Prosa, poesia, conexões quânticas, dicas de redação e de leitura, comentários, reflexões… Palavras em infinito movimento!

Cada um em seu casulo

Pandemia - Casulo 5

Quantos virarão borboleta?

PREOCUPAÇÕES DO HOJE

ESPERANÇAS DO AMANHÃ

Paradoxos são aquelas afirmações que trazem uma contradição em si. Podem ser muito instigantes ou apenas divertidos. Confira a seguir.

Filosofando sobre o vir a ser:

O futuro nos pega de surpresa!

Paradoxo Futuro

“Tirando o time” com certa elegância:

Me inclua fora disso.

Paradoxo Incluir

Desconversando na conversa:

Nem sim, nem não,

muito pelo contrário!

Paradoxo Contrário Horas

Avisando os seguidores, antes da selfie:

Meu melhor perfil é o de frente.

Paradoxo Perfil

 

 
 

 

Paradoxo = aparente falta de nexo ou de lógica; contradição ter um romance platônico numa época de amor livre é um tremendo paradoxo›. (Houaiss)

Paradoxo = Opinião ou proposição contrária ao senso comum; contrassenso, disparate. (Michaelis)

“Brasil chega a 136.565 mortes por Covid e passa de 4,5 milhões de casos” (G1 / 19/09/2020)

“Em 14 dias do mês, Amazônia já tem mais queimadas que em todo setembro do ano passado” (FSP / 15/09/2020)

“Queimadas no Pantanal: multas do Ibama despencam apesar de recorde de incêndios” (BBC Brasil / 15/09/2020)

“Desemprego na pandemia continua subindo e chega a 13,7%” (Agência Brasil / 14/08/2020)

“Fome aumenta 43,7% em 5 anos e Brasil tem 1ª piora em segurança alimentar, diz IBGE” (Estadão / 17/09/2020)

“Pandemia deve intensificar abandono de escola entre alunos mais pobres” (UOL Educação / 23/07/2020)

 

DE QUE RI BOLSONARO?

Firmeza

Não é que tenha sido corajosa

frente às dificuldades,

apenas não desisti.

Construção 4

 

Poder

Para se contrapor às “carteiradas”, discriminações e outras formas de intimidação tão em moda no momento, e desde sempre, o importante é cultivar, preservar, manter, usar a:

DIGNIDADE

que significa, em linhas gerais:

Consciência do seu próprio valor e do valor de suas ações;

Respeito aos próprios sentimentos;

Amor-próprio.

Flor na calçada 2

Haicai 22

Pandemia – sentir no ar,

em todo lugar, o aroma

pungente do álcool em gel.

Vento e tempestade 2

Retrospectiva

Apesar dos muitos erros,

os acertos prevaleceram.

Flores ao vento 15 - Cópia

Como se viu na cerimônia de posse do novo ministro da saúde, em Brasília, quem está no poder muitas vezes não tem noção de ridículo

Estamos em meio a uma assustadora e brutal pandemia, que tem deixado um rastro de morte no ar e levado muitos sistemas de saúde em todo o mundo ao colapso. O pior é que ainda sabemos pouco sobre este cataclismo que se abateu sobre nós; por isso, enquanto em todos os cantos do planeta desenvolve-se uma busca frenética por mais conhecimento e soluções, a orientação que prevalece no momento é prevenir a escalada da doença com medidas de distanciamento social.

No entanto, em Brasília – nunca é demais repetir: em meio a uma assustadora e brutal pandemia, contra a qual a única contenção conhecida até o momento é o distanciamento social –, demite-se o ministro da saúde por razões que desafiam a própria razão, como, por exemplo, cumprir muito bem seu papel de coordenar o planejamento e a execução das defesas possíveis no combate ao inimigo invisível.

Como se não fosse suficiente, faz-se um cerimônia de posse – em meio a uma pandemia, não esqueçamos – para o novo ministro, com direito a não utilização de máscara, aglomerações, conversas “ao pé do ouvido”, cumprimentos efusivos e reiterados, discursos vazios, mas cheios de perdigotos lançados sobre a plateia. Estamos em meio a uma pandemia, esqueceram?

Eu, que saí (a única saída desta semana) ainda agora para as compras no supermercado toda paramentada, de máscara e luvas, mantendo distâncias adequadas no trajeto e no local; usando álcool em gel tanto na ida, para pegar o carrinho e fazer o pagamento (antes e depois), quanto na volta, para limpar mantimentos, maçanetas e chave da porta; deixando os sapatos do lado de fora; ficando nua (ou quase) na lavanderia, para deixar a roupa usada tomando um ar, e lavando as mãos com água e sabão entre uma tarefa e outra, fiquei perplexa.

Lembrei daquele episódio de nossa história, em 9 de novembro de 1889, quando o imperador dom Pedro II promoveu um suntuoso baile na Ilha Fiscal, Rio de Janeiro, a então capital imperial, por variadas razões oficiais, mas com o intuito de provar, de acordo com historiadores, que a monarquia estava mais forte do que nunca. Seis dias depois, no entanto, com a proclamação da República, o Império do Brasil chegava ao fim.

O ponto comum entre os dois fatos reside na ilusão, no que se quer acreditar, apesar de a realidade mostrar o contrário. No século XIX, o imperador e seu entorno não perceberam que a monarquia não mais se sustentava e deram uma festa para mostrar que tudo estava bem. No século XXI, o presidente e seu entorno não percebem que o mundo, conforme o conhecemos, está soçobrando e continuam pensando em manter tudo como estava, como se isso fosse possível. Seria ridículo, não fosse tão trágico!

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São Paulo, 13 de abril de 2020

Por Jorge Jubrail

Confinados e livres

De repente, todos confinados. Uma ironia porque, presos em nossas casas, estamos tendo a possibilidade de nos libertar, de repensar nossas vidas para quebrar velhos paradigmas, criados há décadas, talvez séculos, que regram nosso pensar e nossas atitudes, conforme as necessidades dos sistemas criados por nós mesmos.

Confinados, estamos podendo nos reconhecer e abandonar a personificação em que muitas vezes nos transformamos para sermos aceitos na escola, no trabalho ou em qualquer círculo social que exija algum padrão de comportamento. Estamos tendo a oportunidade de buscar no nosso íntimo a consciência de indivíduo ímpar e de reacender a centelha divina que nos une aos demais irmãos e ao Universo.

Definitivamente, estamos saindo da autoestrada criada pelo sistema e pegando uma rota alternativa só nossa, em que poderemos apreciar as flores, ouvir o canto dos pássaros e sentir toda a energia do Universo. Claro que estamos vivendo sob o medo de um vírus invisível e muito real, mas precisamos ter coragem para enfrentar o problema, sem pânico. Coragem não é a ausência do medo, é o controle dele, é dominar o que tememos para seguir a vida de forma natural, ainda que em tempos de adversidades.

Nada será como antes. Doravante, mais conscientes do que somos e de nossa missão, seremos mais fraternos e solidários; estamos aqui para isso, não apenas para acumular posses e poder. Estamos de passagem na Terra para aprender e trocar experiências. Ainda que distantes, aproveitemos a oportunidade para nos aproximar das pessoas queridas, seja pelas redes sociais, telefonemas, mensagens eletrônicas e sinal de fumaça; façamos a nossa parte.

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Maringá, 4 de abril de 2020

Por Cris Schneider

Agora, já são 16 dias…

Os dias de isolamento social têm ficado mais demorados e as atividades, perdido seu poder de distrair. O emocional das pessoas, e me incluo entre elas, tem demonstrado níveis de tolerância muito baixos e as orientações de isolamento já não são mais respeitadas como no início.

A mídia segue informando; as fake news seguem aterrorizando. As notícias políticas e econômicas só nos trazem mais espanto e preocupação. E em meio a esse turbilhão, vi pessoas alheias a tudo, olhando apenas para um aspecto – o retorno ao trabalho.

Parece que a volta ao trabalho está se tornando a salvação. Vejo a dificuldade das pessoas na convivência consigo mesmas; a dificuldade de passar dias inteiros com a família e, neste início de abril, a dificuldade de enfrentar as contas, que vêm chegando com sua pressão de rolo compressor.

Entendo a necessidade do retorno ao trabalho, mas questiono as razões. Será que nos demos conta de que nada será como antes? E a causa do aumento dos conflitos é o isolamento ou a falta de estrutura emocional das pessoas? As pessoas se preparam para lidar com crises, qualquer tipo de crise? É mais fácil negar do que enfrentar a realidade?

Quantas perguntas ainda sem resposta. Consolo-me porque sei que é só um período e vai passar. Melhor em casa do que num leito de hospital. Melhor em casa com contas atrasadas do que perder a vida para a impaciência, para a ausência de autocontrole e para a falta de inteligência emocional.

Entendo e tenho a necessidade de sair; fiz caminhadas para pegar sol; fui ao mercado; senti falta de conversar com as pessoas, de sentir o calor delas e não apenas de ficar aflita porque o sinal de internet está travando ou não.

Me pego olhando pela janela e pensando: será que quando saí para o mercado fui contaminada? Será que as frutas, verduras e própolis têm sido suficientes para ajudar minha imunidade? O pensamento vai longe…

Todo este tempo comigo mesma me mostrou que abandonei pelo caminho muitas coisas sobre mim: leituras de romances, bordados (sim, eu já bordei), pessoas e memórias. Me dei conta de que estava presa à loucura da vida e, diante do risco desta vida, meu único compromisso agora é me manter serena, positiva; manter meu bem-estar físico e emocional.

Sobre o isolamento: mais um dia, menos um dia.

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