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Publicado pela Editora Pensamento, o livro “14 Lições de Filosofia Yogue” traz esclarecimentos do mestre yogue Ramacharaca sobre o milenar conhecimento espiritual do Oriente.

A origem do livro é bem curiosa, já que se trata da compilação de aulas dadas pelo mestre yogue, por correspondência e em inglês, durante o ano de 1904. A primeira versão em português foi publicada em 1910.

Além de sabedoria, Ramacharaca – um dos pseudônimos do estudioso norte-americano William Walker Atkinson (1862 -1932) – esbanja doçura e compreensão por seus leitores ou, melhor, “aprendizes”. “O mestre oriental sabe que muitos dos seus ensinamentos são apenas a semeadura”, esclarece na primeira lição do livro, “e que, para cada ideia que o estudante assimile no começo, haverá um cento que virá ao campo do conhecimento consciente somente depois de um certo lapso.”

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Ele pede confiança, mas nunca crença cega: “Este é o caminho”, continua a explicar ainda no primeiro capítulo, “então, nele e na vereda encontrarás as coisas das quais te tenho falado; apalpa-as, pesa-as, mede-as, examina-as e reconhece-as por ti mesmo. Quando chegares a certo ponto do caminho, saberás tanto a seu respeito como eu ou qualquer outra alma nessa mesma etapa da jornada (…). Não aceites nada como definitivo, enquanto não o houverdes comprovado; porém, se és prudente, aproveitarás o conselho e a experiência daqueles que foram primeiro.”

Entre as “14 lições”, o leitor encontrará ensinamentos interessantes sobre princípios mentais e espirituais; aura e magnetismo; dinâmica do pensamento; influência psíquica; mundo astral; causa e efeito;  evolução espiritual…

Veja, a seguir, um trecho da nona lição, denominada “Influência Psíquica”, que explica como o mantra EU SOU pode nos ajudar a desenvolver a confiança em nosso próprio poder:

Espiritualidade

“A atitude mental expressa pela afirmação EU SOU vos rodeará como uma aura mental, que atuará como um escudo protetor até o tempo em que tenhais adquirido completamente a consciência mais elevada, a qual traz consigo uma sensação de confiança própria, segurança e força.

Desse ponto em diante, vos conscientizareis gradualmente de que, quando dizeis EU, não falais somente da entidade individual, com toda a sua força e poder, mas do espírito que o EU tem atrás de si, unido a um inesgotável depósito de força, que pode ser utilizado sempre que necessário.

Tal pessoa jamais pode experimentar o temor porque se elevou acima dele. O temor é a manifestação da fraqueza e, por tanto tempo quanto o alimentemos, considerando-o um amigo íntimo, estaremos abertos e indefesos às influências dos outros.

Mas, lançando para um lado o temor, nos elevamos alguns passos na escala e nos pomos em contato com o forte, intrépido e valoroso pensamento do mundo, deixando atrás de nós a antiga debilidade e aflições da vida.

Quando o homem aprende que nada realmente pode prejudicá-lo, o temor parece-lhe uma estupidez. Quando o homem acorda à compreensão de sua natureza e destino, sabe que nada pode prejudicá-lo e, consequentemente, o temor é abandonado.

Foi bem dito: “Nada há a temer senão o temor”.

A abolição do temor põe nas mãos do homem uma arma de defesa e poder que o torna quase invencível.

Por que não aceitais esse dom, que livremente vos é oferecido?

Que o vosso lema seja:  EU SOU.  SOU LIVRE E NADA TEMO.”

Yogue Ramacharaca

 

 

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