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Londrina, 25 de março de 2020

Por Ana Setti Rosa

A solidariedade pode mudar o mundo

De repente, o mundo parou. Um inimigo invisível e sorrateiro avançou pelos quatro cantos do planeta, deixando um rastro de aflição e medo. Diante do inesperado, do sem precedentes, do ainda sem solução, foi preciso buscar caminhos alternativos para amenizar o impacto do contágio. Um deles foi o confinamento.

Com ele, assim como Alice no País das Maravilhas, caímos em um espaço estranho, surreal, surpreendente. Até ontem, não tínhamos tempo para nada; vivíamos atormentados pelas obrigações e compromissos, pelas cobranças e pressões… Hoje, temos tempo de sobra e nosso único compromisso é manter a sanidade, sejam quais forem as condições do isolamento social, a dois, a três, a quatro… ou, de fato, apenas consigo mesmo.

Mas essa estranheza se expande e avança para o sistema, para a estrutura de nossa civilização. Com o confinamento, tudo o que elegemos como “forma natural de viver” está sob escrutínio, levando-nos a perceber com mais nitidez a desigualdade que grassa lá fora: quem não tem nem casa para ficar confinado; quem tem casa, mas não tem espaço para ficar isolado; quem tem casa, mas não tem dinheiro para se alimentar ou comprar sabão; quem está preso, mas precisa ser solto para se isolar…

Fechados em casa, nossa “visão de mundo” vai se modificando: tanto faz quanto poder tem o indivíduo, o volume de moedas que possui, o brilho de sua imagem virtual… Ao fim e ao cabo, todos queremos sobreviver e, para isso, será preciso aceitar nossa humana igualdade. Sim, em essência, somos todos iguais e queremos apenas continuar vivendo.

O mundo parou, mas vai voltar a girar e, quando isso ocorrer, além de prantear nossos mortos, celebraremos a vida, renovada pelas ações que tivermos coragem de empreender neste momento. A solidariedade é o que nos levará adiante e mesmo um pequeno gesto terá enorme valor. Como dizia Madre Teresa de Calcutá, “toda vez que ponho minha gota no oceano, ele fica maior”.

Para saber mais sobre o projeto, clique aqui.

Para dicas sobre como escrever sua crônica, clique aqui e aqui.

E a roda de crônicas continua…Setas 3

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