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A integridade

Citação - Le Guin - Integridade

A escritora norte-americana Ursula Kroeber Le Guin (21 de outubro de 1929-22 de janeiro de 2018) destacou-se, com seus romances, ensaios, contos, poesia e literatura infantil, nas áreas de fantasia e ficção científica. Com um estilo objetivo e, muitas vezes, contundente, teceu suas tramas inspirando-se em vários campos do conhecimento, como taoísmo, anarquismo, feminismo, ambientalismo, psicologia e sociologia.

Suas obras mais conhecidas são o Ciclo de Terramar, composto por cinco volumes — O Feiticeiro de Terramar; Os Túmulos de Atuan; A Praia mais LongínquaTehanu, o Nome da Estrela, Num Vento Diferente —, e o romance A Mão Esquerda da Escuridão, parte do Ciclo de Hainish, outra de suas séries de fantasia. Seus livros foram traduzidos para mais de 40 idiomas e venderam milhões de cópias. Le Guin foi ainda vencedora dos mais renomados prêmios da literatura fantástica.

Sinopse do livro O Feiticeiro de Terramar / Arqueiro, 2016:

Ainda pequeno, um pastor órfão de mãe descobre seus poderes e vai para uma escola de magos. Porém, deslumbrado com tudo o que a magia pode lhe proporcionar, deixa-se dominar pelo orgulho e pela impaciência. Acaba, sem querer, libertando um grande mal, um monstro assustador que o leva a uma cruzada mortal pelos mares solitários.

 

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O perdão

Citação - Christophe André - O caminho da sabedoria - Perdão

Christophe André, psiquiatra e pioneiro na introdução da meditação na psicoterapia, participa, juntamente com o filósofo Alexandre Jollien e o monge budista Matthieu Ricard, da conversa que deu origem ao livro O caminho da sabedoria. Nele, de acordo com descrição do Le Point, os três amigos buscam “respostas verdadeiras para questões universais: como superar os obstáculos da vida, reconquistar a autoestima, libertar-se da culpa, ser mais livre…” Trata-se, conforme o Version Fémina, de uma “obra iluminadora, que faz bem”.

Dica de leitura

Livro O caminho da sabedoria: conversa entre um monge, um filósofo e um psiquiatra sobre a arte de viver / Editora Alaúde / 2016

A riqueza

 

Citação - George Orwell - A riqueza 2

Vale a pena ler 1984, de George Orwell porque:

“(…) superando todas as conjunturas históricas, e até mesmo a data futurista do título, há muito ultrapassada, 1984 é uma obra magistral que ainda se impõe como poderosa reflexão ficcional sobre a essência nefasta de qualquer forma de poder totalitário.”

(Trecho de comentário sobre a obra publicado na edição da Companhia das Letras, de 2009.)

“1984 é uma das obras mais influentes do século XX, um inquestionável clássico moderno. Publicado em 1949, quando o ano de 1984 pertencia a um futuro relativamente distante, tem como herói o angustiado Winston Smith, refém de um mundo feito de opressão absoluta. Em Oceânia, ter uma mente livre é considerado crime gravíssimo, pois o Grande Irmão (Big Brother), líder simbólico do Partido que controla tudo e todos, ‘está de olho em você’.”

“No íntimo, porém, Winston se rebela contra a sociedade totalitária na qual vive: em seu anseio por verdade e liberdade, ele arrisca a vida ao se envolver amorosamente com uma colega de trabalho, Júlia, e com uma organização revolucionária secreta.”

(Sinopse publicada na edição da Companhia das Letras, de 2009.)

A paz

Citação - Mark Twain - Ataque de riso

O escritor e humorista norte-americano Mark Twain (1835-1910) nasceu durante uma das passagens do Cometa Halley e morreu 74 anos depois, logo após o astro voltar a se aproximar da Terra.

Ele havia comentado, em 1909, que seria a maior decepção de sua vida se não fosse embora com o cometa, acrescentando: “O Todo-Poderoso disse, indubitavelmente: ‘cá estão esses dois inexplicáveis fenômenos; eles chegaram juntos, e devem partir juntos'”. De fato, Twain morreu em decorrência de um ataque cardíaco em 21 de abril de 1910, um dia após o Halley passar mais próximo da Terra.

Entre os seus livros, que se caracterizam pelo estilo popular, humor e pelas descrições históricas, destacam-se “Aventuras de Tom Sawyer” (1876); “O Príncipe e o Mendigo” (1880); “A Vida no Mississipi” (1883); “As Aventuras de Huckleberry Finn” (1885); “Um Ianque na Corte do Rei Artur” (1889) e “Joana D’Arc” (1896).

A saída

Citação Millôr Fernandes 2

Millôr Fernandes (1923-2012) atuou na imprensa, no teatro, na literatura e nas artes plásticas ao longo de quase sete décadas, tornando-se uma das mais conceituadas personalidades de seu tempo. Destacou-se em tudo o que fez. E fez muitas coisas.

Escreveu, traduziu e adaptou mais de uma centena de peças de teatro. Publicou mais de trinta livros. Alguns de seus trabalhos, como artista gráfico, chegaram a ser expostos no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Fez roteiros de filmes, programas de televisão, shows e musicais. Brilhou na imprensa, com seu humor gráfico e literário, tendo começado na revista “O Cruzeiro” e seguido por “O Correio Brasiliense”, “O Estado de São Paulo”, “O Diário Popular”, “O Pasquim”, “Isto É”, “Jornal do Brasil” e “Veja”, entre outros.

Millôr foi, sobretudo, um homem multimídia, antes mesmo de a palavra ser incorporada ao vocabulário contemporâneo. Com um humor inteligente e instigante, refletiu e fez refletir sobre os principais acontecimentos e comportamentos de seu tempo, enriquecendo e tornando mais crítica a visão de mundo dos brasileiros.

Livros de Millôr

Tempo e Contratempo, 1954 – Editora O Cruzeiro
Teatro de Millôr Fernandes, 1957 – Editora Civilização Brasileira
Um Elefante no Caos, 1962 – Editora de Autor, 1978 – L&PM Editores, 1998 – L&PM POCKET
Lições De Um Ignorante, 1963 – J. Álvaro Editora
Fábulas Fabulosas, 1963 – J. Álvaro Editora
Liberdade, Liberdade, 1965 – Teatro (com Flávio Rangel) – 1998, L&PM POCKET
Papáverum Millôr, 1967 – Editora Prelo, 1967 – Editora Prelo
Hai-Kais, 1968 – Editora Senzala, 1997 – L&PM POCKET
Computa, Computador, Computa, 1972 – Editorial Nórdica
Esta é a Verdadeira História do Paraíso, 1972 – Livraria Francisco Alves
Trinta Anos de Mim Mesmo, 1972 – Editorial Nórdica
O Livro Vermelho dos Pensamentos de Millôr, 1973 – L&PM Editores, 1998 – L&PM POCKET
Fábulas Fabulosas,1973
Papaverum Millôr
, 1974
Conpozissõis Imfãtis, 1975
Livro Branco de Humor, 1976
Devora-me ou te decifro, 1976 – L&PM Editores
Millôr No Pasquim, 1977
Reflexões Sem Dor, 1977 – Editora Edibolso S.A.
É…, 1977 – L&PM Editores
Que País é Este?, 1978
O Homem do Princípio ao Fim, 1978 – L&PM Editores, 2001 – L&PM POCKET
Novas Fábulas Fabulosas,1978
Todo Homem é Minha Caça,1981
Vidigal: memórias de um Sargento de Milícias, 1981 – L&PM Editores
Desenhos,1981 – Editora Raízes Artes Gráficas Ltda. (prefácio de Pietro Maria Bardi e apresentação de Antônio Houaiss)
Duas Tábuas e uma Paixão, 1982 – L&PM Editores
Poemas, 1984 – L& PM Editores, 2001 – L&PM POCKET
Diário da Nova República, 1985 – L&PM Editores
Diário da Nova República Vol. 2, 1988 – L&PM Editores
Diário da Nova República Vol. 3, 1988 – L&PM Editores
Millôr Definitivo – A Bíblia do Caos, 1994 – L&PM Editores, 2002 – L&PM POCKET
Tempo e Contratempo, 1998 – Editora Beça – Millôr revisita Vão Gôgo. O autor, em 1998, analisa o autor de 1954
Kaos
, 2008 – L&PM POCKET
Crítica da razão impura ou O primado da ignorância, 2002 – L&PM Editores
A entrevista: Millôr Fernandes fala à Revista Oitenta, 2011 – L&PM Editores

A diferença

Citação - Domenico de Masi

Nascido em 1º de fevereiro de 1938, Domenico de Masi é um sociólogo italiano, que atua como professor e escritor, entre muitas outras atividades.  Ficou mundialmente conhecido pela definição do conceito de “ócio criativo”, no qual trabalho, aprendizado e prazer se combinam para gerar desenvolvimento econômico com bem-estar para todos.

PARA CONHECER MAIS SUAS IDEIAS (LIVROS):

O Ócio Criativo (1997)

A Emoção e a Regra (1999)

O Futuro do Trabalho (2001)

O Futuro Chegou (2013)

2025 – Caminhos da Cultura no Brasil (2015)

Alfabeto da Sociedade Desorientada (2017) 

Nada há a temer senão o temor

Publicado pela Editora Pensamento, o livro “14 Lições de Filosofia Yogue” traz esclarecimentos do mestre yogue Ramacharaca sobre o milenar conhecimento espiritual do Oriente.

A origem do livro é bem curiosa, já que se trata da compilação de aulas dadas pelo mestre yogue, por correspondência e em inglês, durante o ano de 1904. A primeira versão em português foi publicada em 1910.

Além de sabedoria, Ramacharaca – um dos pseudônimos do estudioso norte-americano William Walker Atkinson (1862 -1932) – esbanja doçura e compreensão por seus leitores ou, melhor, “aprendizes”. “O mestre oriental sabe que muitos dos seus ensinamentos são apenas a semeadura”, esclarece na primeira lição do livro, “e que, para cada ideia que o estudante assimile no começo, haverá um cento que virá ao campo do conhecimento consciente somente depois de um certo lapso.”

Espiritualidade2

Ele pede confiança, mas nunca crença cega: “Este é o caminho”, continua a explicar ainda no primeiro capítulo, “então, nele e na vereda encontrarás as coisas das quais te tenho falado; apalpa-as, pesa-as, mede-as, examina-as e reconhece-as por ti mesmo. Quando chegares a certo ponto do caminho, saberás tanto a seu respeito como eu ou qualquer outra alma nessa mesma etapa da jornada (…). Não aceites nada como definitivo, enquanto não o houverdes comprovado; porém, se és prudente, aproveitarás o conselho e a experiência daqueles que foram primeiro.”

Entre as “14 lições”, o leitor encontrará ensinamentos interessantes sobre princípios mentais e espirituais; aura e magnetismo; dinâmica do pensamento; influência psíquica; mundo astral; causa e efeito;  evolução espiritual…

Veja, a seguir, um trecho da nona lição, denominada “Influência Psíquica”, que explica como o mantra EU SOU pode nos ajudar a desenvolver a confiança em nosso próprio poder:

Espiritualidade

“A atitude mental expressa pela afirmação EU SOU vos rodeará como uma aura mental, que atuará como um escudo protetor até o tempo em que tenhais adquirido completamente a consciência mais elevada, a qual traz consigo uma sensação de confiança própria, segurança e força.

Desse ponto em diante, vos conscientizareis gradualmente de que, quando dizeis EU, não falais somente da entidade individual, com toda a sua força e poder, mas do espírito que o EU tem atrás de si, unido a um inesgotável depósito de força, que pode ser utilizado sempre que necessário.

Tal pessoa jamais pode experimentar o temor porque se elevou acima dele. O temor é a manifestação da fraqueza e, por tanto tempo quanto o alimentemos, considerando-o um amigo íntimo, estaremos abertos e indefesos às influências dos outros.

Mas, lançando para um lado o temor, nos elevamos alguns passos na escala e nos pomos em contato com o forte, intrépido e valoroso pensamento do mundo, deixando atrás de nós a antiga debilidade e aflições da vida.

Quando o homem aprende que nada realmente pode prejudicá-lo, o temor parece-lhe uma estupidez. Quando o homem acorda à compreensão de sua natureza e destino, sabe que nada pode prejudicá-lo e, consequentemente, o temor é abandonado.

Foi bem dito: “Nada há a temer senão o temor”.

A abolição do temor põe nas mãos do homem uma arma de defesa e poder que o torna quase invencível.

Por que não aceitais esse dom, que livremente vos é oferecido?

Que o vosso lema seja:  EU SOU.  SOU LIVRE E NADA TEMO.”

Yogue Ramacharaca

 

 

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