Prosa, poesia, conexões quânticas, dicas de redação e de leitura, comentários, reflexões… Palavras em infinito movimento!

Arquivo para março, 2009

O que será que texto e bombom têm em comum?

Será que um texto pode ser equiparado a um bombom?bombom-4

Afinal, assim como um bombom, o texto precisa de uma forma (a embalagem ou o formato) e de um conteúdo (o recheio).

É fácil imaginar como seria um bombom atraente e apetitoso.

 

Mas como seria uma forma igualmente sedutora no caso de um texto?

 

Com certeza, a correção gramatical (palavras corretamente escritas, frases bem construídas) cooperaria bastante para dar uma agradável forma ao texto.

O vocabulário adequado (palavras bem escolhidas, cujo sentido seja apropriado à mensagem que se quer transmitir e ao público ao qual se destina) seria outro recurso que propiciaria uma forma interessante para o texto.

A pontuação apropriada, favorecendo a clareza, a “respiração” e a ênfase da mensagem, entraria como base sólida a sustentar a boa forma do texto.

bombomlilasA apresentação – ou estética da mensagem – logo nos chamaria a atenção ou não. Caso não chamasse, o texto estaria condenado a ser preterido. Assim como um bombom amassado…

 

A não ser, claro, que tivessem, o bombom e o texto, um recheio absolutamente irresistível, aquele conteúdo que ninguém esquece…

Assim passada a “prova” da forma – num átimo de segundo, porque basta uma primeira olhada num texto para se saber se está bem escrito (correto, adequado, bem pontuado…) – chega-se à sua parte mais substanciosa: o que ele (o texto) está querendo nos dizer.

 

E aí, pesam – para um conteúdo balanceado – aspectos como:

Coerência – pensamentos harmoniosamente encadeados, que bombonsemseriecorrespondem ao objetivo da mensagem e à linha de raciocínio escolhida para expressá-lo.

Consistência – informações corretas, bem exploradas, coerentes em relação ao assunto abordado; argumentos bem desenvolvidos, justificados, convincentes, envolventes, persuasivos.

 

Chega? Já podemos “atacar” o bombom, ou melhor, o texto?

 

Não, porque ainda é preciso obter “liga” entre os elementos, assim como em um bombom. Antes de chegar ao recheio, sempre tem uma “casquinha”, um “venha por aqui” sutil, que só nossa língua (sentido literal) é capaz de perceber. No texto, isso equivale a:

Lógica, significando começo, meio e fim da mensagem bem definidos.

Objetividade, que leva o leitor agradavelmente do ponto inicial até o fim, sem rodeios desnecessários.

Clareza ou a delícia de passar ao leitor exatamente o que se quer expressar, sem ambiguidades.

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Seguindo essa receita, o resultado é um bombom, ou melhor, um texto ao qual ninguém resiste. Que tal experimentar? Comente aqui seus resultados.

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Pensar positivo e o lado escuro da força

Pensamos…

E procuramos pensar de forma positiva, porque sabemos a força que o pensamento tem.

Mesmo assim, nada parece mudar ou muda muito pouco, quase como se arrastássemos um móvel de um lado para o outro, uma mudança mais estética do que fundamental.

Ficamos, então, um pouco decepcionados com essa história de pensamento positivo.

Por que não funciona comigo?, perguntamos.

Talvez estejamos nos esquecendo do lado escuro da força, o pensamento negativo, que parece ter vindo acionado desde quando nascemos ou que, por questões culturais e de história familiar, acaba por nos impregnar, de ponta a ponta.

Enfrentar o dark side é preciso

Enfrentar o dark side é preciso

É ele, o pensamento negativo, que, inconscientemente, limita nossa mudança. Queremos subir, mas ele nos puxa para baixo. Pensamos positivamente e com confiança, no nível consciente, mas a força do pensamento negativo, no inconsciente, age como um freio.

Uma forma de lidar com isso é a aceitação. Aceitar que seja assim. Quando aceitamos que o lado escuro da força existe e que age sobre nós, estimulamos os pensamentos negativos a virem à tona, ao nível consciente.

Ah, então eu quero isso, mas, na verdade, não me acho merecedor porque sempre agi “errado” neste aspecto, como poderia ser diferente agora?, refletimos.

Conhecer o pensamento negativo que limita nossos anseios é o primeiro passo para efetivamente “dissolvê-lo”. Aceitar que “erramos” é o segundo. O terceiro, e libertador passo, é perceber que qualquer que tenha sido nosso “erro” (ou, melhor do que erro, algo que fizemos e que não nos trouxe bons resultados), a possibilidade de repeti-lo está praticamente zerada, uma vez que nos tornamos conscientes dele. E consciência é tudo.

Nada melhor, portanto, do que fortalecer nossa consciência, pelo autoconhecimento; pela aceitação do que efetivamente somos; pelo amor a nós mesmos; pela compreensão em relação à forma como aprendemos; pelo respeito ao nosso jeito de ser… E pelo pensamento positivo, que nos ajuda a descobrir, caso haja algum, o pensamento negativo a ele associado. Assim, podemos “dissolvê-lo”, aceitando-o e integrando-o positivamente (como aprendizado) em nós.

Isso traz poder. O poder de estar em paz consigo mesmo, ao instituir um cessar-fogo entre o pensamento positivo e o negativo. E, estando em paz consigo mesmo, o poder de avançar pela vida com menos medo e mais resultados.

Você confia em sua percepção?

Algumas pessoas acreditam que não têm o que dizer. Por isso, sentem-se intimidadas quando precisam se expressar, em especial por escrito.oqueescrever

Fica fácil observar que é impossível não ter o que dizer.

Ideias, opiniões, avaliações, análises, reflexões estão sempre se formando dentro de nós, a partir de nossa percepção racional e emocional sobre nós mesmos, sobre o ambiente à nossa volta e sobre as pessoas com as quais nos relacionamos e com as quais convivemos…

Ter o que dizer também é resultado do conhecimento que vamos adquirindo ao longo do tempo por intermédio da educação familiar, da formação escolar, da experiência profissional, da vivência, da curiosidade…

Todo esse conteúdo é ainda aprimorado e refinado por meio da consulta, da pesquisa, do estudo, da observação. Esse adicional de informações passa pelo crivo da reflexão pessoal, resultando em ter o que dizer sobre um assunto de nosso interesse em determinado momento.

nanquimSe todos temos o que dizer, por que, então, para alguns colocar suas ideias no papel, na tela do computador, vira uma barreira quase intransponível?

Arriscando um palpite, diria que algumas pessoas não se permitem dizer.

Permitir-se dizer equivale a se soltar e esse movimento de liberdade começa no fortalecimento da confiança em nossas ideias, opiniões, sentimentos e percepções.

Mas como confiar? Será que nossas percepções indicam a verdade?

Sim e não, pois a verdade é muito relativa.

O que é verdade para alguns, nem sempre é para outros. E  todos têm razão.

É aquela história: se todos gostassem do azul, o que seria do amarelo ou do verde ou ainda do vermelho?

Todos temos argumentos muito convincentes para defender o apreço por esta ou aquela cor. Mas não podemos dizer que o outro está errado (ou certo) por preferir uma cor diferente. É uma questão de percepção.

 

A verdade é o que faz sentido para nós naquele momento.

 

Confiar nisso é confiar na própria percepção – no que pensamos e no que sentimos.

E é com base nessa confiança que conseguimos nos expressar melhor e mais plenamente.

Exercite sua percepção. Escreva sua opinião sobre o pensamento a seguir e a compartilhe aqui, mandando seu comentário.

 

fundoceupequeno“Quem se senta no fundo do poço

para contemplar o céu,

há de achá-lo pequeno.”

Han-Yu

 

 

A ansiedade e o conceito espaço-tempo

Tudo é relativo, do ponto de vista de quem observa os acontecimentos.

Tudo tem seu tempo. Em linhas gerais, passado, presente e futuro.

Tudo acontece em um espaço que lhe é próprio, dentro e fora de nós, simultaneamente.

 

esptempo150A teoria da relatividade,  desenvolvida pelo físico alemão Albert Einstein, sustenta a noção de que não há movimentos absolutos no universo, apenas relativos. Qualquer movimento é relativo a algum sistema de referência escolhido (para conveniência de quem está estudando o movimento). Sob essa perspectiva, o espaço e o tempo desaparecem como entidades independentes e são substituídos pelo conceito espaço-tempo.

 

Onde está o observador – nós mesmos – está o nosso espaço. E o tempo que temos à disposição é este momento, o presente, o agora.

Existe ansiedade quando nos deslocamos mentalmente para o passado ou para o futuro e deixamos de preencher nosso espaço no presente com energia e atenção.

Pode ser surpreendente descobrir se vivemos de fato o momento presente.

Observe-se. Quanto da angústia, do desconforto, dos receios que porventura esteja vivenciando têm relação com este momento? Mais provável que tenham relação com fatos passados ou com preocupações a respeito do futuro.

E como não se pode voltar ao passado ou alcançar o futuro neste momento, vem a ansiedade, na forma de uma angustiosa sensação de pressa; de impotência; de sofrimento constante; de nervosismo; de exasperação; de desespero; de uma ou mais noites de insônia…

Quando você se conecta com o momento que efetivamente está vivendo, o passado perde a força e o futuro, a inevitabilidade. Ao concentrar sua energia no agora, você conquista poder para direcionar sua vida da forma que considerar mais adequada.

Respire fundo e concentre-se no momento que está vivendo. Observe-se.

Acalme sua mente e coloque sua atenção neste momento. Onde você está. Como são as coisas à sua voltas. E você: seu nível de relaxamento; seus gestos; suas sensações – de conforto, calor, frio; sua percepção quanto à luminosidade que entra pela janela, à água que escorre sobre suas mãos, de como você respira, à forma como anda – a força que coloca em cada passada, à tepidez do contato de sua mão sobre o seu braço…

Essa experiência vai ajudá-lo a se conectar com o presente. Pode ser que a sensação de tranquilidade decorrente, que vai lhe dar uma visão geral mais otimista sobre sua vida, não dure muito. Mas se valeu a pena fazer o contato, repita a experiência sempre que seus pensamentos insistirem em voar para o futuro ou ficarem tentados a mergulhar no passado. Principalmente, surpreenda-se com as muitas descobertas em relação à riqueza que existe em seu presente.

Escrevendo “em bom português!”

A leitura é uma forma prazerosa de se aprender a escrever corretamente, pela observação.

Contudo, as mudanças propostas pelo novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa – em vigor desde 1° de janeiro de 2009 – e que têm até 2012 para serem totalmente integradas, vão exigir de nós, leitores, um pouco de cuidado nesse tipo de aprendizado espontâneo.

A mídia, em geral, parece bastante empenhada em se sobressair na tarefa de nos esclarecer sobre as alterações na escrita. E isso é bom por, pelo menos, duas razões.

Uma é que nos assegura a leitura cotidiana de textos de revistas, jornais, internet, entre outros meios de comunicação, com as mudanças já incluídas. Podemos nos exercitar – até que prazerosamente, dependendo da notícia -, pela observação.

Outra é que, de tanto comentar sobre o assunto, analisando-o pela perspectiva do “não é mais assim”, acabamos nos lembrando ou nos interessando em saber sobre “como era mesmo?”. E não só o que mudou de fato, mas também o que permaneceu. Assim, por caminhos sinuosos, tenderemos a aprender ou a reaprender como escrever “em bom português”.

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E não estamos sozinhos. Somos cerca de 230 milhões de pessoas, em oito países (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste), a utilizar o português como língua oficial.

No entanto, até agora, o nosso era o único idioma do mundo, com essa abrangência, a ter duas grafias oficiais, a do Brasil e a de Portugal.

Por conta disso, havia como que um desperdício de esforços e de investimentos no “mundo português”, pois era  necessário “traduzir” documentos, livros e outros materiais de indispensável circulação entre países de mesma língua.

Também nossa imagem internacional ficava prejudicada, pois o fato de contarmos com duas grafias igualmente válidas tem dificultado, por exemplo, o estabelecimento do português como um dos idiomas oficiais da Organização das Nações Unidas (ONU – cujos idiomas oficiais são: inglês, francês, espanhol, árabe, chinês e russo).

Parece, então, que estamos no rumo certo. Como diz o texto oficial do acordo, trata-se de “um passo importante para a defesa da unidade essencial da língua portuguesa e para o seu prestígio internacional”.

O gramático Evanildo Bechara, 80 anos, que ocupa a cadeira 33 da Academia Brasileira de Letras e foi escolhido como a autoridade máxima no país para decidir eventuais divergências e pendências em relação ao novo acordo ortográfico, reforça esse propósito em entrevista à Folha de São Paulo (reprodução site ABL – 29/12/2008): “É essencial que o português se apresente internacionalmente com uma única vestimenta gráfica. Para manter o prestígio e para que seja melhor ensinado e compreendido por todos.”

A ortografia (conjunto de normas que, entre outras orientações, indica como escrever e acentuar as palavras corretamente) pode estar a caminho da unificação, mas o sotaque, a forma particular de cada população falar o português, deve se manter, felizmente!, para que continuemos a nos divertir com histórias como esta, do mestre cronista Rubem Braga (1913-1990), em Recado de Primavera (Círculo do Livro / 1984):

“A língua (conta-me Cláudio Mello e Souza) — Estando em um café de Lisboa a conversar com dois amigos brasileiros, foram eles interrompidos pelo garçom, que perguntou, intrigado: – Que raio de língua é essa que estão aí a falar, que eu percebo tudo?”

 

 

Como ficar tranquilo sem o trema?

 

Coitado do pinguim, agora tem de continuar sua marcha sem o apoio do trema

Coitado do pinguim, agora tem de continuar sua marcha sem o apoio do trema

Quando eu era criança – lá em Birigui – comíamos muita linguiça enquanto nossa visita mais frequente, um professor de linguística, sentado tranquilamente sob as árvores em sequência do nosso amplo jardim, comentava sobre a ambiguidade das palavras, levando-nos a “viajar” com a sua sonoridade. Por exemplo, ubiquidade, que nem sabíamos do que se tratava, nos fazia imaginar umbigos com idade – velhinhos e enroscados! – ou associar lingueta a uma língua pequena, ou ainda sequela a uma fruta amarga. Só podia ser, com esse nome!

Agora é assim que se escreve. Não nos resta outra alternativa a não ser dar adeus ao trema, mesmo sentindo saudade e tendo crise de nostalgia, pois que elegância escrever tranqüilo ou conseqüência. Era mais enfático também. A eloqüência ficava mais eloqüente. O qüinqüênio conquistava mais peso e valor. A lingüiça parecia mais apetitosa e os liqüidos, em geral, mais fluidos e refrescantes.

Contudo, enfático (e contundente) foi mesmo o Acordo Ortográfico: o trema, segundo o texto oficial, “é inteiramente suprimido em palavras portuguesas ou aportuguesadas”.

Não há nem como pedir uma segunda opinião… É oficial, radical e ponto final.

A única exceção – sempre tem uma, não? – fica por conta de palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros: hübneriano, de Hübner, mülleriano, de Müller etc”.

 

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Outras mudanças: Uma fácil. Outra, difícil, pelo menos pela internet! 

A fácil é a inclusão oficial do k, w e y em nosso alfabeto, que passa a ter 26 letras: a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, k, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, w, x, y, z.

Mas quem não as considerava assim, incluídas no alfabeto?

E não as usava com tranquilidade em nomes de pessoas e seus derivados (Allan Kardec e kardecismo / Carl Maria von Weber e weberiano / Willian Butler Yeats e yeatsiano etc.).

Em nomes geográficos próprios e seus derivados (Kuwait e kuwaitiano / Washington e washingtoniano / Seychelles e seychellense etc.).

Em siglas, símbolos e palavras adotadas como unidades de medida (www – world wide web /  kcal – quilocaloria / watt – unidade de medida de energia / yd – de yard, jarda – unidade de medida de comprimento inglesa e norte-americana etc.).

Por isso, neste passeio, nenhuma surpresa. 

Já a divisão silábica proposta no Acordo preenche todos os requisitos daqueles que querem ver para crer. Difícil de praticar, em especial nos textos que vão e vêm pela internet. Fica então o lembrete: na partição (final da linha) de palavras compostas ou de formas verbais seguidas de pronome átono, deve-se repetir o hífen no início da linha seguinte (para provar que a palavra é mesmo composta).

Willian resolveu fazer pós-

-graduação no Kwait. 

Já que é na crise que estão as oportunidades, acredita-

-se que haverá mais vagas de trabalho neste ano.

 

 

Ei, oi, nós não temos mais acento não!

Pois é, os ditongos abertos ei, oi em palavras paroxítonas (quando a sílaba tônica – a sílaba que se destaca por ser proferida com mais intensidade que as outras – é a penúltima) não devem ser mais acentuados. Duro vai ser segurar a mão em frases assim:

plateia1952Que grande plateia compareceu à estreia da peça que, na verdade, se parece a uma epopeia, de um autor heroico, sem dúvida, e também rico de ideias, mas, talvez, por isso mesmo, um pouquinho paranoico.

Ao colher azaleias na mata de Cananeia não percebeu a colmeia, com a qual colidiu, levando ferroadas de “mil” abelhas, sendo que, na fuga, em desabalada correria, ainda conseguiu tropeçar em uma jiboia. Não houve panaceia que amenizasse as dores e evitasse, como resultado do muito pavor vivido, a consequente diarreia.

Teria um asteroide caído em plena Pauliceia? Quem dera, foi só um androide que atravessou a claraboia (de um prédio na região central), à procura de explicações sobre a perestroica. Ou seria sobre o fluir dos espermatozoides? Quem sabe sobre o ardil do cavalo usado na guerra de Troia? Dizem que foi mesmo, e tão somente, para saber como chegar a Águas de Lindoia…

Cuidado com as “pegadinhas”:

1) O acento continua a ser usado nesses mesmos ditongos abertos ei, oi  em palavras oxítonas (quando a sílaba tônica é a última), como herói / anéis / papéis / anzóis / dói.

2) Não foi alterada a acentuação no ditongo aberto eu, como em chapéu / véu / céu / ilhéu / mausoléu / troféu.

Outras mudanças: Sobre beleza e feiura costasauipe2001

Ele esteve na Costa do Sauipe, foi a Bocaiuva e depois para Ipuiuna, onde estudou o maoismo. Mas como estava cheiinho, acabou por fazer regime e filosofar sobre o taoismo, o que lhe revelou a beleza e, por contraposição, a feiura do mundo.

Agora é assim que se escreve. O i e u tônicos, quando vierem depois de ditongo, não devem ser mais acentuados. Outros exemplos:  baiuca / feiume / aiuba / saiinha / Guaiuba / Guaraiuva etc.

Cuidado com a “pegadinha”: Continuam a ser acentuadas as vogais tônicas i e u que vêm depois de ditongo em palavras oxítonas, como em tuiuiú, Piauí etc.

E ainda:

Não se coloca mais o acento agudo sobre o u nas formas rizotônicas (quando o acento agudo cai em sílaba do radical) dos verbos arguir (e redarguir), como em arguis, argui, arguem…

Se o a e o i das formas verbais aguar, apaniguar, apaziguar, averiguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir e similares (terminações guar, quar e quir) forem pronunciados como tônicos, eles devem ser acentuados, como em averíguo, enxáguo, delínquem, oblíquem…

 

 

 

 

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