Prosa, poesia, conexões quânticas, dicas de redação e de leitura, comentários, reflexões… Palavras em infinito movimento!

Arquivo para janeiro, 2013

Soneto do Amor Eterno

perfisrosas

Um do outro distantes, somos apenas

lembranças que a memória confunde

Próximos, no entanto, sempre estaremos

enquanto vibrar o amor que nos une.

 

Não importa que o fado, nesta vida,

nos seja desfavorável e, severo,

impeça as trocas de um afeto

que vem de longe e é sem medida.

  

Pois, etéreo, o amor tende ao infinito,

livre de amarras, torna-se eterno,

forma indefinida, vira desejo e sonho.

 

O amor, incompleto na realidade vivida,

paira acima das atribulações do mundo

como um estender-se sereno e profundo.

 

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A apresentação do texto

  Como vimos, na primeira desta série de dicas, a FORMA de um texto também está relacionada à APRESENTAÇÃO (aparência, estética, formato) da sequência lógica e coerente de frases, que desenvolve um raciocínio com sentido completo (texto).

As cores do Ano Novo - 2

  Preocupar-se com a apresentação de um texto significa, basicamente, fazer escolhas, tais como:

* Escrever em prosa (texto corrido) ou em verso (poesia)?

* Diagramar, ou seja, dispor harmoniosamente elementos diversos – texto, figuras, molduras etc. – num determinado espaço, com mais sobriedade, formalismo ou com mais ousadia, criatividade, informalidade?

* Utilizar qual formato, entre tantos à nossa disposição, como: relatório, projeto, carta, comunicado, e-mail, folheto, mala-direta, discurso, livro, texto teatral, roteiro de cinema, anúncio, cartaz…?

* A apresentação de um texto abrange muitas escolhas e a melhor forma de decidir é avaliar, especialmente:

– A mensagem que se quer passar.

– O público ao qual a mensagem se destina.

Exemplo:

1) Quero passar mensagens sequenciais sobre como conquistar desenvoltura, segurança e prazer na expressão por escrito. O público ao qual essa mensagem se destina é formado por jovens e adultos interessados em escrever bem.

2) Pelo tipo de mensagem e abrangência do público escolho o formato “Dicas”, ou seja, textos não muito extensos, objetivos e, escritos em prosa – texto corrido -, já que as dicas são, basicamente, artigos  didáticos.

3) Quanto à diagramação, opto por uma miscelânea (organizada). Centralizo alguns trechos, justifico outros ou os alinho à esquerda e à direita; recorro ao negrito, ao itálico e ao sublinhado, à CAIXA ALTA ou baixa;  uso molduras ou apenas um sombreamento; eventualmente, utilizo marcadores ou numeração; recorro ainda ao espaçamento (entre linhas) e ao parágrafo (mudança de linha e entrada) para conseguir um visual mais leve. Todos esses recursos (que o computador oferece hoje ao escritor) são usados com o objetivo de passar para o leitor uma mensagem clara, precisa, instigante, atraente.

APRESENTAÇÃO de um texto é isso!

  Vale lembrar que os variados formatos de texto já estão genericamente definidos, ou seja, possuem elementos básicos de apresentação que os caracterizam como tais ou quais.

  Um roteiro de cinema, por exemplo, exige, para ser considerado como tal, uma apresentação bastante específica. Entre outras coisas, páginas divididas verticalmente, para que, de um lado, seja descrita a cena, e, do outro, sejam descritos os diálogos.

  Uma carta comercial, por sua vez, pede um texto curto, com ênfase (negrito, sublinhado etc.) em algumas frases ou palavras que não podem passar despercebidas, e diagramação mais sóbria.

MAS TUDO PODE SER REINVENTADO E APRIMORADO!

Ao escolher um formato de texto, adequado à sua mensagem e ao público ao qual sua mensagem se destina, dê uma espiada no que existe (em relação ao formato escolhido) e use a criatividade e o bom senso para adaptá-lo às suas necessidades e às de seus leitores.

Retrospecto por meio da leitura

  Para conquistar maior desenvoltura no “ofício” da escrita, vimos que é preciso ter conteúdo e saber como expressá-lo, desenvolvendo um texto lógico, coerente, fluente, bem escrito, bem pontuado e com uma apresentação adequada.  Vale também, e muito, criar o prazeroso hábito da leitura, mas… Seja crítico:

* Reforce sua confiança,

* Confie em sua opinião.

* Confie em seu sentimento.

* SEMPRE use sua opinião e seu sentimento como referências para concordar ou discordar do que está escrito.

* Lembre-se: não é porque está escrito que é verdade.

Exercite seu raciocínio

* Argumente e contra-argumente com o autor.

* Reflita sobre as razões que o levaram a concordar.

* Reflita sobre as razões que o levaram a discordar.

* Habitue-se a desenvolver argumentos que validem seu ponto de vista.

Solte-se

* Dê asas à sua imaginação.

* Fantasie.

* Brinque com as ideias que a leitura lhe traz.

* Deixe-se levar pelas palavras em viagens prazerosas.

Veja outras dicas desta série:

1) Forma & Conteúdo: a anatomia de um texto

2) A estrutura lógica de um texto

3) Vocabulário na ponta da língua

4) O inestimável apoio da pontuação

O inestimável apoio da pontuação

No começo, foi a palavra – solitária; depois, a frase – transmitindo uma unidade completa de pensamento; enfim, veio o texto – frases coerentemente encadeadas, desenvolvendo um raciocínio de sentido completo. Para que o texto expressasse adequadamente a ideia, foi preciso reunir vocabulário – variado e rico de sentidos – e também escrever tudo corretamente, construindo frases precisas (de acordo com o pensamento do autor) e bonitas (que envolvessem o leitor). O que falta agora, para que nosso texto tenha uma FORMA impecável? A PONTUAÇÃO.

 A pontuação, em um texto, equivale à gesticulação, à entonação, à emoção, às pausas da respiração, com que acentuamos nossa fala cotidiana.

  Quando conversamos, naturalmente fazemos pausas para respiração, gesticulamos, somos veementes, gritamos, sussurramos, valorizamos determinada palavra ou frase com a ênfase apropriada, pomos vibração, ou não, no que dizemos etc.

Casal se olhando

  Quando estamos ao vivo e em cores com outras pessoas, contamos com muitos recursos para nos expressar. Quando estamos frente a frente com um papel ou uma tela de computador, imaginando a reação do leitor (genérico) a cada frase que escrevemos, a tarefa de se expressar com clareza pode se revelar mais difícil.

AINDA BEM QUE EXISTE A PONTUAÇÃO!

  A pontuação existe para isso mesmo, para dar clareza e precisão à expressão de nossas ideias por escrito; para pôr vibração, dar ênfase e emoção ao nosso texto; para substituir o gesto, a veemência, presentes nas conversas; para indicar as pausas da respiração…

  E até para indicar corretamente os destinatários de uma herança, como nos mostra, com humor, a história a seguir:

A HERANÇA QUE DEPENDIA DA PONTUAÇÃO

(Transcrito e adaptado de “Seleções” / edição fevereiro 99)

Escritor150

“Foi encontrado o seguinte testamento:

Deixo meus bens à minha irmã não ao meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres.

Quem tinha direito aos bens? Eram quatro os concorrentes.

O SOBRINHO pontuou o texto da seguinte forma:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

A IRMÃ pontuou assim:

Deixo meus bens à minha irmã. Não ao meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

O ALFAIATE fez a sua versão:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

O PROCURADOR DOS POBRES, por sua vez:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres!”

  Deu para sentir quão inestimável é o recurso da pontuação?

  Use-a com BOM SENSO (a mais fundamental das regras).

  Pratique também “olhar” para um texto, procurando observar como o autor (e o tradutor, no caso) usou de forma criativa e adequada (visando dar clareza, precisão, ênfase, vibração etc. à sua mensagem) o inestimável recurso da pontuação:

            “Entretanto, em alguns lugares as novas forças eram mais criativas. Acima de tudo, na Península Itálica, algo de notável emergia: o Renascimento já começava a orientar a mente dos homens por novos caminhos. Já se passara quase um século desde que Giotto terminara seus afrescos sobre a vida de São Francisco, em Assis, e a pintura europeia tinha ganho – quase literalmente – uma nova dimensão. Já em Florença, o menino Fra Angélico começava a aprender como segurar um pincel e o jovem Donatello, um cinzel. O novo movimento nas artes plásticas haveria de se espalhar pela literatura, pela política, pela filosofia e iria substituir a alquimia pela ciência, a superstição pela experiência e o preconceito pela lógica. Em 1.394, Petrarca e Bocaccio não mais viviam, mas os ecos literários que haviam partido das cidades italianas começavam a atingir locais distantes como Londres e Kent, onde Geoffrey Chaucer (que desfrutava ocasional proteção do Rei Ricardo II) já se atormentava escrevendo seus ‘Canterbury Tales’.”

(Trecho do Capítulo I – “Portugal no Mundo de 1.394” -, reproduzido do livro “Dom Henrique, o Navegador”, escrito pelo diplomata inglês John Ure e publicado, no Brasil, pela Editora Universidade de Brasília, em 1985, com tradução de Paulo de Góis Filho)

Veja outras dicas desta série:

1) Forma & Conteúdo: a anatomia de um texto

2) A estrutura lógica de um texto

3) Vocabulário na ponta da língua

4) Redação em quatro etapas

5) A arte de virgular

Vocabulário na ponta da língua

  Temos uma ideia e sabemos COMO expressá-la por escrito, com lógica, coerência e fluência. O que precisamos saber agora?

  Que palavras utilizar, para expressar a ideia com clareza, precisão e correção, de forma que nossa mensagem seja facilmente compreendida pelo público ao qual se destina.

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  Estamos falando de:

VOCABULÁRIO ADEQUADO

CORREÇÃO GRAMATICAL

Como ter bom vocabulário e escrever corretamente?

  Boa base escolar, estímulo familiar e social, ambiente cultural favorável são algumas das circunstâncias que cooperam para a formação de um bom e variado vocabulário e ajudam a escrever de forma correta.

  Mas a mais importante base ou o mais essencial dos estímulos para se conquistar um bom vocabulário e uma escrita correta não dependem exclusivamente de circunstâncias favoráveis como as acima descritas.

  Dependem só de seu interesse em alcançar esse objetivo. Isso porque existe um meio fácil, agradável, prazeroso e divertido de chegar lá e, melhor, que está SEMPRE à nossa disposição!

Que meio é esse?

a LEITURA

  Seguem 12 argumentos que vão tentar convencê-lo sobre a importância da leitura, especialmente para quem quer escrever com conteúdo & forma da melhor qualidade.

Principas benefícios da leitura:

* Aquisição de conhecimento: com a leitura, ampliamos nosso conhecimento sobre assuntos específicos e gerais.

* Estímulo à brincadeira: a leitura ajuda-nos a relaxar, levando-nos ao mundo do faz-de-conta, onde podemos projetar nossas emoções sem nenhum risco.

* Estímulo à criatividade: a leitura mexe com a nossa imaginação, estimulando-nos a desenvolver prazerosamente nosso potencial criativo.

* Desenvolvimento da capacidade de argumentar: a leitura estimula-nos a desenvolver argumentos consistentes e bem fundamentados.

* Ampliação do vocabulário: com a leitura, conhecemos novas palavras e aprendemos a usá-las em seus diferentes e ricos sentidos.

* Incentivo à reflexão e à formação de opinião: a leitura nos incentiva a pensar, a refletir, a formar uma opinião, a pôr em xeque nossas convicções e a chegar a uma conclusão.

* Ampliação do campo de visão: a leitura nos permite “ver” um assunto sob outras perspectivas, o que estimula nossa capacidade de aceitar o novo e o diferente.

* Confrontação de pontos de vista: a leitura nos leva a uma conversa com o autor, o que nos permite reforçar, esclarecer ou mudar nossos pontos de vista.

* Utilização dos recursos da linguagem: a leitura nos permite aprender, com os bons autores, a utilizar, inventivamente, os recursos oferecidos pela linguagem.

* Correção gramatical: com a leitura, aprendemos a escrever bem, de forma correta, pela observação, ou seja, naturalmente, sem esforço.

* Estímulo ao pensamento abstrato: a leitura nos permite perceber a realidade pelo ângulo da fantasia, o que amplia nossa capacidade de pensar sobre o abstrato.

* Estímulo à imaginação: quando lemos, vemos apenas palavras, mas logo formamos cenas na nossa tela mental, o que é muito estimulante para a imaginação.

Sugestão para aproveitar melhor essa dica: escolha o livro de um bom autor e analise algumas páginas sob o ponto de vista do vocabulário (que palavras o autor utiliza / variedade) e da construção de frases (como as palavras se unem na frase para expressar uma unidade completa de pensamento).

Veja outras dicas desta série:

1) Forma & Conteúdo: a anatomia de um texto

2) A estrutura lógica de um texto

3) Redação em quatro etapas

4) A arte de virgular

A estrutura lógica de um texto

  Na dica de redação anterior, vimos que a forma de um texto pode ser comparada à embalagem de um bombom. Assim, quanto mais atraente, bem feita, correta etc. for a forma, mais chance o texto terá de ser lido. Partindo-se do pressuposto de que temos o que dizer, vamos analisar agora COMO passar nossa mensagem da melhor maneira possível, lembrando que a forma de um texto remete à lógica, ao vocabulário adequado, à correção gramatical, à pontuação apropriada e à apresentação do texto.

  Comecemos com a LÓGICA ou, melhor dizendo, com a estrutura lógica de um texto.

Fractais 5

  Para entender como um texto se estrutura, vamos fazer juntos um exercício:

Pense numa palavra e escreva-a numa folha em branco.

Eu pensei na palavra:

AMOR

  Claro que, em um texto, tudo começa com uma palavra. Mas uma palavra solta, sem um contexto (um meio, um ambiente) que a ampare, torna-se extremamente ambígua. A palavra AMOR, por exemplo, ou a palavra que você escolheu, solitária num pedaço de papel, dá ensejo a várias interpretações.

  No caso de AMOR, poderíamos “viajar” com a palavra, chegando à família, à relação apaixonada entre um homem e uma mulher, à fraternidade, à caridade, e, por oposição, ao egoísmo, à violência etc.

  Não a entenderíamos como uma mensagem objetiva, um texto de sentido explícito, e sim como um estímulo à nossa imaginação.

Escreva, agora, uma frase utilizando a palavra que você escolheu.

Escrevi a seguinte FRASE:

O amor é a energia que move a vida.

  Então, já temos um texto?

  Ainda não. O que temos é apenas uma unidade de pensamento com sentido completo, uma ideia.

  E quando teremos um texto?

  Quando unirmos, encadearmos várias frases para desenvolver um raciocínio lógico (com começo, meio e fim) e com sentido pleno.

Desenvolvendo o raciocínio que estava embutido

na minha frase sobre o amor, escrevo o seguinte TEXTO:

Estamos vivendo uma fase de exacerbação da individualidade. Ao contrário do que pode parecer, no entanto, não se trata de uma atitude que visa intensificar o egoísmo inerente ao homem.

O voltar-se para si mesmo, numa busca de autoconhecimento e de integridade, tende a nos tornar mais generosos, pois à medida que nos aprofundamos nessa procura, mais nos conscientizamos de que o amor é a energia que move a vida.

AGORA É A SUA VEZ!

  Desenvolva uma linha de raciocínio com base na frase que escreveu anteriormente.

  O que é possível deduzir a partir desse exercício?

  Que um TEXTO, sob o ponto de vista formal, é uma:

SEQUÊNCIA LÓGICA E COERENTE DE FRASES

QUE DESENVOLVE UM RACIOCÍNIO

COM SENTIDO PLENO

  Portanto, para desenvolver um TEXTO, precisamos de:

* Uma ideia (informação, opinião, pensamento, sentimento, percepção, impressão, tema, tese etc.).

* Palavras encadeadas em frases (para expressar a ideia).

* Uma linha de raciocínio (para dar sequência lógica e coerente ao desenvolvimento da ideia).

  Sugestão para aproveitar melhor essa dica: analise o texto que você desenvolveu, a partir da palavra escolhida, e tente identificar a ideia básica (a essência de sua mensagem); as frases que utilizou para expressar essa ideia e a linha de raciocínio adotada. Ao fazer essa identificação, você estará avaliando se seu texto tem lógica, coerência e fluência.

Dica anteriorA anatomia de um texto

Não deixe de ver também: Redação em quatro etapas, uma miniaula para você!

E mais: A arte de virgular, para não errar na hora de colocar vírgula em seus textos.

Mergulho

Mergulho 6

 

 

 

 

 

 

Ser aquático,

mergulhar

nas profundezas

do oceano,

escapar do etéreo

para o aconchego

do cristalino

manto.

Estender-se leve

ao balanço das algas

e, como as tartarugas,

sombrear

as transparências,

pintalgando de prata

os cardumes

em efervescência.

Tomar impulso

de golfinho,

defendendo-se

como o marlim

e sua espada,

assustando curiosos

feito moreia

entocada.

Mergulho 4Envolver-se

no redemoinho

das ondas,

temendo as manchas

aladas e seus bicos

pontiagudos

a furar

a flor das águas.

Desmanchar-se em

miríades de cores

e formas submarinas,

fluir

pelas correntezas,

acompanhando as marés

da lua eternamente

enamoradas.

Esquecer,

em abandono submerso,

a dimensão seca

da vida.

Forma & Conteúdo: a anatomia de um texto

  Para começar a conquistar desenvoltura na expressão por escrito, convém observar mais de perto este nosso objeto do desejo: o texto. Com esse propósito, nada melhor do que relaxar e brincar um pouco com as ideias. Que tal comparar o texto a um bombom?

Bombom8

  Tal qual um bombom, um texto (qualquer um) tem forma e conteúdo. No bombom, pode-se dizer que a forma corresponde à sua aparência ou, mais precisamente, à embalagem, enquanto o conteúdo fica por conta do recheio, do bombom em si.

  No texto, a “forma” também equivale à aparência. Quanto mais atraente, chamativa, bem feita, correta, apresentável etc. for a forma de um texto, mais chance terá de ser lido. Já o conteúdo –  o bombom em si – é a parte mais substanciosa do texto, pois traz a mensagem do autor, o que ele quer dizer aos seus leitores.

  Assim, se a FORMA de um texto equivale à embalagem de um bombom, ela necessariamente deve ter:

Lógica – o texto deve apresentar um começo, um meio e um fim facilmente identificáveis e compreensíveis.

Vocabulário adequado – o texto deve contar com palavras que expressem nossas ideias com a maior adequação e precisão possível.

Correção gramatical – o texto deve mostrar o cuidado que tomamos para escrever corretamente, tanto no nível da grafia e acentuação das palavras, quanto no da construção de frases.

Pontuação apropriada – o texto precisa indicar, por escrito, a gesticulação, a ênfase e as pausas da respiração que utilizaríamos se estivéssemos conversando.

Apresentação – o texto deve ter uma estética, um “formato” que se revele o mais apropriado para acomodar / embalar / enquadrar determinado conteúdo. (Exemplo? O “formato” didático  que escolhi para apresentar este texto.)

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Se o CONTEÚDO equivale à mensagem do autor, à essência do texto, ele necessariamente deve ter:

Consistência – um texto consistente explora em profundidade o assunto que é a essência da mensagem, apresentando informações completas e confiáveis e argumentos bem desenvolvidos e convincentes.

Coerência – um texto coerente traz as ideias harmoniosamente encadeadas, de maneira a traçar uma linha de raciocínio objetiva e de fácil acompanhamento pelo leitor.

Fluência – um texto consistente e coerente “flui” agradavelmente, envolvendo o leitor e fazendo-o refletir a respeito do que está escrito.

  Diferentemente do bombom (pensando num bombom dentro de uma embalagem), contudo, não podemos separar a forma do conteúdo em um texto. Ambos estão intrinsecamente ligados: a forma serve à mensagem, assim como a mensagem preenche adequadamente a forma.

  Entender a anatomia de um texto é o primeiro passo em direção à conquista de uma maior desenvoltura para escrever.

  Sugestão para aproveitar melhor essa parte da viagem: analise alguns textos (prosa e poesia) sob o ponto de vista da forma e do conteúdo.

 

Não deixe de ver:

Redação em quatro etapas, uma miniaula para você!

A arte de virgular, para não errar na hora de colocar vírgulas em seus textos.

 

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