialmente aceito etc.), dificilmente abriremos espaço para o florescimento de nossa criatividade.

“Criatividade é como barba.

Você só a terá se deixá-la crescer.”

Roberto Menna Barreto

O livre pensar abre espaço para que a criatividade floresça, naturalmente.

“Ser criativo é muito gostoso. O pensamento criativo

pode ser encarado como o sexo de nossa vida mental.”

Roger von Oech

Quando a criatividade floresce, o prazer é todo nosso, pois nossos neurônios deleitam-se com uma boa profusão de ideias!

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“Nada é mais perigoso do que uma ideia,

quando ela é a única que você tem.”

Emile Chartier

Se a criatividade não floresce, contudo, corremos o sério risco de ficar só com uma ideia, com uma perspectiva, uma única forma de entender a realidade e essa prática limitada, na melhor das hipóteses, nos fará estagnar, caminhar sempre na mesma trilha, obter sempre os mesmos resultados.

Na pior das hipóteses, dará fundamento ao radicalismo, à intransigência, ao fanatismo, que se baseiam em verdades únicas para enquadrar, restringir, limitar, as infinitas verdades do mundo.

“A criatividade não é uma qualidade de que estão

particularmente dotados os artistas e outros indivíduos,

mas sim uma atitude de cada pessoa.”

E. Fromm

A criatividade não está fora de nós, aguardando uma chamada para se apresentar. Está em nós e é nossa responsabilidade abrir espaço para cultivá-la, estimulando-a a crescer.

“Liberdade significa responsabilidade.

É por isso que tanta gente tem medo dela.”

G.B. Shaw

Interligação 4

“Criatividade é o encontro do homem

intensamente consciente com o seu mundo.”

R. May

“Criatividade é o processo

de transformação pessoal do meio.”

S. de la Torre

Ser criativo, portanto, é estar aberto para o viver, sem restrições no pensar e no sentir e com confiança no que se pensa e sente. Abrindo espaço para a criatividade, podemos ser e nos expressar mais plenamente. Atuando de forma criativa, contribuímos, consciente e alegremente, para a transformação do mundo em que vivemos.

A criatividade está em nós,

mas, às vezes, não a encontramos.

Estará perdida?

A criatividade parece perdida quando a imaginamos fora de alcance, à disposição apenas dos gênios. A realidade demonstra que não é assim. Todos somos criativos. Então, se a criatividade está em nós, mas anda perdida, como encontrá-la?

Fractais - Detalhe - Vários

“Assim que você pensar que sabe como são realmente as coisas,

descubra outra maneira de olhar para elas.”

Robin Willians

O livre pensar abre espaço mental para muitas ideias. E uma ideia levará a outra, que levará a outra, que levará a… É o que ocorre quando nos dispomos a refletir sobre um assunto, conhecido ou não, sob diferentes perspectivas.

“Nunca saberás o bastante, enquanto não souberes

o que é mais que bastante.

W. Blake

A criatividade também pressupõe que nunca se sabe o suficiente sobre um assunto, mesmo que sejamos especialistas na área. Aceitar isso como um fato é a melhor forma de se abrir para novas descobertas.

“Tome-se outra vereda, e pronto.”

Cervantes

Muitas vezes, a criatividade se perde porque insistimos em seguir um mesmo e único caminho. Há tantos caminhos, vias, trilhas, atalhos, autoestradas, estradas secundárias… Fica até parecendo teimosia – “É ansim, ansim é!”, dizia e repetia uma velha tia – não permitir às nossas ideias passearem por outras veredas.

“Algo só é impossível até que alguém duvida

acaba provando o contrário.”

Einstein

Muitas vezes, a limitação do que é possível está em nossa cabeça. Basta duvidar, no entanto, da aparente impossibilidade, para que alguma ideia “maluca” apareça e nos dê uma pista para chegar àquela, considerada até então, inviável solução.

“Quem se senta no fundo do poço para contemplar o céu,

há de achá-lo pequeno.”

Han-Yu

 QUAL É A SUA PERSPECTIVA?

Mundo quântico 4

Todos somos criativos. Somos criativos, mesmo sem saber. Quando sabemos, então, fica mais fácil.Aí, depende exclusivamente de nós dar a esse veio de ouro, finalmente encontrado, o tratamento que merece, para dele obter uma riqueza, capaz de nos sustentar por toda a vida!

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Dicas para o aprimoramento contínuo da escrita

Quem já conquistou certa desenvoltura na escrita, não pode deixar de praticar, não só escrevendo, mas também se lembrando de que escrever é um processo que inclui o pensar, o organizar as ideias e o revisar. Por isso:

 CULTIVE O PENSAMENTO LÓGICO

Raciocine com começo, meio e fim

Pontuarcoracao

DÊ COLORIDO ÀS SUAS IDEIAS

 Crie imagens na tela mental

 Faça comparações, analogias

Fantasie sobre a realidade

Reflita sobre a realidade mostrada pela fantasia

 CONFIE EM SUA OPINIÃO

Use-a como base e referência para qualquer reflexão

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 DESENVOLVA A ARGUMENTAÇÃO COM LEITURA

Converse com o autor

Argumente e contra-argumente

Não concorde só porque está escrito

 HABITUE-SE A FAZER LEITURA CRÍTICA

Desconfie sempre

Discorde

Não se contente com pouco

 ESTEJA ATENTO À CORREÇÃO GRAMATICAL

Leia muito, com constância e de forma prazerosa

Habitue-se a observar a construção e o enquadramento dos bons textos

Habitue-se a consultar o dicionário, a gramática e similares

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 ESTEJA ATENTO ÀS PALAVRAS

 Leia muito, para ampliar o vocabulário e descobrir novos sentidos para palavras conhecidas

Procure referências e imagens que combinem com a sua mensagem e com o público para o qual sua mensagem se destina

 E, QUANDO ESCREVER, UTILIZE ESTAS VANTAGENS

Habitue-se a pesquisar e a refletir sobre o tema de sua mensagem antes de escrever a respeito

Sempre defina um título para o seu texto, visando se orientar sobre a essência da mensagem e sobre o melhor ângulo de abordagem

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E, DEPOIS, REVISE DE FORMA DESAPAIXONADA

Habitue-se a fazer uma revisão crítica, desapaixonada de seus textos. Corte, se for preciso (enxugue). Amplie ou explore mais, se julgar necessário. Faça correção gramatical. Substitua palavras muito repetidas. Substitua palavras ambíguas por termos mais precisos. Enfeite e dê mais colorido ao seu texto, quando isso se revelar importante para o entendimento e a apreciação de sua mensagem. Verifique a coerência – em cada bloco de frases (parágrafo) e entre os blocos de frases. Verifique a clareza, se o vocabulário e as referências estão adequadas para o leitor imaginado. Verifique a consistência, se os argumentos, as informações estão corretos, bem fundamentados e bem apresentados.

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A apresentação do texto

  Como vimos, na primeira desta série de dicas, a FORMA de um texto também está relacionada à APRESENTAÇÃO (aparência, estética, formato) da sequência lógica e coerente de frases, que desenvolve um raciocínio com sentido completo (texto).

As cores do Ano Novo - 2

  Preocupar-se com a apresentação de um texto significa, basicamente, fazer escolhas, tais como:

* Escrever em prosa (texto corrido) ou em verso (poesia)?

* Diagramar, ou seja, dispor harmoniosamente elementos diversos – texto, figuras, molduras etc. – num determinado espaço, com mais sobriedade, formalismo ou com mais ousadia, criatividade, informalidade?

* Utilizar qual formato, entre tantos à nossa disposição, como: relatório, projeto, carta, comunicado, e-mail, folheto, mala-direta, discurso, livro, texto teatral, roteiro de cinema, anúncio, cartaz…?

* A apresentação de um texto abrange muitas escolhas e a melhor forma de decidir é avaliar, especialmente:

– A mensagem que se quer passar.

– O público ao qual a mensagem se destina.

Exemplo:

1) Quero passar mensagens sequenciais sobre como conquistar desenvoltura, segurança e prazer na expressão por escrito. O público ao qual essa mensagem se destina é formado por jovens e adultos interessados em escrever bem.

2) Pelo tipo de mensagem e abrangência do público escolho o formato “Dicas”, ou seja, textos não muito extensos, objetivos e, escritos em prosa – texto corrido -, já que as dicas são, basicamente, artigos  didáticos.

3) Quanto à diagramação, opto por uma miscelânea (organizada). Centralizo alguns trechos, justifico outros ou os alinho à esquerda e à direita; recorro ao negrito, ao itálico e ao sublinhado, à CAIXA ALTA ou baixa;  uso molduras ou apenas um sombreamento; eventualmente, utilizo marcadores ou numeração; recorro ainda ao espaçamento (entre linhas) e ao parágrafo (mudança de linha e entrada) para conseguir um visual mais leve. Todos esses recursos (que o computador oferece hoje ao escritor) são usados com o objetivo de passar para o leitor uma mensagem clara, precisa, instigante, atraente.

APRESENTAÇÃO de um texto é isso!

  Vale lembrar que os variados formatos de texto já estão genericamente definidos, ou seja, possuem elementos básicos de apresentação que os caracterizam como tais ou quais.

  Um roteiro de cinema, por exemplo, exige, para ser considerado como tal, uma apresentação bastante específica. Entre outras coisas, páginas divididas verticalmente, para que, de um lado, seja descrita a cena, e, do outro, sejam descritos os diálogos.

  Uma carta comercial, por sua vez, pede um texto curto, com ênfase (negrito, sublinhado etc.) em algumas frases ou palavras que não podem passar despercebidas, e diagramação mais sóbria.

MAS TUDO PODE SER REINVENTADO E APRIMORADO!

Ao escolher um formato de texto, adequado à sua mensagem e ao público ao qual sua mensagem se destina, dê uma espiada no que existe (em relação ao formato escolhido) e use a criatividade e o bom senso para adaptá-lo às suas necessidades e às de seus leitores.

Retrospecto por meio da leitura

  Para conquistar maior desenvoltura no “ofício” da escrita, vimos que é preciso ter conteúdo e saber como expressá-lo, desenvolvendo um texto lógico, coerente, fluente, bem escrito, bem pontuado e com uma apresentação adequada.  Vale também, e muito, criar o prazeroso hábito da leitura, mas… Seja crítico:

* Reforce sua confiança,

* Confie em sua opinião.

* Confie em seu sentimento.

* SEMPRE use sua opinião e seu sentimento como referências para concordar ou discordar do que está escrito.

* Lembre-se: não é porque está escrito que é verdade.

Exercite seu raciocínio

* Argumente e contra-argumente com o autor.

* Reflita sobre as razões que o levaram a concordar.

* Reflita sobre as razões que o levaram a discordar.

* Habitue-se a desenvolver argumentos que validem seu ponto de vista.

Solte-se

* Dê asas à sua imaginação.

* Fantasie.

* Brinque com as ideias que a leitura lhe traz.

* Deixe-se levar pelas palavras em viagens prazerosas.

Veja outras dicas desta série:

1) Forma & Conteúdo: a anatomia de um texto

2) A estrutura lógica de um texto

3) Vocabulário na ponta da língua

4) O inestimável apoio da pontuação

O inestimável apoio da pontuação

No começo, foi a palavra – solitária; depois, a frase – transmitindo uma unidade completa de pensamento; enfim, veio o texto – frases coerentemente encadeadas, desenvolvendo um raciocínio de sentido completo. Para que o texto expressasse adequadamente a ideia, foi preciso reunir vocabulário – variado e rico de sentidos – e também escrever tudo corretamente, construindo frases precisas (de acordo com o pensamento do autor) e bonitas (que envolvessem o leitor). O que falta agora, para que nosso texto tenha uma FORMA impecável? A PONTUAÇÃO.

 A pontuação, em um texto, equivale à gesticulação, à entonação, à emoção, às pausas da respiração, com que acentuamos nossa fala cotidiana.

  Quando conversamos, naturalmente fazemos pausas para respiração, gesticulamos, somos veementes, gritamos, sussurramos, valorizamos determinada palavra ou frase com a ênfase apropriada, pomos vibração, ou não, no que dizemos etc.

Casal se olhando

  Quando estamos ao vivo e em cores com outras pessoas, contamos com muitos recursos para nos expressar. Quando estamos frente a frente com um papel ou uma tela de computador, imaginando a reação do leitor (genérico) a cada frase que escrevemos, a tarefa de se expressar com clareza pode se revelar mais difícil.

AINDA BEM QUE EXISTE A PONTUAÇÃO!

  A pontuação existe para isso mesmo, para dar clareza e precisão à expressão de nossas ideias por escrito; para pôr vibração, dar ênfase e emoção ao nosso texto; para substituir o gesto, a veemência, presentes nas conversas; para indicar as pausas da respiração…

  E até para indicar corretamente os destinatários de uma herança, como nos mostra, com humor, a história a seguir:

A HERANÇA QUE DEPENDIA DA PONTUAÇÃO

(Transcrito e adaptado de “Seleções” / edição fevereiro 99)

Escritor150

“Foi encontrado o seguinte testamento:

Deixo meus bens à minha irmã não ao meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres.

Quem tinha direito aos bens? Eram quatro os concorrentes.

O SOBRINHO pontuou o texto da seguinte forma:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

A IRMÃ pontuou assim:

Deixo meus bens à minha irmã. Não ao meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

O ALFAIATE fez a sua versão:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

O PROCURADOR DOS POBRES, por sua vez:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres!”

  Deu para sentir quão inestimável é o recurso da pontuação?

  Use-a com BOM SENSO (a mais fundamental das regras).

  Pratique também “olhar” para um texto, procurando observar como o autor (e o tradutor, no caso) usou de forma criativa e adequada (visando dar clareza, precisão, ênfase, vibração etc. à sua mensagem) o inestimável recurso da pontuação:

            “Entretanto, em alguns lugares as novas forças eram mais criativas. Acima de tudo, na Península Itálica, algo de notável emergia: o Renascimento já começava a orientar a mente dos homens por novos caminhos. Já se passara quase um século desde que Giotto terminara seus afrescos sobre a vida de São Francisco, em Assis, e a pintura europeia tinha ganho – quase literalmente – uma nova dimensão. Já em Florença, o menino Fra Angélico começava a aprender como segurar um pincel e o jovem Donatello, um cinzel. O novo movimento nas artes plásticas haveria de se espalhar pela literatura, pela política, pela filosofia e iria substituir a alquimia pela ciência, a superstição pela experiência e o preconceito pela lógica. Em 1.394, Petrarca e Bocaccio não mais viviam, mas os ecos literários que haviam partido das cidades italianas começavam a atingir locais distantes como Londres e Kent, onde Geoffrey Chaucer (que desfrutava ocasional proteção do Rei Ricardo II) já se atormentava escrevendo seus ‘Canterbury Tales’.”

(Trecho do Capítulo I – “Portugal no Mundo de 1.394” -, reproduzido do livro “Dom Henrique, o Navegador”, escrito pelo diplomata inglês John Ure e publicado, no Brasil, pela Editora Universidade de Brasília, em 1985, com tradução de Paulo de Góis Filho)

Veja outras dicas desta série:

1) Forma & Conteúdo: a anatomia de um texto

2) A estrutura lógica de um texto

3) Vocabulário na ponta da língua

4) Redação em quatro etapas

5) A arte de virgular

Vocabulário na ponta da língua

  Temos uma ideia e sabemos COMO expressá-la por escrito, com lógica, coerência e fluência. O que precisamos saber agora?

  Que palavras utilizar, para expressar a ideia com clareza, precisão e correção, de forma que nossa mensagem seja facilmente compreendida pelo público ao qual se destina.

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  Estamos falando de:

VOCABULÁRIO ADEQUADO

CORREÇÃO GRAMATICAL

Como ter bom vocabulário e escrever corretamente?

  Boa base escolar, estímulo familiar e social, ambiente cultural favorável são algumas das circunstâncias que cooperam para a formação de um bom e variado vocabulário e ajudam a escrever de forma correta.

  Mas a mais importante base ou o mais essencial dos estímulos para se conquistar um bom vocabulário e uma escrita correta não dependem exclusivamente de circunstâncias favoráveis como as acima descritas.

  Dependem só de seu interesse em alcançar esse objetivo. Isso porque existe um meio fácil, agradável, prazeroso e divertido de chegar lá e, melhor, que está SEMPRE à nossa disposição!

Que meio é esse?

a LEITURA

  Seguem 12 argumentos que vão tentar convencê-lo sobre a importância da leitura, especialmente para quem quer escrever com conteúdo & forma da melhor qualidade.

Principas benefícios da leitura:

* Aquisição de conhecimento: com a leitura, ampliamos nosso conhecimento sobre assuntos específicos e gerais.

* Estímulo à brincadeira: a leitura ajuda-nos a relaxar, levando-nos ao mundo do faz-de-conta, onde podemos projetar nossas emoções sem nenhum risco.

* Estímulo à criatividade: a leitura mexe com a nossa imaginação, estimulando-nos a desenvolver prazerosamente nosso potencial criativo.

* Desenvolvimento da capacidade de argumentar: a leitura estimula-nos a desenvolver argumentos consistentes e bem fundamentados.

* Ampliação do vocabulário: com a leitura, conhecemos novas palavras e aprendemos a usá-las em seus diferentes e ricos sentidos.

* Incentivo à reflexão e à formação de opinião: a leitura nos incentiva a pensar, a refletir, a formar uma opinião, a pôr em xeque nossas convicções e a chegar a uma conclusão.

* Ampliação do campo de visão: a leitura nos permite “ver” um assunto sob outras perspectivas, o que estimula nossa capacidade de aceitar o novo e o diferente.

* Confrontação de pontos de vista: a leitura nos leva a uma conversa com o autor, o que nos permite reforçar, esclarecer ou mudar nossos pontos de vista.

* Utilização dos recursos da linguagem: a leitura nos permite aprender, com os bons autores, a utilizar, inventivamente, os recursos oferecidos pela linguagem.

* Correção gramatical: com a leitura, aprendemos a escrever bem, de forma correta, pela observação, ou seja, naturalmente, sem esforço.

* Estímulo ao pensamento abstrato: a leitura nos permite perceber a realidade pelo ângulo da fantasia, o que amplia nossa capacidade de pensar sobre o abstrato.

* Estímulo à imaginação: quando lemos, vemos apenas palavras, mas logo formamos cenas na nossa tela mental, o que é muito estimulante para a imaginação.

Sugestão para aproveitar melhor essa dica: escolha o livro de um bom autor e analise algumas páginas sob o ponto de vista do vocabulário (que palavras o autor utiliza / variedade) e da construção de frases (como as palavras se unem na frase para expressar uma unidade completa de pensamento).

Veja outras dicas desta série:

1) Forma & Conteúdo: a anatomia de um texto

2) A estrutura lógica de um texto

3) Redação em quatro etapas

4) A arte de virgular

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